<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146</id><updated>2012-02-14T13:37:58.348-08:00</updated><category term='livro'/><category term='crenças'/><category term='Cuidar'/><title type='text'>Pedro no Tempo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>82</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-7680963181930307028</id><published>2012-02-13T14:55:00.000-08:00</published><updated>2012-02-13T15:32:25.536-08:00</updated><title type='text'>Somos todos bons...?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-sc0XFdgG3-0/TzmUIPzV5LI/AAAAAAAAATo/TtEsE79d9ec/s1600/arbus_king_and_queen.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-sc0XFdgG3-0/TzmUIPzV5LI/AAAAAAAAATo/TtEsE79d9ec/s320/arbus_king_and_queen.jpg" width="315" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Foto: Diane Arbus&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Se eu não fizer, outro vai fazer. &lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Essa é umajustificativa fraca para fazer algo errado. Somos responsáveis por nossasescolhas. Independentemente de os outros escolherem o errado não quer dizer quedevemos fazer o mesmo. Cada um faz sua escolha. Todas as escolhas sãoindividuais. Ninguém é obrigado a repetir o que o outro faz. Não tenho como nãocitar a famosa frase bíblica:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas ascoisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominarpor nenhuma&lt;/span&gt;". Coríntios 6:12. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;O interessante é queas situações se desenrolam da maneira que já existem em nós como similitude. Édifícil resistir à tentação de irmos contra nós mesmos. Quando menos esperamosaparece um dilema a nos empurrar abismo abaixo. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;É mais fácil arrumaruma justificativa ideológica para os nossos erros, assim nos sentimos justos eaté mesmo pessoas do bem. Principalmente ao olhar dos outros. Ainda quepossamos achar que não estamos nem aí para a opinião alheia, queremos aaprovação que vem de fora. Será que os nossos pais não nos deram afetosuficiente para querermos sempre mais dos outros? Eles podem até ter nos dado,mas nunca é o bastante. Afeto está na ordem do capitalismo. A criança que querum brinquedo novo e caro já tem incutido o desejo inconsciente de o brinquedoser apreciado pelos olhares dos colegas. Porque assim ele passa a ter valorredobrado. Ao crescermos queremos ter o diploma da instituição renomada,queremos ter o reconhecimento no trabalho, queremos ser vistos como pessoasíntegras.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;Se você me perguntarsobre as pessoas com as quais me relaciono, direi que todas são honestas ejustas ou, na melhor das hipóteses, pessoas inocentes. Eu não posso deixar defazer outra citação bíblica (hoje não estou religioso nem tampouco crente, masfaço as citações porque elas são antigas, e muitas pessoas as usam parajustificar seus próprios erros, como pessoas religiosas que são): &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem oque fazem. E, repartindo as suas vestes, lançaram sortes&lt;/span&gt;." Lucas23:34.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;Mesmo que o ato sejaerrado não temos como justificar o injustificável. Hoje escutei algumas pessoasreligiosas se justificarem: "Eu não paguei aumento do salário mínimo àminha empregada doméstica porque ela recebe mais que um salário. Ela já ganhabem"; "Eu pago pouco ao meu jardineiro porque ele não sabe muito bemo que é dinheiro"; "Eu dou um presentinho para ela, aí ela me faztodos os favores". Todas essas pessoas são ingênuas (sem ironia), incapazes de ter consciência profunda.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;Todas essas pessoassofrem no corpo a dor da contenção, do medo de não ter controle sobre o outro.Elas não abrem mão do poder&amp;nbsp; comodominação. O que isso representa em âmbito profundo? O medo de perder. Quererter vantagem para ter mais, para assim justificar o medo de não ter. O medo nostorna pessoas piores, escravas do social corrupto. Ter muito nos faz sofrer omedo de perder o que temos. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;Hoje pela manhã, antesde sair para trabalhar, li o seguinte: "&lt;i&gt;Você só perde o que segura&lt;/i&gt;".Algumas vezes eu tenho receio do que leio antes de sair para trabalhar, porquea mensagem se configurará em várias situações durante o dia. É como uma premonição.Se estou conectado com tudo e com todos, obviamente que ao abrir um livro ouescutar a letra de uma música algo semelhante irá se apresentar no cenário dodia.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;Por isso, sempre digoàs pessoas: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Preste atenção aos sinais da vida,faça as melhores escolhas para que você possa ser melhor.&amp;nbsp; Recuse o convite da desintegração (doença). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-7680963181930307028?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/7680963181930307028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2012/02/somos-todos-bons.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/7680963181930307028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/7680963181930307028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2012/02/somos-todos-bons.html' title='Somos todos bons...?'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-sc0XFdgG3-0/TzmUIPzV5LI/AAAAAAAAATo/TtEsE79d9ec/s72-c/arbus_king_and_queen.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-1974134518527265375</id><published>2012-01-29T15:19:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T15:19:15.276-08:00</updated><title type='text'>O conhecimento só serve se for compartilhado</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-DVCvT35figM/TyXTdv0svHI/AAAAAAAAATc/3U1XTv_sN9Q/s1600/10414808.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-DVCvT35figM/TyXTdv0svHI/AAAAAAAAATc/3U1XTv_sN9Q/s1600/10414808.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 150%;"&gt;Hojepela manhã falei para mim mesmo: "Você está na meia-idade, época em que seouve o chamado. Você está mais para a força do trabalho do que para o chamado.Será que há algo errado com os deuses ou comigo mesmo?". Subitamente, li aseguinte frase num livro: "Colocamos as mãos diante dos olhos e gritamosque está escuro". Achei a frase providencial, mas não pude entendê-la comoprecisava. Tomei o café da manhã e abri os meus e-mails. Recebi de uma amiga umvídeo de uma palestra de Bunker Roy, da &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=oC5FMJlD_EQ"&gt;Universidade dos Pés Descalços&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;Napalestra, Bunker (traduzindo do inglês o nome dele indica exatamente o que estehomem é, uma muralha defensiva). Bunker Roy é um indiano plácido que teve amelhor educação na Índia, tinha o mundo a seus pés, mas decidiu ajudar àquelesque têm fome em aldeias afastadas. Ele, então, se preparou para o improvável,decidiu construir uma universidade onde as pessoas aprenderiam sem professorcom qualificações. Lá, o professor poderia ser o aluno, a pessoa aprenderia coma experiência do outro. Quem tivesse mestrado ou doutorado não poderia serprofessor. Assim, homens analfabetos construíram a universidade, desenvolveramum sistema de energia solar, criando história para o mundo todo. Havia nauniversidade os melhores arquitetos analfabetos, os melhores engenheirosanalfabetos, dentistas analfabetos, e assim por diante. Com a experiênciadessas pessoas, aldeias da cercania podiam também obter melhorias na qualidadede vida para seus moradores. Eles foram se desenvolvendo e precisavam espalharo conhecimento aprendido. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 150%;"&gt;Issosim é a verdadeira ciência, do latim &lt;i&gt;scientia&lt;/i&gt;, o conhecimento comconsciência. A ciência com consciência vem temperada com reflexão, é um saltode qualidade, é ir além do que os livros mostram, é a experiência viva de quema viveu. Ninguém precisa de certificados para poder repartir o que se vive.Hoje, infelizmente, nas universidades, é preciso ser profissional de sala deaula. Só o que se sabe é o que se lê, e só se aprende o que se copia. Não háreflexão. A prerrogativa é clara; nenhuma experiência subjetiva pode estar nosartigos científicos, porque a história de vida do autor não tem valor. Porisso, não se pode escrever na primeira pessoa. Ou seja, se existe gente nãoexiste ciência. O que se tem nos artigos científicos são letras mortas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 150%;"&gt;Nomeu primeiro livro, "Envelhecer: histórias, encontros etransformações", eu demorei a entender o que minha editora dizia: "Oseu trabalho é bom, mas é muito acadêmico". Fiquei aborrecido porque seexistia um "mas" significava que não estava totalmente bom. De fato,eu queria que o trabalho fosse perfeito, sem brechas. Ledo engano. Só depois dosegundo livro passei a compreender o que ela dizia. Era simples: "Escrevapara as pessoas e não para ninguém". Finalmente fui entender que o academicismoé escrever para ninguém, porque não tem vida. Mesmo que as pessoas achemenfadonho ler um artigo científico, elas dão valor ao "rigoracadêmico". Essa petulância é o que ainda move as instituições de ensino,o que atravanca o conhecimento do humano, e para o humano. O que adiantaaprender se o que aprendemos não pode ser compartilhado? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 150%;"&gt;Nosmeus últimos suspiros como professor acreditava que eu devia ser como ospescadores. Eles pescam seus peixes (conhecimento), para depois contar(ensinar) aos outros como (metodologia) foi a experiência. Gostava de contarhistórias aos meus alunos, mostrando a eles que podemos ajudar aos outros comas nossas experiências de luta, resignação, paciência e superação. Eu acrediteique isso era formar, porque só formamos por inteiro. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 150%;"&gt;Bem,após duas ocorrências na manhã de hoje me vi questionando: "Será que estoua trabalhar muito para não ouvir o chamado?". Porque quando trabalhamosmuito temos a tendência a anestesiar nossos sentidos, ficamos voltados para o exterior.O que eu preciso ver e ouvir, sentir e perceber? Essa pergunta me fez retornaraos meus sete anos de idade. Naquela época já tinha claro o meu objetivo devida, eu queria ajudar as pessoas a encontrar sentido na vida delas. Não sabiaao certo o que era o sentido da vida. Atualmente sei que o sentido da vida é oencontro com nós mesmos, ele é subjetivo e intransferível, cada um tem o seu.Ter sentido é sentir o solo firme e saber seguir os próprios passos com ciência,não esquecendo nunca de compartilhar o aprendizado com os outros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-1974134518527265375?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/1974134518527265375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2012/01/o-conhecimento-so-serve-se-for.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/1974134518527265375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/1974134518527265375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2012/01/o-conhecimento-so-serve-se-for.html' title='O conhecimento só serve se for compartilhado'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-DVCvT35figM/TyXTdv0svHI/AAAAAAAAATc/3U1XTv_sN9Q/s72-c/10414808.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-9127356867645714162</id><published>2012-01-22T14:18:00.000-08:00</published><updated>2012-01-23T02:55:41.761-08:00</updated><title type='text'>A injustiça no corpo</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MwnQ1-zcDGI/TxyL5WOOOvI/AAAAAAAAATU/2dnJwCyD6eI/s1600/Corbis-42-30868565.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-MwnQ1-zcDGI/TxyL5WOOOvI/AAAAAAAAATU/2dnJwCyD6eI/s1600/Corbis-42-30868565.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Será que você sabe o quanto a verdade é importante? Ela é importante para termos mais civilidade em nossasrelações e maior capacidade para entender nossas vidas. A verdade forma o juízo, através do qual nos fortalecemos. Ela também contribui para o nosso desenvolvimento.Mas não é só isso. Se nos munirmos da verdade podemos alcançar ainda algomaior, a justiça.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pode parecer difícil entender,mas a justiça contribui para a nossa integridade. Quero dizer, a nossa saúde. Ossistemas orgânicos não funcionam, porque não são máquinas, mas eles estãofundamentados em processos de organização de suas partes. Eu poderia dizer quea justiça é a preservação do pacto estabelecido entre átomos, moléculas,células, tecidos, órgãos do corpo humano. Não sabemos “quem” ou “o quê” determinaeste pacto. Porém, todos nós sabemos que estar doente é estar desequilibrado,desintegrado, enfermo (a palavra “enfermo”, por exemplo, vem do latim &lt;i&gt;infirmus&lt;/i&gt;, significando “sem firmeza”). Quandoalgo provoca um comportamento que perturbe o pacto, o equilíbrio dinâmicodesvia de sua proposta natural e, consequentemente, todo o sistema sai de suarota de desenvolvimento. Para que ele volte ao estado de equilíbrio dinâmico, serãonecessários novos ajustes e adequações.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Todos sabem, porque todos nósalguma vez já ficamos doentes, que ao estarmos enfermos perdemos nossa direçãomomentaneamente. Temos de parar para nos recuperar. Para restabelecer as forçasé preciso que todo o sistema se reorganize, crie novas maneiras de adequação àsuas necessidades. Podemos mentir para nós mesmos, mas nem sempre o organismo admite permanecer neste estado de mentira por muito tempo. Ele vaipedir uma trégua mais cedo ou mais tarde. Em suma, recriar um estado saudável érenovar a justiça, restabelecer o pacto. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quantas vezes ficamos resfriadosporque fazemos coisas além de nossas capacidades? Quantas vezes temos diarreiaporque tememos algo novo? Quantas vezes sentimos os nossos músculos do pescoçotensos de tanta preocupação? Isso ocorre muito mais do que nos damos conta. Temosa tendência de silenciar o corpo sempre que um sintoma interfira em nossosprojetos. O corpo se encarrega em nos mostrar oslimites. Mesmo assim, quando não nos contentamos com a interferência, quando osintoma chega a ser insuportável, tentamos silenciá-lo com medicamentos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O medicamento é importante quandonão há mais para quem recorrer, pois já foi feito estragos demais. Contudo, é relevantesaber como está sendo conduzida a vida de nosso organismo. Ele não é separadode nós. Temos ainda a tendência de recusar refletir sobre a nossa vida em umcontexto maior. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Em um contexto maior diria que asoutras pessoas com as quais convivemos também participam do mesmo pacto. Eu precisoser justo e honesto com o outro para estar saudável, o querepercutirá em meu organismo. Não posso tripudiar as leis de conformidade dobem-estar. Ou seja, eu não vivo só, eu convivo. Portanto, eu preciso prestaratenção aos interesses comuns, com senso de responsabilidade esustentabilidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente, não está sendofácil encontrar a verdade diante de tantos interesses mesquinhos por aí. Conheçopessoas de boa vontade doentes porque mentiram para elas mesmas durante anos.Conheço outras que tentam justificar suas ações mesquinhas para escapar delasmesmas. Conheço umas que procuram ideologias para comprovar seus atos bem-intencionados.Todas com um só objetivo: manter o &lt;i&gt;statusquo&lt;/i&gt; do que é ser uma “boa pessoa”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ninguém pode ser bom se não foríntegro. Será que os hospitais estão superlotados porque há pessoas demaismentindo para elas mesmas? O que fizermos com os outros ou com nós mesmossempre alterará o pêndulo da balança. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-9127356867645714162?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/9127356867645714162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2012/01/injustica-no-corpo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/9127356867645714162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/9127356867645714162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2012/01/injustica-no-corpo.html' title='A injustiça no corpo'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-MwnQ1-zcDGI/TxyL5WOOOvI/AAAAAAAAATU/2dnJwCyD6eI/s72-c/Corbis-42-30868565.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-2826909541458279662</id><published>2012-01-07T06:26:00.000-08:00</published><updated>2012-01-07T06:28:54.267-08:00</updated><title type='text'>O fim do começo e o início do fim</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-BsTqEWplKEU/TwhU0Kq7j7I/AAAAAAAAATA/zw6E-th3ay4/s1600/128117167.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://4.bp.blogspot.com/-BsTqEWplKEU/TwhU0Kq7j7I/AAAAAAAAATA/zw6E-th3ay4/s320/128117167.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;A paisagem estátão comovente que as palavras ficam pequenas. Daqui onde estou eu assisto a umespetáculo musical. As folhas sendo dedilhadas pelo vento. Como posso escrevercom tantos ritmos fora de mim? Sou absorvido pela beleza e tranquilidade nestedia pós-chuva de ontem. Apesar de estarmos no verão, a noite foi fria, luaencoberta, obrigando-me a me munir de um cobertor também. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Vivemos osprimeiros dias do novo ano. Tudo igual a todos os outros, mesmo que achemos queos dias são diferentes, nossos padrões passados nos arremessam para lugaresconhecidos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Ontem falava comuma pessoa que tentava me convencer do fim do mundo. Essa história de fim ébacana, dá movimento às elucubrações das pessoas. As pessoas estão ardentementedesejosas de novidades, nem que seja dar um fim ao mundo. Com a esperança, éclaro, de recomeçar. Acreditam que se algo der errado é só apertar as teclas docomputador (ctrl-alt-del) para reiniciar o programa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Não acho que vamosterminar assim tão fácil. Ontem falava com a minha filha sobre a teoria que a pessoahavia me contado. Ela disse que teremos de subir mais de 2000 metros dealtitude, ficar longe de fios de eletricidade. Pensei onde seria esse lugar. Sempreque alguém traz um conto, traz também uma paisagem mental para o seu ouvinte. Fiqueia pensar que se for assim, não tem jeito, não conseguirei ficar semeletricidade, sou um ser elétrico por natureza. Minha filha, por sua vez, medisse que seria legal, porque assim não precisaria sofrer a perda de suafamília, todos iriam de uma só vez. Acho confortador esse argumento de ir todosjuntos. Como se fossemos para algum lugar. Estamos condicionados a acreditarque não vamos acabar nunca, o nosso inconsciente nos alimenta com sentimentosde imortalidade. Não digo que seja impossível o mundo findar, mas ainda achoimprovável. São coisas diferentes. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Daí eu melembrei do filme “Melancholia”, de Lars Von Trier. Para quem não o viu, achoque vale a pena. Não espere muita coisa em termos de efeitos especiais, pois ofilme é simples, porém com momentos de reflexão. Não vou contar a história aquipara não estragá-la. Não quero ser o chato que já quer antecipar o final dofilme só para ser aplaudido sozinho. Bem, apenas vou contextualizar. Se eu nãoo fizer estarei sendo injusto. O filme conta a possibilidade de um choque doplaneta Melancholia (que dá título ao filme) com a Terra. O filme discorre comdiálogos entre os personagens com suas histórias familiares paralelas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Valeu a pena assistirporque agora sei exatamente o que fazer caso a Terra seja ameaçada adesaparecer. Sabe o quê? Nada. Gostaria de estar em casa tomando uma taça devinho, sem querer intuir saídas, sem rezas ou pregações. Gostaria simplesmentede fazer como as copas das árvores que agora vejo daqui de meu jardim. Quero balançar,indo e vindo no ritmo do fim de tudo. Se eu tiver a chance de embalar o fim comuma música, escolheria esta: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=1rjnnx4h0RU"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=1rjnnx4h0RU&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Bem, se o fimainda não chegou, e o Sol já se foi novamente. Quero terminar este post com umpouco de texto antigo que acabo de encontrar por aqui no meu computador. Coincidênciasignificativa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Deixo o Vento levar tudo o que havia conseguido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;O Vento é força incompreendida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Não sei o que o Vento quer. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Apenas sei que ele quer me levar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Nada ficará. Tudo se perderá ao vento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Não precisamos de muito para sobreviver.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Quem decide não somos nós. É o Vento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Então não preciso me preocupar, nem me apavorar. Estou nas asas doVento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Só preciso respeitá-lo, reverenciá-lo por sua sabedoria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;O Vento é divino porque é eterno em essência. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-qmlEWvOJ8Eo/TwhUmn8nfYI/AAAAAAAAAS4/znf6WyvpclU/s1600/111919488.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-qmlEWvOJ8Eo/TwhUmn8nfYI/AAAAAAAAAS4/znf6WyvpclU/s320/111919488.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Quando tudo parece não ter fim, chega a surpresa da finalização. O que termina é o que já começou.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-2826909541458279662?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/2826909541458279662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2012/01/o-fim-do-comeco-e-o-inicio-do-fim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/2826909541458279662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/2826909541458279662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2012/01/o-fim-do-comeco-e-o-inicio-do-fim.html' title='O fim do começo e o início do fim'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-BsTqEWplKEU/TwhU0Kq7j7I/AAAAAAAAATA/zw6E-th3ay4/s72-c/128117167.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-8585872896873324523</id><published>2011-12-20T07:46:00.000-08:00</published><updated>2011-12-20T07:46:11.447-08:00</updated><title type='text'>Artigo de estréia no Brasil 247</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-DOYLjCK8E9s/TvCtmAlOKRI/AAAAAAAAASk/lIwYewjdnec/s1600/1261657664336.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-DOYLjCK8E9s/TvCtmAlOKRI/AAAAAAAAASk/lIwYewjdnec/s320/1261657664336.jpg" width="316" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #0064b0; font-family: inherit; font-size: 18px; font-weight: inherit; font: normal normal bold 18px/normal Arial; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 10px; text-align: center; text-transform: uppercase; vertical-align: baseline;"&gt;O PASSADO É LEMBRANÇA; O FUTURO, ESPERANÇA; O PRESENTE, PRESENÇA. TODOS OS TEMPOS SE COMPLEMENTAM, TORNANDO-SE UM ÚNICO TEMPO, AQUELE QUE FAZ PARTE DE NÓS. O TEMPO TUDO ABARCA, ELE NÃO FLUI, ELE É.&lt;/h3&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://brasil247.com.br/pt/247/revista_oasis/30756/Qual-%C3%A9-o-seu-tempo.htm"&gt;leia mais&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-8585872896873324523?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/8585872896873324523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/12/artigo-de-estreia-no-brasil-247.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/8585872896873324523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/8585872896873324523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/12/artigo-de-estreia-no-brasil-247.html' title='Artigo de estréia no Brasil 247'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-DOYLjCK8E9s/TvCtmAlOKRI/AAAAAAAAASk/lIwYewjdnec/s72-c/1261657664336.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-6705885835608572074</id><published>2011-12-14T06:31:00.000-08:00</published><updated>2011-12-14T07:53:15.705-08:00</updated><title type='text'>A chuva de verão e as bolas de Natal</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-W-T80mEIPEc/Tuiyst6UNMI/AAAAAAAAASY/k-T2GqsinxM/s1600/20111120_165224.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-W-T80mEIPEc/Tuiyst6UNMI/AAAAAAAAASY/k-T2GqsinxM/s320/20111120_165224.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A chuva fina com o contrastedo verde da mata parece neve de Natal. As árvores balançam ao vento e a chuvafaz manobras incríveis, caindo e subindo nas rufadas de ar fresco. O cheiro deterra molhada é um maná. Todos os sons se calam e o silêncio daqui de baixo seconfronta com o som das folhas lá de cima. São árvores centenárias, vivas epulsantes. Queria saber o nome delas, mas o conhecimento me cansa nesta época. Prefirosentir somente. Fim de ano não é para pensar demais, agora é sentir o que ovento fala, o que a sinfonia dos sapos expressa, e o que os grilos cantam.Tenho tudo isso perto de mim porque me emociono. Sempre que ouço os diversossons da natureza me regozijo com a minha capacidade de sentir.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Hoje eu li nolivro de Anodea Judith, “Eastern body, western mind”, algo que sei ser verdade:“Temos de sentir o nosso corpo para sentirmos nossas emoções, a fim de aprendera interpretar suas mensagens”. É fundamental não nos perdermos de vista. Ocorpo é a maior referência que temos para nos conhecermos melhor. É importante nosabrirmos para as sensações. Com elas, no entanto, surgem emoções carregadas delembranças. Porventura seja por isso que muitos não gostam do Natal. As emoçõesforam fortemente marcadas em seus corpos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O cheiro de Natal é umconvite a relembrar a esperança da criança interior. Eu não sei como ascrianças hoje em dia sentem, mas lembro-me de minha criança. Quanto mais velhosficamos, mais idades nós temos para nos fazer ser. Nada morre em nós, nem mesmoo que queremos esquecer. Não tenho nada para esquecer, isso é um ganho. Mesmo setivesse alguma situação pela qual eu pudesse me envergonhar eu riria dela. Afinalde contas, temos de aprender a dar novos significados para a nossa história. Seo passado é somente um ponto de vista perdido nos recantos de nossas sinapses,então podemos brincar de reinventar nossa memória. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se eu não tiver nenhumalembrança é porque ela não tem importância. E se me recordo de algo é porqueestou sendo chamado a refletir. Por que não criar novas memórias? Nosso cérebroé fantástico, ele se reinventa caso o nosso eu queira assim fazer. Por exemplo,lembro-me de não existir festa de Natal na minha casa. Meus pais não tinhammuitos recursos. Eles sempre falavam que os produtos natalinos eram caros. Então,meia-noite, eles já estavam dormindo. Poderia me entristecer com isso, mas melembro de que eu ficava sozinho na janela até meia-noite, olhando estrelas eagradecendo simplesmente por existir. Eu tinha um sentido de religação com oCosmos muito forte. Isso me deu contorno. Hoje sei ficar sozinho, porque descobrique sou a minha melhor companhia. Se existem outras pessoas ao lado, elas setornam os meus convidados. Aprendi a não me tornar refém dos outros. Isso querdizer que qualquer situação que ocorra comigo sou eu mesmo quem a criou. Eu souo personagem de minha própria história.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Apesar de o Natal nãoacontecer em minha casa de infância, não tenho necessidades de ter o que nãotive. Aprendi a ter menos, o que foi um grande ganho. Não podemos perder o quenão temos. Isso é sabedoria. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Essa reflexão é sópara reforçar que tudo depende de como olhamos para o nosso tempo. Todospossuem a liberdade de escolher estar bem, buscando sentir o melhor dentro decada experiência vivida. Mais uma vez ressalto a importância de que o quesentimos faz parte daquilo que vivemos. Se quisermos, podemos sim criar ummundo melhor para nós. Sendo assim, sempre que uma experiência surgir, seja elaboa ou ruim, somos nós a escolher como senti-la. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nesta época é muitobom saber escolher o melhor, independentemente de termos a capacidade decomprar ou não. O fundamental é como vamos pintar a linda paisagem para o nossoNatal.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-6705885835608572074?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/6705885835608572074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/12/chuva-de-verao-e-as-bolas-de-natal.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/6705885835608572074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/6705885835608572074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/12/chuva-de-verao-e-as-bolas-de-natal.html' title='A chuva de verão e as bolas de Natal'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-W-T80mEIPEc/Tuiyst6UNMI/AAAAAAAAASY/k-T2GqsinxM/s72-c/20111120_165224.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-7235719301864441412</id><published>2011-12-05T15:05:00.001-08:00</published><updated>2011-12-05T15:11:17.358-08:00</updated><title type='text'>Nada faz sentido para quem pensa</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-3WIEnd9vzL4/Tt1OEkr7AKI/AAAAAAAAASQ/LbrVUVFOS58/s1600/Polock.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-3WIEnd9vzL4/Tt1OEkr7AKI/AAAAAAAAASQ/LbrVUVFOS58/s320/Polock.jpg" width="228" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Há mil anos aconteciaalgo neste mundo do qual não dou conta em saber. Existiam fatos marcantes nahistória cujas mentes se deliciavam ou amarguravam por sentir. Nada pode serelaborado sem ser sentido.&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não é possível racionalizar sem sentir. O sentimentoestá à espreita. Sempre que se pensa algo está lá o sentimento, mesmo que nãoconsciente. Nada fica sem o sentir. Mesmo se eu quisesse entender o que sepassou no dia 05 de dezembro de 1911 (não encontrei nada nesta data no Google)não saberia dizer o que de fato ocorreu. Mesmo se eu soubesse tudo seriaconjectura, ou seja, maneiras de formar idealizações. O que é uma ideia? Nada maisque imagens na mente. Não é só visual, porque a mente é mais complexa do queisso, ela vislumbra a imagem de modo total. Ela imiscui várias imagens sensoriaisformando algo a se tornar pensamento. Lembra-se da cena na praia quando você construíacastelos de areia? Se não lembra é pelo fato de nunca ter construído um. Mas será?Pense um pouco. Se você pensar mais um pouco, poderá sentir que construiu,mesmo sem ter feito. Somos instigados a colocar imagens onde não existe. Temos umamente criativa, que detesta lacunas. Espaços em branco são logo preenchidos. Porisso, temos justificativas para tudo. Atendo a uma pessoa que diz: “nossosbolsos estão cheios de justificativas para os nossos erros”. Concordo com ele. Assimsomos todos bons. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Se pensarmos bem, paraquê saber se não encontraremos respostas? Vivemos tentando sair do labirinto denossa insignificância. Contudo, acreditamos em nosso valor. Enaltecemos a nossaincompreensão com teorias. Assim, nos sentimos mais importantes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O que seria acompreensão senão uma maneira de criarmos um entendimento? Isso só serve paradesenvolver mais teorias, ficarmos mais adestrados nas questões da vida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Algumas vezes me sintoexausto em não acreditar mais em nada. Nada é real, só o que pretendemos queseja. A vida é um grande vazio cheio de conjectura, a qual nada significa emsua própria essência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nós construímosconceitos híbridos para depois nos tornarmos confusos em nossa dubiedade. Os conceitossó existem para nos dar segurança. Ninguém pode alcançar a razão senão porconveniência. Quanto menos sabemos, mais acreditamos nas estapafúrdias daquelesque nos querem convencer de suas teorias. Isso, de certo modo, nos tranquiliza,ameniza nossa ignorância. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-7235719301864441412?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/7235719301864441412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/12/nada-faz-sentido-para-quem-pensa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/7235719301864441412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/7235719301864441412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/12/nada-faz-sentido-para-quem-pensa.html' title='Nada faz sentido para quem pensa'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-3WIEnd9vzL4/Tt1OEkr7AKI/AAAAAAAAASQ/LbrVUVFOS58/s72-c/Polock.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-3104855124711613625</id><published>2011-12-04T07:15:00.001-08:00</published><updated>2011-12-04T09:41:27.981-08:00</updated><title type='text'>Você está demitido...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-CkDM4uVcHfY/TtuONDKfCBI/AAAAAAAAASI/ej8u1stDEsY/s1600/42-18675626.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-CkDM4uVcHfY/TtuONDKfCBI/AAAAAAAAASI/ej8u1stDEsY/s320/42-18675626.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Semana passada eurecebi a notícia de que no próximo semestre não farei parte do corpo docenteda universidade. Trabalhava na instituição há vinte e dois anos. Estou fora. Fuidemitido. Isso não me deixou triste. O que me faz triste é a lacuna deixadapela saudade do hábito. Eu já sentia que o meu processo como professor estavaterminando. Deixo a carreira de professor, mas continuo educador. Ser educador nãose aprende, se é, não significa ter um cargo para ensinar. São coisasdiferentes. Eu atendo muitas pessoas que necessitam de educação. Portanto,educação, para mim, é um processo de formação integral do humano para que elese torne melhor. Foi assim com os meus alunos nesses anos. Sempre me interesseimais em formar pessoas melhores do que passar conteúdos. Era como um pescadorque se sentava à beira do rio e contar histórias de vidas. Essas históriasajudaram a ilustrar minhas técnicas terapêuticas, ensinar aos alunos queeles deveriam ver além do corpo doente e sofrido. Minha teoria esteve baseadana semente de que se somos boas pessoas podemos ajudar outras a serem também. Porisso, eu tenho me dedicado a ser melhor o tempo todo. De fato, a intenção édesenvolver o bem. Ser bom é ser íntegro, portanto, ser saudável. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pois, ninguém nasce bom ou mal, somos educadosa sê-lo. Assim, é importante saber que o mal é o erro, a lacuna, o que não vaibem. O que repercutirá no corpo, no palco de manifestação de nossas ações. Ainfinita inteligência do organismo vivo busca sempre a nos trazer de volta aoeixo, ao centro, ao meio. O sintoma é o mensageiro, o avatar que nos traz obem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Já vinha sentindo que o meu processo estava nofim, para dar início a outros. Nada termina sem que haja a certeza de novoscomeços. Isso é aprendizado. Existe o paradoxo da autonomia que nos ensina quesó somos verdadeiramente quem somos quando nos libertamos de nós mesmos. É necessáriodeixar ir o que acreditamos ser para experimentar a outra face de nós mesmos. Estoudeixando para trás uma identidade profissional, para lançar-me em mim mesmo. Essaé a jornada do homem livre, abandonar para adquirir. Eu sou mais do que umtítulo, eu sou uma pessoa, e, como tal, tenho de ser melhor a cada dia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não há escolha que nãose reporte ao futuro, então a escolha está no presente dado. Não escolhemos sozinhos.A decisão da coordenação da universidade se coaduna com as minhas escolhas. Está na hora de mudar o rumo de minha história, de avançar em novosaprendizados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Não julgo se isso ébom ou ruim, porque há tempos aprendi que devo seguir o fluxo do rio da vida,pois a fé reside em saber que terei o melhor para me desenvolver como indivíduo,aquele que não se divide. Sendo assim, ser professor ou qualquer outra coisanada mais é do que ser dividido em várias partes. É estar fragmentado, serdoente e sofredor. Não quero optar por isso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Neste momento estou caminhandoao som das grandes mudanças. Aguardo com tranquilidade o novo chamado, para queeu possa seguir em direção àqueles que precisam de minha educação. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-3104855124711613625?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/3104855124711613625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/12/voce-esta-demitido.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/3104855124711613625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/3104855124711613625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/12/voce-esta-demitido.html' title='Você está demitido...'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-CkDM4uVcHfY/TtuONDKfCBI/AAAAAAAAASI/ej8u1stDEsY/s72-c/42-18675626.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-2427076614614023636</id><published>2011-12-02T13:34:00.001-08:00</published><updated>2011-12-02T13:40:00.943-08:00</updated><title type='text'>A vida é a arena de aprendizado</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-BvwkitatT0Y/TtlEePc_1MI/AAAAAAAAASA/f4BRPN2RHDk/s1600/200068000-001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-BvwkitatT0Y/TtlEePc_1MI/AAAAAAAAASA/f4BRPN2RHDk/s320/200068000-001.jpg" width="212" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É importante conhecero caminho. O chão se torna firme quando se sabe onde pisa. A vida é incerta,sem dúvida. Muitas vezes, entretanto, as pessoas relutam em acreditar que sejaassim. Busca-se a segurança fora; nos seguros de vida e do carro, no plano desaúde e de aposentadoria. Não existe segurança senão dentro de nós mesmos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Vivemos uma época degrandes medos. Esse medo nos paralisa, somos escravos dele, porque não sabemosseguir sem uma certeza de que podemos nos sentir seguros. A segurança é umailusão. Não podemos estar seguros em nenhum momento. Se soubermos disso,podemos nos arriscar, pois viver é correr risco. Não digo correr risco emsituações perigosas, mas simplesmente viver sabendo que tudo está certo nastrilhas retas e curvas da vida. Vigie os sinais que a vida possa dar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A vida é uma arena deaprendizado. A lição sempre chega para nos obrigar a tomar novas atitudes. Oimportante é prestar atenção ao nosso comportamento. Perceber se não estamosrepetindo padrões antigos para permanecermos em nossa zona de conforto.Existem pessoas que sofrem porque se condicionaram a isso. Elas,inconscientemente, criam uma paisagem do infortúnio, para depois surgir umacena no mundo material. Aqui está a nossa magia diária. Tudo ocorre de maneira anos testar. Somos testados diariamente para podermos avançar. Caso estejadifícil, então pare e recoloque a sua carruagem em direção ao melhor caminho.Não acredite que possa melhorar ou piorar, saiba que tudo está dentro devocê.&amp;nbsp; É você quem muda a direção dovento. Muitas vezes não foi você quem criou a situação, mas foi você quemconsentiu, mesmo que inconscientemente, em repetir a história de alguém. Ahistória dos pais, ou dos vizinhos ou daqueles personagens que aparecem na TV. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Viva a sua própriavida. Recuse o que não seja o melhor para você. Não aceite o convite para o medo. Acredite que a vida é o grande mestre. Caso esteja ruim, troque o seu papel de vítima e seja melhor do que isso. Mostre para si mesmodo que você é capaz. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: solid #4F81BD 1.0pt; border: none; mso-border-bottom-themecolor: accent1; mso-element: para-border-div; padding: 0cm 0cm 1.0pt 0cm;"&gt;&lt;h2&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/h2&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-2427076614614023636?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/2427076614614023636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/12/vida-e-arena-de-aprendizado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/2427076614614023636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/2427076614614023636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/12/vida-e-arena-de-aprendizado.html' title='A vida é a arena de aprendizado'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-BvwkitatT0Y/TtlEePc_1MI/AAAAAAAAASA/f4BRPN2RHDk/s72-c/200068000-001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-3936337738594381414</id><published>2011-11-05T06:26:00.000-07:00</published><updated>2011-11-05T06:27:33.396-07:00</updated><title type='text'>A Paixão de Mulheres mais Velhas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-7TUYZRrMH1g/TrU41kAO3uI/AAAAAAAAAR0/CW6rTO4IW7U/s1600/Imagem+sem+t%25C3%25ADtulo.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="152" src="http://4.bp.blogspot.com/-7TUYZRrMH1g/TrU41kAO3uI/AAAAAAAAAR0/CW6rTO4IW7U/s320/Imagem+sem+t%25C3%25ADtulo.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Baskerville Old Face&amp;quot;; font-size: 18.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Aspessoas têm opinião sobre tudo. Paisagem comum, nada estranho. Elas pensamsaber porque viram na televisão ou internet. Acreditam que os segredos maisvelados são vistos nos filmes ou nas novelas. Quem não conhece bem de pertogente de verdade não sabe o que é o mundo dos vivos, humanos que sentem. Viveré aceitar sentir, mesmo se for preciso sofrer. Na atualidade, as pessoas sãoinstigadas a pensar cada vez mais, e sentir cada vez menos. Muitos jovens estãomais mortos do que muitos velhos, porque o sentir parece um debochedesavergonhado. Ser mais velho ou ser mais jovem não faz diferença. O querealmente faz diferença é "como" viver, é a qualidade do sentir. Osvelhos estão mais vivos quando são românticos, pois o romantismo cura tudo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Pode-seconhecer muito sobre vários assuntos, mas sempre haverá surpresa no encontroface a face com a história velada. Na descoberta surge um novo conhecer e nãosimplesmente um reconhecimento. A mudança transforma o ser, pois está emcontínuo processo de renovação. Ao ver assim, o envelhecimento se desenrola comcategoria. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Muitosacreditam (mesmo os mais velhos) que a velhice é uma estação de paragem cujotrem nunca chega, um frame de fotografia no qual a imagem dos filhos e netosestá em primeiro plano; os velhos sentados numa cadeira, enquanto os parrudosjovens se postam de pé. As pessoas ainda acham que a velhice é uma época tardiade colheita resoluta. A velhice está longe de ser isso. Talvez para alguns quenão conseguiram preservar a paixão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Apaixão é força, provoca comichões, anseios de espera pelo outro, folhasverdejantes e piqueniques secretos. A paixão por alguém instiga a não entendernada, somente sentir. Quem quer usar a razão acaba por ficar com as mãos frias,boca seca, palpitações e pessimismo de que a relação pode não dar certo. Apaixão é inefável à linguagem lógica, só pode ser compreendida pelos sentidose, sobretudo, pela pele. Todo o revestimento do corpo se excita ao extremo,sendo o corpo do outro o único meio de remediar, trazer ao meio, ao centro.Paixão é o impulso em direção à união de dois corpos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Atendotrês mulheres acima de setenta anos que estão apaixonadas por homens maisjovens. Os netos não sabem, os filhos fecham os lábios envergonhados. Talvezpara quem pensa o tempo dos mais velhos como uma fotografia em preto e branco,folhas mortas de quedas outonais, tricôs e crochês em cadeiras de balanço, acena possa causar certo impacto, porventura até repulsa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Cadauma dessas mulheres acredita ser única em seu sentir. Estão apavoradas com osentimento arrebatador. Exceto a mais velha delas, que me disse na semanapassada: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-style: italic;"&gt;"Sentir isso novamente me dá a certeza de que eunão adormeci em minha velhice. Não digo que me sinto mais jovem por isso,porque eu estaria mentindo para mim. Estou feliz com este sentimento porquesinto que existe algo maior do que eu mesma, maior que a minha razão podeconter. Existe pulsação. Você sabe o que é isso? Na minha idade ter a chance dedesejar é uma coisa difícil de explicar. Não é bom? Mesmo que nada aconteçaentre mim e ele, sei que pude sentir. Isso já me deixa totalmente realizada".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Muitospodem pensar que se apaixonar pode ser tentar reviver o que já se passou,tentativa de reviver o impossível, pois o trem já partiu, estação à escura,solidão sem som. Porém, nos trilhos da vida sempre existirá retornos.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Otempo precisa de novo significado, precisa ser pensado como pertencente aosujeito que o sente. O tempo cronológico, por outro lado, é para quem está forae só quer julgar. Quem disse que é preciso ser castrado pelo tempo? Kronoscastrou o pai Urano. O mito deixou um legado de conceitos equivocados. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Otempo cronológico, ou ainda, a idade numérica, não permite necessidades comnaturalidade. Deixa-se de lado o sentir, sufoca o desejo do corpo, amortece oviver. Anestesia-se os desejos enaltecendo preconceitos. Eles são expulsos davontade, desvalorizando o sentimento simples. Não existe idade para ser amado,porém só os criadores do próprio tempo sabem disso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Otempo interno é oportunidade para renovação. A verdade é única: O envelhecerocorre de tanta renovação. Em cada momento somos outros, e isso é viver. Daíuma nova esperança. Como ter esperança sem que haja renovação das crenças?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Otempo interno não compreende passagens, porque nele não há marcas transitórias.Portanto, passado e futuro são apenas fotogramas sem vida. Viver não é estarbem na foto, porque o tempo não é um pêndulo em movimento. Porque dentro decada um existe uma imagem inescrutável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Outramulher na mesma situação me disse: &lt;i&gt;"Eu não sinto a passagem do tempo,porque em minha essência eu sempre fui o que sou. Por isso não me sintoenvergonhada por estar apaixonada. O meu receio é não ser correspondida". &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Nãose pode mudar a essência, muda-se sim a maneira de enxergá-la, muitas vezes porcausa do olhar do outro. Assim o caráter é reforçado. A essência é atemporal.Daí existir um descompasso entre o corpo que muda -&amp;nbsp; se transforma no próprio movimento - e aimagem de si mesmo. Uma imagem incapaz de ser vista no espelho, porque nela jácontem conceitos sobre o que deveria ser, mas não é.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Nãose mede a vida pela quantidade de anos, e sim por aquilo que se vive. Viver étambém sentir, e deve se permitir sentir. Rejeitar o sentimento é abandonarparte de si mesmo, é viver pela metade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Apaixão entre duas pessoas vive mesmo em corpos que já experimentaram paixõespassadas. E por que não? O mais importante é sentir, independentemente do quese avistará ao longe.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-3936337738594381414?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/3936337738594381414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/11/paixao-de-mulheres-mais-velhas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/3936337738594381414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/3936337738594381414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/11/paixao-de-mulheres-mais-velhas.html' title='A Paixão de Mulheres mais Velhas'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-7TUYZRrMH1g/TrU41kAO3uI/AAAAAAAAAR0/CW6rTO4IW7U/s72-c/Imagem+sem+t%25C3%25ADtulo.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-6034644284478504022</id><published>2011-10-27T13:35:00.000-07:00</published><updated>2011-10-27T13:35:35.048-07:00</updated><title type='text'>Quando tudo começa a dar defeito</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-AZue1Ai2vRo/Tqm--wqtSjI/AAAAAAAAARg/Sxu9f5fd64s/s1600/42-19034654.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="224" src="http://3.bp.blogspot.com/-AZue1Ai2vRo/Tqm--wqtSjI/AAAAAAAAARg/Sxu9f5fd64s/s320/42-19034654.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Não sei se acontececom você, mas tem ocasiões que tudo começa a dar problemas. Aqui em casa os canoscomeçaram a vazar, e demoramos a encontrar o problema. Bem, o problema foisanado, mas então alguns aparelhos também deram defeitos. A lógica é simples,porém quando o problema foge da lógica se inicia uma investigação sem fim. Ocomputador veio do conserto ontem, problema também solucionado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Agora é oprojetor. Está no conserto e o técnico disse que não sabe ainda qual oproblema, pediu um prazo de 15 dias. O meu estômago também começou adar problemas. Pelo menos parece ser o estômago, ainda não se sabe. Estou tomando remédio, coisaque nunca fiz com frequência. O meu problema também não tem lógica, então estádifícil para os técnicos em medicina saberem o que pode ser. Enquanto isso, euaguardo me sentindo mal.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Desde pequeno sempreacreditei poder consertar os meus brinquedos, mas eles não funcionavam comodevia depois de minhas múltiplas tentativas. O melhor era abandonar abrincadeira, frustrado é claro com a minha incapacidade. Como lidar com a minhaincompetência? Sem dúvida, pedir ajuda a quem sabe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;As coisas não sãotão simples assim, pois vejo que as pessoas não conhecem a fundo os problemas.Seria tão mais fácil encontrar alguém que pudesse ajudar, e, principalmente,estivesse a fim de solucionar os problemas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Uma coisa é certa, oproblema só pode ser resolvido por nós mesmos. O outro, no máximo, podecontribuir com uma dica. Mas, no âmbito mais profundo, tudo ocorre para que nóspossamos ver dentro de nós. Se insistirmos em nada fazer, a água do canocontinuará a vazar, o computador não ligará, o projetor continuará a piscar, eo meu estômago continuará a me fazer parar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Mesmo assim souteimoso, não quero mudar o meu &lt;i&gt;status quo&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e fazer outro caminho, só reforço a minha crença de que ninguém consegueresolver as minhas dificuldades. Bem, aí terei de sofrer mais um poucopara chegar à conclusão de que tenho de parar e entrar em mim mesmo. Até quandovou persistir em seguir na mesma direção dependerá de minha capacidade deresistência e teimosia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Repito os meus padrões de resistência. Pelo menos, ainda busco a sinceridadede minhas dificuldades. Elas não são tão estranhas para mim, mas estou atento aossinais. Se eu encontrarei saída, ainda acredito nisso, só preciso arrumar o quebra-cabeça de mim mesmo. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-6034644284478504022?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/6034644284478504022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/10/quando-tudo-comeca-dar-defeito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/6034644284478504022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/6034644284478504022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/10/quando-tudo-comeca-dar-defeito.html' title='Quando tudo começa a dar defeito'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-AZue1Ai2vRo/Tqm--wqtSjI/AAAAAAAAARg/Sxu9f5fd64s/s72-c/42-19034654.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-8469597147989106338</id><published>2011-10-22T07:42:00.000-07:00</published><updated>2011-10-22T07:42:42.757-07:00</updated><title type='text'>Em que podemos acreditar?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-J9iTPC0gJD0/TqLWHJ_2uBI/AAAAAAAAARI/TYomwux1lcA/s1600/rot_16.jpg" imageanchor="1" style="clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="154" src="http://3.bp.blogspot.com/-J9iTPC0gJD0/TqLWHJ_2uBI/AAAAAAAAARI/TYomwux1lcA/s200/rot_16.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A verdade nada mais é do que aquilo que investimos nosso juízo sensato em algo que gostaríamos que acontecesse. Se algo faz sentido, pronto, acreditamos que seja verdadeiro. Porém, nem sempre encontramos respostas para os nossos questionamentos. As variáveis são muitas. Então, como o cérebro não suporta lacunas, ele logo cria uma verdade para preencher o vazio da questão em suspenso. Assim, ficamos tranquilos. Nunca atravessei um período de tamanho ceticismo em várias áreas do saber. “Sei que nada sei” platônico me parece a melhor resposta para os questionamentos. A ciência avançou e com ela muitas dúvidas também. Para tentar arrumar a bagunça de conceitos imiscuído com preconceitos, e tantas lacunas deixadas pela dúvida, passo a duvidar de mim mesmo. Isso talvez seja uma saída, nem sempre a melhor, mas já é alguma coisa. Depois de anos sem problemas físicos estou passando por um sintoma inespecífico. Como nunca precisei de médicos porque nunca tive sintomas, eis que passo por peregrinar laboratórios para encontrar o porquê de uma astenia que me tira do centro de mim mesmo. Nada ainda foi constatado nos exames, e isso tem me frustrado. Sinto que preciso ir além de mim mesmo, mas se não sei a direção, não posso dar o primeiro passo. Estou fazendo uma dieta, pois, a astenia surge após me alimentar. Porventura seja o alimento que me deixa em apuros de sonolência. Mas, ainda não sei se é isso o que me faz sentir mal. Fiz exames e tenho de continuar a procurar, pois até agora os exames mostram que estou saudável. Será que podemos estar saudáveis apenas pelas regras das taxas normais? Não acreditando nisso, já fui a dois terapeutas energéticos. Disse o que sentia e cada um seguiu por meus sintomas sem chegar perto do que sinto. Nada mudou. Duvidei deles da mesma maneira que duvidei dos médicos com os quais tive contato. Em meu trabalho passo a duvidar se eu conheço bem o humano como até então tenho pensado conhecer. O humano é enigma. Só podemos dar ao outro uma pista. Mas o mapa não é a experiência da estrada. Quem anda, anda com as próprias pernas, e só quem anda sabe como é a trajetória. Ninguém pode saber o caminho se não conseguir calçar as sandálias do outro.Enfim, não vejo como lograr a verdade, e sim uma maneira de inventá-la.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-8469597147989106338?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/8469597147989106338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/10/em-que-podemos-acreditar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/8469597147989106338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/8469597147989106338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/10/em-que-podemos-acreditar.html' title='Em que podemos acreditar?'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-J9iTPC0gJD0/TqLWHJ_2uBI/AAAAAAAAARI/TYomwux1lcA/s72-c/rot_16.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-4613542155201706760</id><published>2011-10-13T15:15:00.000-07:00</published><updated>2011-10-13T15:15:24.875-07:00</updated><title type='text'>feliz dia das crianças</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jIaXXEb3-h0/TpdiyoXDJgI/AAAAAAAAAQ8/uOJoNOlU0LA/s1600/RF248772.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="134" width="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-jIaXXEb3-h0/TpdiyoXDJgI/AAAAAAAAAQ8/uOJoNOlU0LA/s200/RF248772.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Na sala de aula havia quinze crianças, sendo oito meninos e sete meninas, e quarenta carteiras enfileiradas. As crianças estavam posicionadas em três fileiras, com cinco crianças em cada uma, à frente da mesa da professora Silma. Nas carteiras da frente sentava-se Pedro, Kleber e Caio, os alunos com deficiências. O Pedro é autista e o Kleber tem Paralisia Cerebral, Caio também têm problemas, mas ninguém sabe o que é. A professora Silma estava sentada ao lado de Pedro, de costas para a turma. Então, em um retumbante momento disse para a turma:    - “Peguem suas canetinhas e cubram o círculo. Depois com a régua façam uma cruz dentro do círculo e façam desenhos diferentes em cada pedacinho do círculo”. As crianças começaram a pegar as canetinhas, depois a régua. Ela desenhou um círculo no quadro com uma cruz no centro e as crianças que já manuseavam a folha, começavam a desenhar. Kleber desenhava fora do círculo e Caio andava em volta da fileira de carteiras. Silma voltou para o lado de Pedro, desenhando enquanto segurava a mão dele. Um aluno lá atrás disse: - “Tia, minha folha rasgou!” - “Não tem problema porque vocês vão cortar em volta do círculo” - a professora disse alto. As crianças começaram a procurar as tesouras em suas mochilas e Mariana perguntou:  - “É pra cortar?”. Ela estava empolgada com a atividade.   A professora respondeu enquanto ajudava Pedro:  - “Só depois de desenhar. Vocês já desenharam?”, ela perguntou com a cabeça baixa. - “Já!”, as crianças responderam em uníssono. - “Então podem cortar em volta do círculo e em cima das linhas no meio do círculo.”, a professora afirmou. Algumas crianças desenhavam, outras cobriam o círculo, algumas faziam a cruz no meio do círculo e outras já cortavam. Silma acompanhava Pedro, Kleber e Caio. Com Pedro ela desenhava, segurando o lápis na mão dele, enquanto os outros ela só observava, e falava:  - “Caio senta pra desenhar!”,  - “Kleber, é pra desenhar dentro do círculo”.Kleber desenhava figuras desconexas do lado de dentro e também fora do círculo. Em seguida pegou a tesoura e começou a cortar a folha toda.     -  “As partes recortadas devem ser coladas nesta outra folha que estou entregando, que tem uma linha em cima para vocês colocarem os nomes.” Silma continuava falando em voz alta.A professora distribuiu uma folha e pediu a uma aluna para que distribuísse as colas.  - “Colem na mesma forma do círculo, mas não encham de cola.”  - “Ih, tia, colei no canto!”, Ricardinho espantado falou. - “Deixa pra lá! Caio, é pra escrever o nome em cima da linha! Apaga e escreve de novo! Kleber, você também!", desanimada ela gritava. - “Tenho que ajudar o Pedro, porque você sabe, ele não faz nada.”, Silma olhou para longe.Dirigiu-se para a turma e gritou:     - “Agora crianças, em cima do círculo vocês desenhem um sol, do lado do sol, desenhem duas nuvens. Sabe como é nuvem? Aquilo fofinho.”  A professora foi ao quadro e desenhou uma nuvem.      - “Perto das nuvens, desenhem três passarinhos, como vocês quiserem, o passarinho é de vocês. Embaixo do círculo, desenhem quatro pessoas.”, ela continuou.As crianças desenhavam, cortavam, colavam, andavam pela sala, iam nas carteiras dos outros, e Silma levantava as folhas de Caio e Kleber mostrando a atividade feita de forma desordenada, movimentando a cabeça em expressão de negação. - “Tia, quem eu desenho?”, Kleber perguntou. - “Quatro pessoas como a mamãe, o papai, o irmão, mais alguém...”, a professora respondeu. - “É pra desenhar a família?”, Ricardinho perguntou. - “Não, eu falei pro Kleber porque... ele não sabe quem ele gostaria de desenhar.”, ela respondeu irritada. Repentinamente Silma disse que Pedro queria ir ao banheiro, levou-o até a porta e falou alto:  - “Alguém pode levar o Pedro pra fazer xixi?”, direcionando-o para fora da sala.    A professora retornou para a sala e continuou com a atividade. Passado algum tempo, bateram na porta informando que Pedro não queria retornar para a sala e que estava andando pelo pátio. Silma foi em direção à porta, olhou para os alunos, e disse:  - “Fiquem quietinhos que eu vou buscar o Pedro. Fiquem quietinhos e façam uma surpresa pra mim. Eu já volto!”, e saiu.Algumas crianças se aproximaram uma das outras e falaram:  - “Vamos cantar parabéns pra tia?”  - “Por que é aniversário dela?”, alguém perguntou. Ninguém respondeu, mas todos falavam juntos euforicamente:  - “Vamos cantar! Vamos cantar!”. Silma retornou com Pedro e, ao entrarem na sala, as crianças começaram a cantar ‘Parabéns pra você’. Silma ficou à frente deles, de braços cruzados e quando terminaram perguntou exausta:  - “Por que vocês cantaram parabéns pra mim se não é o meu aniversário?”  - “Ué, a tia não pediu uma surpresa?”, Ricardinho respondeu com uma pergunta. - “Não essa! A surpresa é vocês ficarem quietos!!! Tá bom, tá bom.”, ela já não largava a mão de Pedro. - “Tia, o Otávio tá comendo cola!!”, Ronaldo gritou apontando para o Otávio.Silma foi para o fundo da sala e pegou Otávio com as mãos cheias de cola, chupando os dedos. A essa altura, Pedro já estava com a cabeça deitada na carteira querendo dormir. Ele esfregava os olhos constantemente, e Silma falou pra ele:  - “Pedro, não dorme, olha pra tia, vem cá me ajudar...”, Pedro deitou a cabeça na carteira e dormiu. O sinal tocou e as crianças começaram a se levantar pra sair.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-4613542155201706760?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/4613542155201706760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/10/feliz-dia-das-criancas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/4613542155201706760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/4613542155201706760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/10/feliz-dia-das-criancas.html' title='feliz dia das crianças'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-jIaXXEb3-h0/TpdiyoXDJgI/AAAAAAAAAQ8/uOJoNOlU0LA/s72-c/RF248772.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-725061309868554011</id><published>2011-09-17T15:18:00.000-07:00</published><updated>2011-09-17T15:22:01.321-07:00</updated><title type='text'>O rosto e as mãos dos velhos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-swxAjW9bM88/TnUcarLB-iI/AAAAAAAAAQc/AxY-k07lfxM/s1600/9844737_2132_1024x2000.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="255" src="http://3.bp.blogspot.com/-swxAjW9bM88/TnUcarLB-iI/AAAAAAAAAQc/AxY-k07lfxM/s320/9844737_2132_1024x2000.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ontem dei uma entrevista para aRádio Nacional em Brasília. Entrevista pelo telefone sempre me dá a sensação defalar sozinho. Porque não vejo os interlocutores e não interajo pela voz. Paraestarmos em relação é preciso expressão emocional. Apesar de não escutar asvariações vocais ou ver as silhuetas corporais sei que alguém pôde me ouvir. Talveza dona de casa fazendo o almoço ou os que estavam presos no trânsito. Oimportante é que a mensagem pôde ser transferida, mesmo sem que eu soubesse aondeela chegava. Uma das minhas falas foi que as pessoas não querem falar sobre oenvelhecimento pela ideia de que ser velho é ruim, principalmente porque elasacham que ser velho é ser doente e incapaz. E se você não está doente e não temuma “certa idade”, então o velho passa a ser o outro. De preferência aquele quetenha um corpo encurvado, arrastando as pernas, porque essas característicasidentificam o que é ser velho. O que ninguém pensa é que sempre somos velhosenquanto existir os mais novos que nós. Velho e novo dependem de referências, enão comparações. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ninguém escapa do movimento depassagem da vida. Estamos mais velhos a cada instante porque os segundos passam.Não existe alternativa senão viver o que se tem para viver.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Naquela noite assisti natelevisão uma entrevista com uma pessoa de 70 anos de idade. Eu estive com elanum programa de televisão anos atrás. Ela estava transformada pela cirurgiaplástica. Não sou contra as cirurgias plásticas, mas sempre que vejo uma pessoatransformada assim eu penso como é difícil para aquela pessoa ter de enfrentara mudança pelos anos. Um fato me chamou atenção, ela escondia as mãos. Ela nãogesticulava com as mãos. Então descobri, ela não queria mostrar o que não se podeser retocado pela plástica. As mãos não podem ser preenchidas. Aquela mulhersabe das coisas e conhece bem as ilusões televisivas.&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se você não consegue se assumir comoé, então cairá no apelo do que os outros pensam sobre você. Não digo que sejafácil você ter de abandonar os conceitos que os outros possam ter sobre você, eaté mesmo renunciar ao preconceito deles. Mas, se você conseguir entender quetudo isso não é mais do que uma ilusão, e, sobretudo, se você conseguir seaceitar pelos seus valores mais nobres, sem dúvida, outros também o aceitarão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pelo fato de ter um rosto,modificado pela cirurgia, não significa que você esteja parecendo mais nova.Todos sabem que você fez uma plástica, e até elogiam, porque é polido elogiaruma mulher velha que está querendo ser mais jovem. Todos sabem que as mulheresreceiam o julgamento pela idade. Apesar de a idade ser um conceito neutro, elatem suas repercussões psicossociais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os realities televisivos deplásticas hollywoodianas ajudaram a fortalecer a crença de que uma ruga é sinalde vergonha. Tudo faz parte do pacote sensacionalista de que se deve tercautela em assumir quem se é. O fantástico é a aparência. O show de estar navitrine é o guia das multidões. Estamos chegando à época de que os velhos sãoaqueles que não podem pagar pela recauchutagem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por que esconder duas partes importantesdo corpo, se o melhor é estar na companhia emocional do outro? O rosto possui maisde dez mil expressões. Todas reforçam os laços de relacionamento. Do mesmomodo, sem as mãos não há troca. Elas dão a oportunidade de doar e receber, detocar e trazer para perto. É pelas mãos que se materializa a solidariedade. Se elassão escondidas pode haver isolamento. Se o rosto não expressa a emoção, porqueestá desanimado, os outros se afastam. Pesquisas mostram que as pessoas commenos expressões faciais são menos atraentes aos outros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando assumo quem sou, posso servelho, feio, gordo, até mesmo indecente e cheio de celulite. Só alcanço amaturidade quando assumo o meu ciclo de vida. Ter maturidade é ser capaz de segarantir como pessoa. Ao conseguir isso, saio da prisão que o outro me coloca,para atingir a liberdade. O sofrimento existirá enquanto houver falta deliberdade. Não adianta querer o que não pode se ter. Ninguém escapa doenvelhecer enquanto viver. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O problema não é velhice, e simcomo você construiu a sua vida até chegar a ela. As pessoas que não suportamser quem são sofrem miseravelmente. No fim, elas desistem das reformas do rosto e mostram as mãos para acolher socorro. Se mesmo assim não suportarem asua forma física, ainda resta a misericórdia da catarata para cegá-las. Se aimagem ainda assim for insuportável, poderão ficar no tempo de outrora,relembrando os dias de glória, até demenciarem. E como todos os dementes, elesnão se lembram de mais nada do tempo presente, somente do passado. Então, podechegar o momento em que elas deixam de olhar para elas mesmas como pessoa e sóficam no que já se foi, num tempo inexistente, um tempo em que se sentiam bempor uma imagem totalmente equivocada do que eram, sem nunca terem sido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-725061309868554011?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/725061309868554011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/09/o-rosto-e-as-maos-dos-velhos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/725061309868554011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/725061309868554011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/09/o-rosto-e-as-maos-dos-velhos.html' title='O rosto e as mãos dos velhos'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-swxAjW9bM88/TnUcarLB-iI/AAAAAAAAAQc/AxY-k07lfxM/s72-c/9844737_2132_1024x2000.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-5774214378108172610</id><published>2011-09-11T08:50:00.000-07:00</published><updated>2011-09-11T08:50:09.767-07:00</updated><title type='text'>O tempo é um só</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-LATjbfQ3OAo/TmzYW6GU_uI/AAAAAAAAAQY/tslRqbNIq0w/s1600/193150HMpl_w.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-LATjbfQ3OAo/TmzYW6GU_uI/AAAAAAAAAQY/tslRqbNIq0w/s320/193150HMpl_w.jpg" width="313" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: solid #4F81BD 1.0pt; border: none; mso-border-bottom-themecolor: accent1; mso-element: para-border-div; padding: 0cm 0cm 4.0pt 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;Desdemuito cedo aprendemos a projetar o futuro, um tempo que não é ainda e que nãosabemos se será. A incerteza é o que nos move e nos faz mudar. Só podemos seralguém pela mudança. Envelhecer é mudar. Não importa a idade, estamosenvelhecendo e nos transformando. No processo de envelhecer adquirimosacontecimentos, somamos experiências, formamos histórias. Somos o que somosporque tudo balança. Como dizia Montaigne: “O mundo não passa de uma balançaperene. Todas as coisas nele balançam sem cessar”. &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Quando eu eracriança fantasiava as mais belas paisagens e as melhores imagens para um tempoque ainda estava por vir. Por meio de brincadeiras já demonstrava o que eu metornaria na vida adulta. Lembro-me de brincar de professor, montava sala deaula com caixas de fósforo representando as carteiras, e punha bonecosPlaymobil, índios apaches, xerifes, super-heróis, perfilados em uma mesmaclasse. Na última fila ficavam os monstros, porque eles eram os bonecosmaiores, não porque eles eram inferiores. Na minha brincadeira não haviadistinções entre os alunos, porque eu ainda desconhecia as demarcações dodiferente. Só quando cresci mais um pouco fui perceber que mesmo entre as criançasexistem as regras da diferença. Um grupo nos enquadra em certas classessociais. Fui rejeitado por parte de meus colegas porque eu era o mais pobredeles. Não podia ter os mesmos brinquedos. Então encontrei asilo entre os maisvelhos. As brincadeiras não eram as mesmas. Eles gostavam mais das histórias doque das fantasias infantis. Eu gostei daquilo. Achava interessante o que elesme contavam. Sendo assim, me tornei parceiros deles, uma espécie deinterlocutor mirim, com muitas questões sobre tudo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Otempo do passado já anunciava a minha trajetória futura. O porvir já seprefigurava lá atrás. Hoje, no tempo presente, percebo todas as linhas do tempoe teço a minha presença aqui e agora. Todos os acontecimentos foramfundamentais para eu ser o que sou. Para sermos inteiros nada pode serdescartado, nem mesmo o sofrimento. Sem dúvida, quando percebia que eu estavasendo rejeitado por não ter o que os meus colegas tinham, isso gerava sentimentosde revolta, incompreensão, tristeza e, consequentemente, emoção de raiva. Foramfatos marcantes porque até hoje consigo lembrar. O que não tem relevância caino vazio do esquecimento. Atualmente, no entanto, sou grato aos meus colegaspela rejeição, pois assim aprendi o valor da inclusão.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-5774214378108172610?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/5774214378108172610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/09/o-tempo-e-um-so.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/5774214378108172610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/5774214378108172610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/09/o-tempo-e-um-so.html' title='O tempo é um só'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-LATjbfQ3OAo/TmzYW6GU_uI/AAAAAAAAAQY/tslRqbNIq0w/s72-c/193150HMpl_w.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-2128350693523954843</id><published>2011-08-23T12:13:00.000-07:00</published><updated>2011-08-28T07:05:29.089-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livro'/><title type='text'>Lançamento</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-swwvRPW4wC0/TlP4prls2yI/AAAAAAAAAQU/tths7vsstrA/s1600/O_Tempo_220811.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-swwvRPW4wC0/TlP4prls2yI/AAAAAAAAAQU/tths7vsstrA/s200/O_Tempo_220811.jpg" width="138" /&gt;&lt;/a&gt;Por que é tão difícil estar satisfeito com o tempo? Uma pessoa que enfrenta um problema reclama que o tempo demora passar. E quando ela vive uma situação prazerosa reclama que o tempo passa rápido demais. E quando tudo está bem, sem grandes problemas ou maiores prazeres, reclama que a vida está entediante.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Estamos atravessando uma época de redefinições de valores humanos. E na era da informação desenfreada e da tão declarada falta de tempo, os bons valores se tornam cada vez mais superficiais, enquanto outros ganham espaço. Num mundo globalizado e com toda essa tecnologia presente em nossas vidas não é de se estranhar que o tempo pareça passar mais rápido. Contudo, esse tempo a que as pessoas se referem é o tempo do mundo das coisas, da matéria, da causalidade mecânica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste livro, Pedro Paulo Monteiro traz aos leitores uma belíssima reflexão sobre o nosso tempo. O tempo de cada um, que não tem idade, que não envelhece. Só compreenderemos o nosso próprio tempo quando refletirmos sobre ele. Para o autor, enquanto estivermos distraídos, continuaremos a fazer escolhas que nos roubam o pouco tempo que temos para estar junto a nós mesmos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ego se alimenta de imagens, de ilusões, e é ele que mantém também o confinamento da alma livre e criadora. Valorizar o ego em detrimento da alma é estar aprisionado no tempo produzido, num tempo que é somente marcação, uma ilusão inventada. A partir desse pensamento, Pedro Paulo mostra ao leitor que o nosso maior desafio é reconhecer as ilusões e recusar valorizá-las. Temos de nos livrar da prisão do ego para aproveitar melhor o nosso tempo vivido, o tempo da alma. Estar somente no tempo cronometrado é estar fora, no devaneio da inquietante passagem do tempo. Precisamos assumir o nosso próprio tempo, e saber que só ele nos pertence. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A proposta deste livro é mostrar que o tempo não existe como pensamos. Se o tempo é abstração ele só pode fazer parte da consciência individual. Para a consciência o tempo não pode ser medido nem tampouco quantificado, ele simplesmente é. O tempo que provoca angústia é o tempo cronológico. E é isso que Pedro Paulo Monteiro nos ensina nesta preciosa obra. Se deixarmos de insistir tanto nas medidas do relógio o tempo será diferente, e ao ficarmos mais focados em nossas reais necessidades poderemos ser senhores de nosso próprio tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-2128350693523954843?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/2128350693523954843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/08/capa-do-novo-livro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/2128350693523954843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/2128350693523954843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/08/capa-do-novo-livro.html' title='Lançamento'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-swwvRPW4wC0/TlP4prls2yI/AAAAAAAAAQU/tths7vsstrA/s72-c/O_Tempo_220811.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-7287725604104923518</id><published>2011-08-16T16:05:00.000-07:00</published><updated>2011-08-16T16:07:55.300-07:00</updated><title type='text'>Seja um bom provocador do seu destino</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ioUsr9YQ5xc/Tkr3UPoavXI/AAAAAAAAAQM/zYDN5i_34rE/s1600/giacome.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-ioUsr9YQ5xc/Tkr3UPoavXI/AAAAAAAAAQM/zYDN5i_34rE/s1600/giacome.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Lidar com o sofrimento dos outros é um grande desafio com tamanho nível de responsabilidade para um terapeuta. Os grandes sofrimentos têm origem num único ponto: &lt;i&gt;Não deixar ir o que já se foi&lt;/i&gt;. Isso porque qualquer sofrimento deixa uma marca no corpo. O corpo precisa perdoar para começar de novo. Não basta tomar consciência do problema se o corpo ainda estiver machucado. É necessária a renovação do corpo, uma nova organização, para ele voltar a ser um corpo vivo. Sofrimentos do tipo: aquilo que não se pode trazer de volta como a morte ou o amor abandonado, a vida que perde sentido por causa de desejos frustrados, a traição de alguém próximo e amado, perda do poder sobre os outros. Existem muitos outros, mas todos os problemas estão na experiência passada, fixados no presente incessante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Aqueles que sofrem buscam uma palavra como chave para abrir a porta do sentir-se bem, mas ninguém pode dar o que não se teve como experiência. Cada um vive a experiência de modo individual. Mesmo que eu tenha tido uma vivência semelhante, não pude ter os mesmos sentimentos da outra pessoa. Portanto, a chave não pode ser dada nem pelo melhor terapeuta, se o sofredor não estiver apto para encontrá-la sozinho. Mesmo que o terapeuta pense saber o que o outro busca, ele não é o outro que está buscando. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Como terapeuta do corpo me coloco ao lado do outro para procurar junto, sendo parceiro na busca. Eu posso achar que encontrei o que o outro busca, mas aquilo não é meu. Sendo assim, não sei se estou certo, porque o que é do outro não me pertence, está no universo pessoal, no mundo não consensual. Estou fora deste círculo fechado. O outro constrói ao longo dos anos suas fronteiras, seus muros altos, e lá permanece sozinho. Até o dia em que começa a sofrer por não mais se perceber, e o corpo sinaliza que é hora de se abrir, ou poderá morrer. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Muitos me procuram para se sentirem bem, obviamente. Contudo, ficam perplexos ao se perceberem num processo de rememoração, como se tirassem um retrato pela máquina do tempo. As histórias pululam num incessante jogo de rememorar. Isso porque o corpo é história e, sendo assim, ele forma enredos imiscuídos de sentimentos variados, sem razão ou coerência, em todas as suas entranhas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O corpo não julga, ele simplesmente se constrói pelos acontecimentos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 24px;"&gt;Chega um momento em que os nós já estão elaborados pelo corpo dolorido de tanto tentar sair de si mesmo em busca do bem-estar, mas a saída é deveras sofrida, porque para se chegar ao bem-estar terá de passar pelo mal-estar, relembrar, mesmo que não conscientemente, de si mesmo. Isso é sempre um risco. Por isso, a mudança é sempre um ato de coragem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Se existem sintomas é porque há o que ser rejuntado. O incômodo justifica a falta daquilo que se deixou pelo caminho sem elaboração. Elaborar ajuda a abandonar o peso dos acontecimentos. Seguir em frente sem olhar para trás é ainda um meio de se flexibilizar na vida, porém corpos rígidos não conseguem sair de suas dores, porque elas já fazem parte da personalidade há muito tempo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Muitas vezes me deparo com o sofrimento pernicioso, aquele que gera significado para o sofredor. Ele perdeu tudo na vida, e só consegue manter o sofrer. Isso se justifica, porque lhe dá um novo papel (persona), um papel de vítima conformada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Como ajudar a tirar a máscara do sofredor? Ele não mais reconhece a si mesmo como uma pessoa que caminha. Ele está ancorado no passado. O importante é mostrar que a sua trajetória na vida é contínua, então ele pode escolher novas ruas, aquelas nas quais não teve coragem de seguir. As ruas iluminadas vão dar no mesmo lugar de sempre. Antes é preciso seguir pela escuridão de si mesmo. Pode assustar no início, mas o desconhecido é uma possibilidade. Ele não deve repetir os mesmos padrões, porque a repetição não o faz avançar, só perpetuar o seu sofrer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Cada vez mais observo que estar bem é uma provação, e só os mais corajosos conseguirão lograr este caminho. Não é boa estratégia acreditar que os outros são os culpados pelo seu sofrimento, e sim pensar que é você mesmo o provocador de seu próprio destino.&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-7287725604104923518?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/7287725604104923518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/08/seja-um-bom-provocador-do-seu-destino.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/7287725604104923518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/7287725604104923518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/08/seja-um-bom-provocador-do-seu-destino.html' title='Seja um bom provocador do seu destino'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ioUsr9YQ5xc/Tkr3UPoavXI/AAAAAAAAAQM/zYDN5i_34rE/s72-c/giacome.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-3618171919249534630</id><published>2011-08-03T08:14:00.000-07:00</published><updated>2011-08-03T08:14:11.067-07:00</updated><title type='text'>Volta para casa</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--78FHbpjBMQ/TjllqD5zBUI/AAAAAAAAAQI/pwzXzgDhpbY/s1600/42-22061426.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/--78FHbpjBMQ/TjllqD5zBUI/AAAAAAAAAQI/pwzXzgDhpbY/s320/42-22061426.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Quando vivo momentos deslumbrantes tiro uma fotografia mental, recolhendo o máximo das sensações do momento. É uma imagem para memorizar, deixar nos recantos de minha mente para nunca mais esquecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;Ontem ao viajar de volta ao Rio de Janeiro, após uma reunião com a minha editora em São Paulo, vinha no fim da tarde, e através da janela do avião via parte do céu se despedindo do dia e parte já na penumbra da noite. Eu estava escutando Grieg in A menor op16. A sensação me vinha junto com a hora da ave Maria. Parecia que eu escutava a oração por trás do concerto. Era uma sensação de leveza, de retidão em mim mesmo. Isso para mim é religião, um forma de me reconectar com o divino, da fé e da paz que enleva a alma. Isso é o verdadeiro sentimento de amor, um movimento de abertura para viver o melhor de mim para comigo mesmo. Naquele momento nada existia senão as duas etapas do crepúsculo silencioso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-3618171919249534630?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/3618171919249534630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/08/volta-para-casa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/3618171919249534630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/3618171919249534630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/08/volta-para-casa.html' title='Volta para casa'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/--78FHbpjBMQ/TjllqD5zBUI/AAAAAAAAAQI/pwzXzgDhpbY/s72-c/42-22061426.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-6888628361733037567</id><published>2011-07-11T12:21:00.001-07:00</published><updated>2011-07-11T12:21:50.638-07:00</updated><title type='text'>“UM, NENHUM E CEM MIL”</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Hs9G1fAqnhc/ThtNE7W4mzI/AAAAAAAAAQE/5ILrgVL6mEU/s1600/10437g.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-Hs9G1fAqnhc/ThtNE7W4mzI/AAAAAAAAAQE/5ILrgVL6mEU/s320/10437g.jpg" width="219" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;O incrível livro “UM, NENHUM E CEM MIL” de Luigi Pirandello é uma obra fascinante sobre a realidade do corpo. Moscarda, o personagem principal, ao descobrir, por intermédio da esposa, que o nariz dele era voltado para a direita, e que tal fato nunca tinha sido percebido por ele até então, dá início a uma série de especulações metafísicas sobre a sua identidade. Se ele se via de um modo diferente daquilo que os outros viam, quem ele de fato poderia ser? Se o outro dizia enxergar nele aspectos que nem mesmo ele poderia ver, significa que ele era outro para ele mesmo. Quem ele era para ele não seria a mesma pessoa para os outros? Sendo assim, vivia nele um desconhecido cujo outro se apropriava. A fascinante busca de Moscarda por si mesmo faz com que ele mude por completo sua maneira de pensar o mundo, os outros e a ele próprio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Ao terminar o livro fiquei perplexo em saber o quanto temos tanta certeza de nada. Se não podemos nem mesmo compreender o que somos para nós, e que somos estranhos para os outros, porque os outros só podem nos ver com seus recursos perceptivos únicos, então como saber sobre nós? &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Ao escrever o livro “Envelhecer” me deparei com essas questões. Cabia a mim o entendimento de que muitos buscam satisfazer crenças alheias sobre o que é um corpo velho. Corpo este que na verdade deveria seguir determinados padrões, como postura física e comportamento psicossocial. Queria descobrir como uma ideia poderia formar um corpo. Ao pesquisar durante dois anos, três mulheres acima de setenta anos de idade, cheguei à conclusão de que o nosso corpo é aquilo que acreditamos, mesmo que ele não seja na realidade (o que é realidade?). Não logramos saber ao certo o que ele é, pois vivemos mais na ideia de corpo do que no corpo propriamente dito. Acreditamos conhecer nossas fronteiras corporais, mas esta compreensão é viciada por padrões socioculturais e, principalmente, pela identidade fornecida pela alteridade. São os outros que nos dizem o que somos. E, pelo fato, de não termos tanta certeza de nosso espaço corporal, nós somos ludibriados pelos conceitos marcantes do que é bom ou ruim, do belo e feio, gordo e magro, e assim por diante, ditado pela mídia. O problema é situacional. Não temos e não teremos certeza alguma de nossos corpos, pois eles são mutáveis, e em cada expressão deverá existir um eco, um modo de compartilhamento. Dançamos inexoravelmente numa parceria de dúvida. O outro nos veem como eles podem, e nós nos vemos como queremos. Sendo assim, o corpo é um modelo virtual e nunca um corpo real. Ele é somente uma representação, cabendo a cada um descobrir suas múltiplas personalidades, ou seja, suas múltiplas faces, ritmos de expressão, a fim de estar em relação. Pois o que sabemos até agora é que estar à deriva, solitários e isolados, é o maior risco para a nossa sobrevivência. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Temos de ser humildes para saber que seremos quem somos para nós, mas o outro terá sempre meios para decidir como eles nos veem. Não adianta forçar uma visão, uma intenção, uma relação. Cada um decide como estar conosco, enquanto nós também fazemos opções de como estar com eles. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Cabe a cada um de nós não se perder de vista, porque isso seria fatal. Quando nos perdemos, passa a ser o outro quem dita regras daquilo que devemos ser para eles. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Deixar de ser para nós é a mais terrível escolha. Daí muitos não se respeitarem e, portanto, não respeitarem os outros. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-6888628361733037567?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/6888628361733037567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/07/um-nenhum-e-cem-mil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/6888628361733037567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/6888628361733037567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/07/um-nenhum-e-cem-mil.html' title='“UM, NENHUM E CEM MIL”'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Hs9G1fAqnhc/ThtNE7W4mzI/AAAAAAAAAQE/5ILrgVL6mEU/s72-c/10437g.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-1141044277463767700</id><published>2011-07-06T06:16:00.000-07:00</published><updated>2011-07-06T08:42:15.602-07:00</updated><title type='text'>Somos construtores de histórias</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-oIbYSNVJjA0/ThRgDUq6eGI/AAAAAAAAAQA/ztjTW1nDXqk/s1600/09.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-oIbYSNVJjA0/ThRgDUq6eGI/AAAAAAAAAQA/ztjTW1nDXqk/s320/09.jpg" width="289" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;A vida é um somatório de eventos que perfazem em uma única e intransferível história. Cada um de nós auxilia no roteiro a ser desenrolado ao longo do tempo. Estes são memorizados, e as lembranças nos fazem ser quem somos. Nada é jogado fora, cada fragmento é colocado em um arranjo de modo a nos fornecer um comportamento, uma ação, um meio de proceder diante do mundo e dos outros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;Ontem eu dizia a uma pessoa que atendo que a única maneira de não desaparecermos é gerar significado ao outro. Assim nós perpetuamos como signo, um emblema, uma representação na mente do outro. Isso é educar, exercer o nosso poder pessoal como possibilidade para gerar poder no outro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;Consegui comprar pela internet um maravilhoso show de Chris Botti, um trompetista fantástico. Assisti junto à minha família. Quase no final do show, a minha filha disse que não sabia se um dia ela poderia fornecer a seus filhos algo tão agradável. Não disse nada, mas me lembrei de meu pai. Quando era criança ele chegando com uma bola de gás de presente, trazido de uma festa junina. Aquela bola insignificante se tornou um signo inesquecível para mim. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;Pequenas coisas que se perfazem em sentimentos próprios. Baseado nisso, refletir que eu estava marcando um ponto na lembrança de minha filha. Porventura ela esqueça conscientemente o dia do show, tenho certeza de que haverá algo nela a se tornar uma busca a fim de satisfazer sentimentos alheios.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;Importante fazermos marcas positivas no imaginário dos outros, deixando rastros de uma época feliz. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;O nosso cérebro não faz distinção entre o passado e o presente. Quando trazemos à tona uma lembrança, ela carrega consigo vários outros detalhes, os quais nem temos consciência. Se, no entanto, for algo agradável, o sentimento tomará conta de todo o corpo. Porque todos os sentimentos e pensamentos são químicas despejados por todo o organismo, formando-o, protegendo-o. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;Enfim, é fundamental criarmos boas histórias para os outros, ser um bom personagem no enredo dos outros. Sendo assim, jamais viveremos em vão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-1141044277463767700?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/1141044277463767700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/07/o-construtor-de-historias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/1141044277463767700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/1141044277463767700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/07/o-construtor-de-historias.html' title='Somos construtores de histórias'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-oIbYSNVJjA0/ThRgDUq6eGI/AAAAAAAAAQA/ztjTW1nDXqk/s72-c/09.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-1757593901189268871</id><published>2011-06-28T08:30:00.000-07:00</published><updated>2011-06-28T08:30:32.919-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crenças'/><title type='text'>Cuidado com as crenças</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-lzqltGf286A/TgnzQWUEePI/AAAAAAAAAP8/pJVv3CgsO9U/s1600/078_yerka.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="247" src="http://1.bp.blogspot.com/-lzqltGf286A/TgnzQWUEePI/AAAAAAAAAP8/pJVv3CgsO9U/s320/078_yerka.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;De acordo com a física quântica só existe observado se houver observador. Essa teoria assemelha-se à teoria da neurociência, a qual preconiza não existir cópias fidedignas no cérebro daquilo que é observado no mundo fenomenal. Ou seja, é o sujeito quem constrói o que sente. O problema disso é ter pensamentos negativos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Ontem estive em uma banca de monografia de pós-graduação que ocorreu exatamente isso. Ficou claro para mim que eu era somente um personagem na história da aluna. Quando li o trabalho dela, achei bom. Não vi nada que eu pudesse reprovar. Tinha alguns deslizes teóricos, mas nada que comprometesse sua aprovação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;A aluna não estava tensa, e começou dizendo que havia pensado a semana inteira em iniciar a apresentação com uma "&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;performance&lt;/i&gt; teatral". Disse ela ter imaginado algo que surpreendesse a banca, pensou fazer uma leitura poética ou um texto de literatura, ou mesmo uma dança performática. Ela não parava de falar, e o tempo do relógio corria. Ela tinha apenas quinze minutos para a apresentação. E começou um discurso contra ela mesma, dizendo que ela era insignificante e estava feliz por estar ali para apresentar o tema que havia estudado. Não gostava de ler. Sabia de suas dificuldades na faculdade e quanto foi difícil para conseguir completar o curso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Ela insistia em afirmar que se fosse reprovada tinha valido a pena, porque ela era ignorante, inferior, sem conhecimento para estar ali. Eu não acreditava no que ouvia. Sempre participo de bancas, mas nunca antes havia ouvido algo parecido. O tempo terminou e ela não apresentou o material. Só falou dela, da história difícil da adolescência, dos percalços para conseguir ingressar no curso de pós-graduação, as dificuldades financeiras, da infância pobre, e, sobretudo de suas incapacidades intelectuais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Subitamente pressenti que o trabalho não havia sido escrito por ela, uma vez que ela mesma disse não ser capaz, e sim o orientador. Percebia que ela não tinha credenciais para passar, mas o que eu tinha lido não estava tão ruim assim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Ela foi interrompida pelo orientador, e eu fui convocado a fazer minhas observações. Primeiro, disse que ela havia perdido a oportunidade de apresentar o tema, e que estava muito egocentrada, só falando dela. Segundo, que ela não deveria ter feito uma explanação tão negativa dela mesma e, portanto, precisava de ajuda terapêutica, ela concordou com a cabeça. Terceiro, eu faria uma pergunta sobre o trabalho, sendo oportuno para ela desenvolver o tema, uma vez que não tinha feito até então.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Ela começou a me responder, mas de repente a sua fala resvalou para a sua dificuldade pessoal, ao mesmo tempo em que elogiava a minha capacidade intelectual. E, infelizmente, foi discorrendo para o próprio infortúnio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;O outro professor da banca também deu chances para ela falar sobre o trabalho, mas ela só enaltecia os participantes da banca e o orientador enquanto diminuía a si mesma. Não disse nada sobre a monografia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;O tempo terminou. Chegou o momento de decidir a nota. O orientador quis reprová-la, o outro professor também. Eu levantei a questão se ela tinha escrito o trabalho, e ouvi um coro consensual que não, e, portanto, tinha de ser reprovada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Eu me senti muito mal, pois não tinha certeza. A dúvida é terrível. Fiquei incomodado, mas não podia fazer nada. Havia pensado em dar uma nota sete, um cinco talvez. Os outros professores resolveram um quatro. Então, a aluna foi reprovada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Ao dar a notícia à aluna, ela riu e disse: "Sabia que eu era incapaz. Eu vou melhorar".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Saí de lá me sentindo mal com aquilo. Não sabia ao certo o que pensar. Então, percebi que foi ela mesma quem se reprovou a fim de confirmar a crença de sua incapacidade. Com a reprovação ela poderia se sentir mal e dizer a todos de que a vida é difícil, como várias vezes ela falou em sua apresentação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;É importante tomar conta de nossos pensamentos e crenças. Ninguém constrói o nosso mundo, simplesmente convidamos outros para serem os personagens de nossa história. Se a vida estiver ruim, é fundamental observar se estamos criando o obstáculo, pois no fundo queremos afirmar que somos vencedores de nosso próprio destino. Só vencemos quando morremos. A morte será o ápice de nossa jornada. Enquanto estivermos na jornada devemos preparar o caminho. Se merecemos o melhor, por que não arrumá-lo com flores?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-1757593901189268871?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/1757593901189268871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/06/cuidado-com-as-crencas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/1757593901189268871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/1757593901189268871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/06/cuidado-com-as-crencas.html' title='Cuidado com as crenças'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-lzqltGf286A/TgnzQWUEePI/AAAAAAAAAP8/pJVv3CgsO9U/s72-c/078_yerka.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-935198498688587866</id><published>2011-06-24T07:46:00.000-07:00</published><updated>2011-06-24T07:46:25.928-07:00</updated><title type='text'>Mudar é sair da zona de conforto</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WwlWBTRrNSg/TgSjEEtt-hI/AAAAAAAAAP0/xXr16xSgNrM/s1600/Blind+Ones+-+Jose+Ponce+de+Leon.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-WwlWBTRrNSg/TgSjEEtt-hI/AAAAAAAAAP0/xXr16xSgNrM/s320/Blind+Ones+-+Jose+Ponce+de+Leon.jpg" width="241" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Ninguém muda sem se sentir desconfortável. Adoramos inventar história para nós mesmos com o intuito de nos sentirmos renovados, mas no fundo não tem outro jeito de mudar a não ser pelo desconforto. Ao encontrarmos com alguém na rua, que não vimos há muito tempo, perguntamos sobre as mudanças: “O que tem feito?”, “Quais são as novidades?”. As pessoas costumam dizer que estão trabalhando muito, e que há muita novidade, mas não há tempo para nos contar ali. Não podemos esquecer que estamos atravessando a cultura tecnológica, em que tudo muda rapidamente. Não ter novidade é como estar estagnado, o que não é uma boa imagem social. Terminar uma faculdade, mudar de emprego, ter mais dinheiro, finalizar projetos, não quer dizer que você está mudando profundamente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Ontem escutei uma história interessante. Um homem de 30 anos de idade foi comprar um brinquedo para ele, “um game”, e teve de disputar o último da loja com uma criança que também queria o mesmo jogo. Ele saiu vitorioso, e a criança frustrada. O menino de 30 já está casado e já é pai de um bebê, mas continua sendo a criança em busca de um novo brinquedo. Ele não mudou ainda, e talvez não mude jamais. Tendo um filho pequeno, ele talvez reforce o seu padrão de menino por muitos anos. As pessoas acham engraçado, eu vejo como uma questão de retardo no ciclo de vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Enquanto estivermos buscando caminhos mais fáceis ainda estaremos repetindo padrões conhecidos. Temos receio do que podemos encontrar na próxima esquina, então pisamos no freio. Queremos ver o que tem do outro lado da curva, mas não conseguimos enxergar. Olhar pelo retrovisor é mais confortável e simples do que olhar para frente. Enquanto continuarmos desse modo, não avançaremos. Será que precisamos avançar? &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Todo o nosso sistema orgânico se organiza de modo a não gastar muita energia. Mudar é consumir mais energia do que o habitual. E para tanto é preciso força de ação. No movimento existem novas possibilidades de reorganização de nossos padrões. Mudar é dar um salto no desconhecido e ter de arrumar uma nova estrutura. Isso é aprender: sair de um modelo para o outro e seguir adiante. Nascemos para evoluir, estou certo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Como professor sempre penso no que os alunos conseguem aprender em minhas aulas. Muitos já estão viciados em seus padrões, e não querem conhecer, somente reconhecer o já experimentado, com a idealização de que serão reconhecidos no futuro como bons profissionais. O pior é que eles se frustram, acreditando que ninguém deu uma oportunidade para eles. Atualmente está claro que ninguém muda ninguém. O que pode mudar é a consciência ativa e atenta de cada um. É um processo individual e intransferível. Sem a mente reflexiva não há mudança, só repetição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Estou desenvolvendo um estudo para compreender melhor isso. Tive uma família que nunca gostou de mudanças. Sempre almejaram a zona de conforto, e esperaram cair do céu, ou melhor, em forma de misticismo. Ou seja, uma família fundamentada no medo de dar um passo em falso. Eu acabei por nascer diferente e, por isso, dei muito trabalho para os meus pais. Eu queria experimentar o desconhecido, sem preconceitos. Nunca suportei os preconceitos, apesar de saber que eles (formados pelos meus pais) ainda estão à espreita, prontos para me dar um bote. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;O medo sempre esteve ao meu lado, me fazendo crer que ele é simplesmente precaução. Consegui muitos feitos, mas agora percebo que a ação tem de ser maior para continuar o risco. Não quero muito. Ao envelhecer mais e mais temos de saber que um padrão uma vez aprendido ele continuará a espera de uma oportunidade para se tornar vívido novamente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Não se pode abaixar a guarda, somos viciados em nossas emoções. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Esse novo estudo é sobre isso, como sair de padrões aprendidos que não nos facilitam ir adiante, pelo contrário, nos leva a estar onde sempre estivemos. Muda-se a paisagem, mas a história continua a mesma. O organismo como um todo se vicia em padrões químicos. Estes, por sua vez, querem se manter. Por isso, se temos problemas na infância com o pai, teremos problemas com autoridades; se temos problemas com a mãe, teremos problemas com a entrega. Obviamente isso não é assim tão simples, porque as nossas experiências se complexificam ao longo dos anos da vida, até não sabermos mais o que deu início a um problema.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;O que posso aconselhar agora para mim mesmo é: “Preste atenção, e não acredite em tudo o que você tem como certeza. Duvide de você mesmo para ir além. Saiba que terá de questionar o conhecido, e não se preocupar tanto com o desconhecido”. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: solid #365F91 1.5pt; border: none; mso-border-bottom-themecolor: accent1; mso-border-bottom-themeshade: 191; mso-element: para-border-div; padding: 0cm 0cm 1.0pt 0cm;"&gt;  &lt;h1&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-935198498688587866?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/935198498688587866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/06/mudar-e-sair-da-zona-de-conforto.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/935198498688587866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/935198498688587866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/06/mudar-e-sair-da-zona-de-conforto.html' title='Mudar é sair da zona de conforto'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-WwlWBTRrNSg/TgSjEEtt-hI/AAAAAAAAAP0/xXr16xSgNrM/s72-c/Blind+Ones+-+Jose+Ponce+de+Leon.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-7641979047495843895</id><published>2011-06-13T15:34:00.000-07:00</published><updated>2011-06-13T15:34:15.661-07:00</updated><title type='text'>Tempo de Transgredir</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-2d2LtGc2NpY/TfaPtT4e6NI/AAAAAAAAAPw/XwfiRLiIHJg/s1600/81986427.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://4.bp.blogspot.com/-2d2LtGc2NpY/TfaPtT4e6NI/AAAAAAAAAPw/XwfiRLiIHJg/s200/81986427.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Cada vez mais compreendo que é preciso transgredir as regras de um processo terapêutico. Na faculdade aprendemos o que não podemos fazer, ou posturas – supostamente éticas – que devemos adotar. Mas, em minha percepção, as regras são feitas para serem transgredidas. Ao trabalharmos com gente sabemos que não pode haver regra. Somos um hoje e outro amanhã. Nosso fluxo de variação aumenta como as ondas do mar em dias de ressaca e diminui em dias de calmaria. Ser gente é ser desconhecido para nós mesmos. Um gesto transforma tudo. Portanto, não há um jeito de se fazer, existe apenas um jeito de seguir, reconhecer o que nos toca profundamente, e estar ao lado do outro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Não acredito que uma pessoa mais velha volte a ser criança. Seria ingenuidade de minha parte acreditar nisso. Porém, sei que as pessoas ao estarem doentes, independentemente da idade cronológica, regridem a um estado de carência existencial. Essa carência precisa ser sanada, os vazios necessitam de preenchimento. Não sabemos ao certo como, pois o que o outro sente só ele mesmo pode sentir. Mesmo assim, a pessoa deve retomar ao seu fluxo de vida, e a carência é um impedimento. Ela abre portas para interpretações errôneas do tipo: "Não sou boa o suficiente. Por isso sofro." É tácito haver sensibilidade por parte de quem trata. Não sabemos o que pode dar certo, o que modificará aquela pessoa, o importante é tentar, usar todos os recursos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Aprendi com o tempo que o melhor é ser simples. As pessoas necessitam do básico. Enquanto estivermos atentos somente às técnicas nos dispersamos do mais elementar. É na simplicidade do gesto que alcançamos o outro, e ajudamos a ele se locomover, passar de uma etapa a outra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Hoje consegui estar junto ao outro. Sinto-me regozijado ao alcançar um resultado de melhora de uma dor ou dificuldade por um simples gesto. Aprendi isso ao atender uma senhora de 80 anos, ela se curou de uma dor crônica porque me alimentava todas as semanas com bolos que ela fazia para mim. Ela precisava alimentar alguém para ter um significado, e eu compreendi isso. O simples deveria ser levado em consideração nas aulas universitárias. Eu ensino aos meus alunos que o básico é o que faz a diferença. Mas, eles ainda estão deslumbrados com as últimas pesquisas e valorizam o que é mais difícil, e querem conhecer as técnicas para obter o controle do processo. Obviamente precisamos conhecer o complexo para chegar ao simples. Conhecer o simples não é possível pela razão, mas pelo coração. É como contemplar uma flor de orquídea crescer, ou a luz da lua em noites de inverno, e se emocionar, sem questionar o que se sente.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Hoje, em um de meus atendimentos, uma mulher de 95 anos de idade estava com frio e precisava se vestir com roupa mais quente. Porém, ela não conseguiria fazer sozinha. Sua filha não estava em casa, só chegaria mais tarde. Eu me prontifiquei a ajudá-la. Procurei em seu armário algo mais quente, como meias e blusas de lã. Foi difícil encontrar, mas insisti e consegui. Ela estava desconcertada por eu mexer em seu armário. Disse para ela ficar tranquila, pois isso fazia parte de meu trabalho. Sem dúvida, isso não faz parte das inumeráveis técnicas que aprendi como sendo terapêuticas. Isso, na verdade, é algo simples e se chama solidariedade. Algo que nos move além de nós mesmos, sem que saibamos o porquê de estarmos fazendo. Ela não me pediu, mas ao estar atento à necessidade dela pude descobrir que um pouco é mais do que muito. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Coloquei sua meia de lã preta, a blusa verde, e pus um copo d’água na mesa de cabeceira. Ajudei a ela se deitar na cama, e a cobrir com um cobertor quadriculado. Liguei o aquecedor antigo, com receio de que ele pudesse dar um curto, e a deixei quente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;O frio se dissipara completamente tanto em mim quanto nela.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-7641979047495843895?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/7641979047495843895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/06/tempo-de-transgredir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/7641979047495843895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/7641979047495843895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/06/tempo-de-transgredir.html' title='Tempo de Transgredir'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-2d2LtGc2NpY/TfaPtT4e6NI/AAAAAAAAAPw/XwfiRLiIHJg/s72-c/81986427.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-9051293192795959038</id><published>2011-05-29T08:11:00.000-07:00</published><updated>2011-05-29T08:11:11.766-07:00</updated><title type='text'>Frio na serra</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-JiF4ERcV8DA/TeJh4s3gIxI/AAAAAAAAAPs/LWiHTdk3m7o/s1600/084067-22947.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-JiF4ERcV8DA/TeJh4s3gIxI/AAAAAAAAAPs/LWiHTdk3m7o/s200/084067-22947.jpg" width="197" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Manhãs frias na serra são convidativas a um bom café da manhã; pão quentinho com manteiga derretida, cheiro de café feito em filtro de pano, mãe rechonchuda a fazer as guloseimas, mingau de farinha láctea. Se o frio for intenso, feche a porta da cozinha e coma uma gemada com leite fervendo. Não se esqueça de colocar o chinelo, não pise no chão frio, faz mal. Agasalhe-se bem e se prepare para enfrentar a chuva fina e rajadas de vento intercorrente. Lembre-se do guarda-chuva. Mantenha-se aquecido!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;São memórias de lembretes e conselhos de mãe para um dia de frio qualquer. As lembranças brincam com a atitude situacional do corpo. O que sinto agora ao olhar outra paisagem nada mais é do que pensar com a imagem do presente, mas com sentimentos do passado. Pensar e sentir são indissociáveis. Não pensamos sem sentimento, e a emoção irrompe para talhar uma marca no corpo, consolidando a memória de uma experiência. É fácil guardar o que sentimos, e esquecer o que pensamos. As lembranças nos fazem ser e sentir no presente do jeito que foi vivido no passado. Só o que precisamos ter é um cenário semelhante, para daí surgir uma cascata de sentimentos, colorindo a nova experiência. Muitas vezes me questiono se o que vivo hoje é de fato novo, ou simplesmente um reviver.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Contudo, fica difícil saber se somos outros, uma espécie de ser atualizado, adulto, ou se somos os mesmos da infância passada. A criança não desaparece, ela se revela ao viver um padrão conhecido. Reconhecimento é viver novamente o conhecido, uma oportunidade de sair de nós mesmos, hoje na figura de adulto, para brincar de lembrar e bendizer as cenas vividas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Sair de um padrão conhecido não é tarefa fácil, nem sabemos se conseguimos. Por isso, a dificuldade em mudar. Ao envelhecer mudamos o corpo, mas os sentimentos de todas as épocas continuam a trafegar por nossos pensamentos. Por isso, as pessoas têm tanta dificuldade em perceber que envelhecem. Elas se sentem as mesmas. O corpo sinaliza uma mudança, mas guarda em si, em cada traço, em cada ruga, em cada dobra do corpo, o mesmo ser de sempre. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Como avançar se carregamos um passado ainda presente? Podemos seguir adiante com aquilo que nos representa. Tudo depende de como cada um consegue compreender o que se viveu. Vamos somando novos viveres, colocando cada experiência em nossas malas cheias de conteúdos de história. A nossa identidade depende disso. Por isso só nos resta lembrar; do dia que estávamos perto daqueles que não estão mais por aqui, das risadas e brincadeiras, dos cheiros e das cores, do toque frio do vento, do sorriso de carinho da época que também já se foi. Porém, uma época que deixou rastros em nosso corpo, marcado por sentimentos e nos formando para ser do jeito que somos. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Não sinto mais o frio da serra. Sinto-me aquecido de lembranças.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-9051293192795959038?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/9051293192795959038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/05/frio-na-serra.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/9051293192795959038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/9051293192795959038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/05/frio-na-serra.html' title='Frio na serra'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-JiF4ERcV8DA/TeJh4s3gIxI/AAAAAAAAAPs/LWiHTdk3m7o/s72-c/084067-22947.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-5960402129006825125</id><published>2011-05-07T08:13:00.000-07:00</published><updated>2011-05-07T08:47:33.419-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cuidar'/><title type='text'>Tratar e Cuidar</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-nAZ5CVEw8yY/TcVpjnXfqLI/AAAAAAAAAPo/xCXGNwydzU8/s1600/11407715%25281%2529.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-nAZ5CVEw8yY/TcVpjnXfqLI/AAAAAAAAAPo/xCXGNwydzU8/s1600/11407715%25281%2529.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;Quando criança tinha algo dentro de mim que me impulsionava a querer ajudar os mais velhos. Ajudava as velhas mulheres com suas sacas pesadas de compras da feira. Tinha uma vizinha, dona Iná, que me pedia para ir a rua comprar o feijão para o almoço, ou mesmo uma lâmpada para substituir a queimada para iluminar a cozinha na hora da janta. Largava a brincadeira para cumprir o meu dever. Para mim era um dever e não uma obrigação.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Era um impulso incompreendido, simplesmente gostava de fazer aquilo. Agora ao tentar me lembrar, a memória parece se dissipar como névoa em manhãs frias, e só consigo deslumbrar um sentimento, uma espécie de potência do cuidado, um tipo de necessidade inerente em querer contribuir com os outros. Não tem a ver com valores aprendidos, e sim um instinto a me mover.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Atualmente vejo que mudei pouco em relação ao meu comportamento de infância, só que agora consigo praticar o cuidado com ciência e mais consciência.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Entendo a minha irritação e inconformismo com a falta de cuidado dos profissionais que tratam pessoas doentes. De um modo geral, queremos que os outros enxerguem o que para nós é fácil de ser visto. Porém, não conseguimos enxergar todos os ângulos de uma situação vivida. O problema da falta de cuidado é ignorância. Aquilo que não temos dentro de nós não pode ser executado fora de nós. Contudo, acredito que com prática e atenção podemos mudar, criar em nós um coração puro e manter a força de nosso espírito.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Hoje fica claro para mim que é muito mais fácil ensinar uma técnica terapêutica, ou desvendar um diagnóstico de uma doença, mas a força do cuidado não se pode ensinar. É preciso sensibilização. Cuidar é diferente de tratar. Cuidar não é tratamento, não é realizar tarefas. Talvez não possa ser aprendido nas universidades. Cuidar é condição do sujeito, está na sua essência. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Ao atender a Sra. Alcinda ontem após o almoço, ela me disse que ainda não tinha comido, não estava com fome, mas precisava almoçar, porque estava se sentindo fraca. Sua pressão arterial estava baixa. Fui com ela até a mesa, ajudei-a a se sentar e fui esquentar o almoço. Ela estava sem vontade, mas eu disse que incrementaria o sabor da comida com um pouco mais de sal. Ela gostou da sugestão. Quando começou a comer, a fome veio na hora, e ela comeu tudo. Estava com dificuldade de mastigar, sua dentadura está solta, e machuca a gengiva se não tiver atenção. Eu tinha compromisso e estava atrasado. Ela se levantou para escovar a dentadura. Esperei-a terminar. Ela saiu do banheiro e a coloquei na cama. Cobri o seu corpo como a minha mãe fazia comigo quando era criança, cobria todo o corpo sem deixar uma parte sequer desprotegida. Aquele cobertor era o carinho de minha mãe, a proteção e segurança de que eu precisava. Fiz o mesmo comentário para a Sra. Alcinda. Ela sorriu e me agradeceu. Então nos despedimos e saí revigorado da casa dela.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Jw8z7OjBJwQ/TcVoqGcHbjI/AAAAAAAAAPk/TEcF67qpGOE/s1600/78484532.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://2.bp.blogspot.com/-Jw8z7OjBJwQ/TcVoqGcHbjI/AAAAAAAAAPk/TEcF67qpGOE/s320/78484532.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Cuidamos melhor dos outros quando somos também cuidados. É um aprendizado silencioso. Nossas ações têm repercussões que não temos ideia de quanto influenciará outras pessoas. Isso eu chamo de cuidado sustentável. Um cuidado, o mínimo que seja, irá repercutir longe dali. Influenciará outras formas de cuidado.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Temos de exercitar a prática do cuidado. Tente uma pequena ação hoje, e depois me conte o que sentiu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-5960402129006825125?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/5960402129006825125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/05/tratar-e-cuidar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/5960402129006825125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/5960402129006825125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/05/tratar-e-cuidar.html' title='Tratar e Cuidar'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-nAZ5CVEw8yY/TcVpjnXfqLI/AAAAAAAAAPo/xCXGNwydzU8/s72-c/11407715%25281%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-8399337113859283500</id><published>2011-05-02T12:02:00.000-07:00</published><updated>2011-05-02T12:40:03.444-07:00</updated><title type='text'>A pior solidão é aquela que vivenciamos junto aos outros</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-qbmsLnj7bgI/Tb8F8U6yW6I/AAAAAAAAAPc/e4DVtOi_xAc/s1600/42-26146638.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-qbmsLnj7bgI/Tb8F8U6yW6I/AAAAAAAAAPc/e4DVtOi_xAc/s320/42-26146638.jpg" width="211" /&gt;&lt;/a&gt;O casamento estava prestes a começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;Às pressas, uma das filhas da Sra. Alcinda empurrou a cadeira de rodas e a colocou de frente para o padre. Lá a deixou sozinha. Alcinda não conhecia ninguém naquele lugar. Não era cerimonia de família. Ela só tinha ido ao casamento porque não havia ninguém para ficar com ela em casa. Era sábado, e todos tinham seus compromissos. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;A cerimonia comum, nada especial. Ali sozinha, a mulher de 95 anos ficava a lembrar de seu próprio enlace que não dera certo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;Não se sentia à vontade. O ambiente estava repleto de perfumes misturados, maquiagem espalhadas pela multidão, várias roupas novas para um grande dia sem graça. De repente, uma incômoda coriza começou a brotar, e Alcinda procurou o lenço. Nunca o abandonara. Sempre o levava com ela para as horas de necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;Não o encontrava. Depois de muito procurar na manga da blusa e no sutiã, descobriu que a filha tinha levado sua bolsa. Estava certa que o lenço tinha ficado lá. Como ela limparia o líquido a escorrer? Ela estava de frente com o padre, não podia perder a educação. Mas não tinha solução. Abaixou a cabeça, e antes de o excesso de líquido pingar, usou os dedos para secar o nariz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;Agora era os dedos que estavam molhados. Não podia sujar o vestido vermelho com lantejoulas prateadas. Esperou secar. Não conseguia prestar atenção à cerimonia. "Também, hoje em dia, ninguém costuma prestar atenção às palavras dos padres", justificou-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;A cerimonia terminou, e ela continuava ali esperando alguém para buscá-la. Todos saiam em clima de festa, mas ela permanecia ali. O padre já tinha abandonado o altar. Quando ela percebeu a igreja estava vazia. Com dificuldade tentou se virar na cadeira para pedir a alguém para pegá-la. Não tinha mais ninguém. Todos estavam com fome e sede. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;Enquanto o tempo passava, ela lembrou de uma frase que havia escutado há anos: "velho é que nem guarda-chuva, sempre esquecido". Ficou magoada. Porque agora sabia que era velha, e ninguém reconhecia o seu sentimento de abandono. Ela quis chorar, achou inconveniente, tinha de ser forte.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;Muito tempo depois sua filha apareceu com um sorriso discreto no rosto, sabia que tinha esquecido a mãe. Nenhuma palavra. Ela não quis reclamar, podia ficar pior. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;Chegando à recepção o genro, para quebrar o clima de decepção, falou em tom jocoso: "Esqueceram a senhora. Quase não sobra comida". Ela nada disse. Bebeu guaraná sem ter sede e comeu uma coxinha de galinha sem ter fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não disse uma palavra durante toda a noite. Não tinha com quem reclamar. Mesmo se quisesse ninguém a via. Só o que as pessoas viam era uma cadeira de rodas, fácil de manusear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único alívio era ter novamente o lenço para secar sua coriza de tristeza.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-8399337113859283500?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/8399337113859283500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/05/pior-solidao-e-aquela-que-vivenciamos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/8399337113859283500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/8399337113859283500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/05/pior-solidao-e-aquela-que-vivenciamos.html' title='A pior solidão é aquela que vivenciamos junto aos outros'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-qbmsLnj7bgI/Tb8F8U6yW6I/AAAAAAAAAPc/e4DVtOi_xAc/s72-c/42-26146638.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-4206727567831997742</id><published>2011-04-23T05:59:00.001-07:00</published><updated>2011-04-23T06:06:34.844-07:00</updated><title type='text'>Atendimento bom pra cachorro (2)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-uohHhYvGuOc/TbLNEbxurHI/AAAAAAAAAPQ/ZBIhP1x3G2A/s1600/dog-bath3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-uohHhYvGuOc/TbLNEbxurHI/AAAAAAAAAPQ/ZBIhP1x3G2A/s320/dog-bath3.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Caminhava pela rua às oito da manhã. Ao atravessar a praça principal da cidade vi um mendigo com um cachorro velho dentro de um carrinho de supermercado. Ele estava a lavar o bicho, passava uma esponja no pescoço com carinho enquanto cantava para ele. Quis filmá-lo para colocar no blog, mas não gosto de interferir no cotidiano das pessoas com aparelhos. O meu recurso é a palavra. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O mendigo estava muito sujo, ninguém havia se prontificado a cuidar dele. Continuei a pensar por que as pessoas, mesmo as mais perturbadas, se preocupavam com os bichos abandonados. Por que as pessoas se comovem mais com o animal não humano do que com o animal humano? Seria a posição terna da cabeça do bicho? Seria o gesto de balançar o rabo? Seria o olhar de afeto que afeta? Seria a condição de nada exigir? Qual a força de atração?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Continuei a minha caminhada e logo passei perto de uma casa de repouso, e na varanda da casa uma velha mulher sentada olhava para o chão, sozinha, esperando nada acontecer. Um velho que quiser tomar um banho tem de pagar pelo trabalho, enquanto os cachorros de rua são cuidados pelos sem tetos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O que um velho em uma casa de repouso precisa? O mesmo que todos nós precisamos; a comunhão do alimento afetivo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Estamos na Páscoa, boa época para se pensar menos em ovo de chocolate e mais no sabor doce da doação. É simples, tente uma palavra de elogio, ou mesmo carinho em gesto como o mendigo que canta enquanto lava o pescoço do cachorro velho. Será que conseguimos sair de nosso sofá e ir até o outro para dar um pouco de nosso doce? Só faremos isso se conseguirmos ter algo doce dentro de nós. Ninguém pode amar se não tem o que doar.&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: 20pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-4206727567831997742?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/4206727567831997742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/04/atendimento-bom-pra-cachorro-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/4206727567831997742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/4206727567831997742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/04/atendimento-bom-pra-cachorro-2.html' title='Atendimento bom pra cachorro (2)'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-uohHhYvGuOc/TbLNEbxurHI/AAAAAAAAAPQ/ZBIhP1x3G2A/s72-c/dog-bath3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-7125282058366977679</id><published>2011-04-20T07:30:00.000-07:00</published><updated>2011-04-30T05:43:23.291-07:00</updated><title type='text'>Atendimento bom pra cachorro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ZSthN43ni18/Ta7tyRFt5aI/AAAAAAAAAPM/Pll-iW9fWpc/s1600/42-15212514.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="231" src="http://1.bp.blogspot.com/-ZSthN43ni18/Ta7tyRFt5aI/AAAAAAAAAPM/Pll-iW9fWpc/s320/42-15212514.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ontem passei toda a manhã em busca de tratamento para o meu cachorro. Apesar de cansativo não foi difícil encontrar solução para o caso. Isso porque houve boa vontade e interesse de três veterinários. O primeiro me disse que o problema do cão era grave, então ele não se achava competente o bastante para tratá-lo. Ele acertou o diagnóstico, foi sincero e eficaz no seu trabalho. Ligou para o colega, especialista no caso, e passou todas as informações referentes ao exame clínico feito por ele, mesmo assim não quis cobrar a consulta. O segundo me disse que ele teria de fazer uma radiografia imediatamente, ligou para uma veterinária e me encaminhou já na hora do almoço. A terceira veterinária estava me aguardando para o exame. Assim que terminou, ela ligou para o veterinário pedindo que ele não deixasse de consultar o cachorro naquele momento, porque ele precisava ser medicado urgentemente. Ele não se opôs, e no início da tarde o meu cachorro já estava medicado e se sentindo melhor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Conheço bem o problema do meu cão, porque a minha mãe faleceu em decorrência da mesma doença. Lembro-me de ir com ela a vários especialistas. Hoje, sei que o problema não é difícil de ser tratado, só precisa de acompanhamento mais direto, e muita cooperação por parte do doente. No caso de minha mãe, ela não era cooperativa e os médicos tampouco persuasivos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Hoje, eu acompanho uma senhora de 92 anos com o mesmo problema. Para a minha surpresa, o problema dela não é visto pelos médicos com facilidade Ou seja, a história de minha mãe se repete em circunstâncias e épocas diferentes. Esta senhora já faz a peregrinação por vários consultórios médicos há seis meses. Para ser exato, ela procurou quatro médicos, e cada um disse coisas absurdas, sem falar nos medicamentos que nada resolveram pela falta de indicação. Ela está com dificuldades respiratórias e se cansa facilmente aos mínimos esforços. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O que me faz pensar na incapacidade de se reconhecer um sintoma e fechar um diagnóstico está na falta de interesse em estar mais próximo ao outro. É preciso se comover (mover junto ao outro – ter compaixão) como os veterinários. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Acredito que a falta de um bom olhar dos profissionais da doença (prefiro chamar assim ao invés de profissionais da saúde) cogitam que o problema de uma pessoa mais velha é simplesmente a idade. Desde quando a idade é um problema? Nunca foi e nunca será. Um problema é um problema. Ele precisa ser avaliado com mais proximidade. É fácil culpar a idade quando não se sabe como resolver. O grande empecilho é a falta de interesse e, sobretudo, humildade em reconhecer os limites do saber. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Enquanto escrevo vejo o meu cão latir no jardim. Ele corre para o portão porque a campainha tocou. Acho que vou indicar esses brilhantes veterinários para consultar a senhora que eu acompanho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: 20pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-7125282058366977679?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/7125282058366977679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/04/atendimento-bom-pra-cachorro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/7125282058366977679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/7125282058366977679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/04/atendimento-bom-pra-cachorro.html' title='Atendimento bom pra cachorro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ZSthN43ni18/Ta7tyRFt5aI/AAAAAAAAAPM/Pll-iW9fWpc/s72-c/42-15212514.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-6427662220540190820</id><published>2011-04-09T04:35:00.000-07:00</published><updated>2011-04-09T04:37:04.753-07:00</updated><title type='text'>Crítica e Autocrítica - Última Parte</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-li7fw8Vl7pk/TaBEURdZIHI/AAAAAAAAAPI/Pddoon1abbw/s1600/Alfred+Gockel+Danza+del+sol.jpg" imageanchor="1" style="cssfloat: left; margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-li7fw8Vl7pk/TaBEURdZIHI/AAAAAAAAAPI/Pddoon1abbw/s320/Alfred+Gockel+Danza+del+sol.jpg" width="255" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1 style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 24pt 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #365f91;"&gt;&lt;span style="font-family: Cambria;"&gt;Silêncio e Intuição&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;br /&gt;É nesse sentido que devemos seguir a nossa intuição. Para isso, é importante o silêncio, ir ao centro da roda do oleiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para obtermos o melhor em nossas vidas é necessário acalmar o dragão da crítica negativa. Dependemos da autocrítica para aprimorarmos, mas como ela será feita dependerá de nós. Podemos escolher fazê-la no ruído ou no silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para vivermos uma vida consciente é preciso colocar as nossas experiências no Tribunal da Razão, caso contrário podemos ser levados pelo consenso arbitrário. O propósito da crítica deve ser sempre melhorar a qualidade daquilo que realizamos. Então, devemos nos perguntar quando fazemos uma crítica; “Isso que estou pensando é produtivo para mim e para o outro?”. Se não for, se afaste do pensamento inquisidor. Ele nada fará, a não ser trazer dor e sofrimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar gostaria de dizer que é importante amar o nosso inimigo, porque no centro de nossa consciência, o nosso maior inimigo pode ser nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-6427662220540190820?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/6427662220540190820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/04/critica-e-autocritica-ultima-parte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/6427662220540190820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/6427662220540190820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/04/critica-e-autocritica-ultima-parte.html' title='Crítica e Autocrítica - Última Parte'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-li7fw8Vl7pk/TaBEURdZIHI/AAAAAAAAAPI/Pddoon1abbw/s72-c/Alfred+Gockel+Danza+del+sol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-6730664194816265818</id><published>2011-04-08T06:04:00.000-07:00</published><updated>2011-04-08T06:04:42.830-07:00</updated><title type='text'>Crítica e Autocrítica - Parte 6</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-rvPILPaFyfM/TZ8HVzFIPbI/AAAAAAAAAPE/GZT1EmbE1wQ/s1600/Alfred+Gockel+Lanzamiento+II.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" r6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-rvPILPaFyfM/TZ8HVzFIPbI/AAAAAAAAAPE/GZT1EmbE1wQ/s320/Alfred+Gockel+Lanzamiento+II.jpg" width="138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1 style="margin: 24pt 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #365f91;"&gt;&lt;span style="font-family: Cambria;"&gt;O problema da culpa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentir culpa é uma maneira de se autocriticar negativamente. A culpa sempre habita o passado, com sérias repercussões no presente. O cérebro não distingue o que já se passou e o que está se passando. A lembrança quando trazida ao presente é novamente vivenciada. Os dois hormônios descritos acima são novamente liberados, provocando no corpo a reação de defesa. O problema é desligar a reação, porque uma vez que ela é deflagrada constantemente, o cérebro se habitua. Sendo assim, ele não mais desliga a reação. A pessoa passa a viver constantemente em prontidão, e até mesmo sentir a falta se os níveis de hormônios caem. Esse é o caso dos viciados em estresse. Conheci um executivo que se sentia mal no fim de semana, ficava entediado, com fortes dores de cabeça e no peito. Ao chegar segunda-feira se sentia novamente bem, pronto para o trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criticar o passado pela perspectiva do presente é improdutivo, injusto, incoerente. Você pode se lembrar de um acontecimento e pensar: “não deveria ter feito aquilo”, “como eu pude ser tão burro a ponto de confiar naquela pessoa?”, “por que eu não disse o que tinha para dizer?”, “se eu pudesse voltar ao passado viveria de outro modo.”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez que uma pessoa traz uma lembrança à consciência presente provoca também uma emoção, uma energia em movimento que será expressa de algum modo. O único lugar que uma emoção pode ser expressada é no corpo, porque ele é o palco de manifestação de todas as ideias, sentimentos, lembranças. Por assim dizer, é na ação do presente, nos músculos respectivamente, que são depositadas as falhas e erros do passado, se assim escolhermos insistir na culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma injustiça, um equívoco, criticar-nos com olhos do presente por não ter tido determinada atitude no passado. Envelhecemos e mudamos conceitos, aprendemos novos conhecimentos, trocamos posturas, criamos outros olhares. Na época passada éramos outros, não tínhamos outro jeito de ser. Culpar-nos é como exigir de uma criança uma responsabilidade que ela não pode ter. A autocrítica pesarosa com aquilo que já se passou é uma tentativa de autopunição. É como comer um bolo inteiro e depois enfiar a mão na garganta para vomitá-lo. É uma atitude de autoagressão. Muitas pessoas passam pela bulimia da intolerância sem compreender que elas estão se matando aos poucos, sem saber que o fazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dizia Jesus: &lt;em&gt;Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem -&lt;/em&gt;&amp;nbsp;Lucas 23:34 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma maneira que algumas pessoas se culpam pelo passado, podem também se culpar pelo futuro. Antes mesmo que ele aconteça já se põe em julgamento, por acreditar que não serão capazes de fazer o melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinte e dois anos atrás eu fui convidado a dar aula na universidade. Queria muito ser um bom professor, mas não tinha conhecimento, só vontade. Tive coragem em aceitar o cargo, me propondo, portanto, a me dedicar aos estudos o máximo que podia. Levei dez anos de vida acadêmica para me tornar o que denomino professor consciente. Não nasci educador, fui me transformando em um. Podemos nos tornar aquilo que desejamos, porém tem de haver compromisso e dedicação. Muitos querem um diploma, mas não querem se dedicar ao conhecimento. Isso não trará nada, porque para alcançarmos algo temos de nos dedicar. Tudo surge primeiro dentro para depois se manifestar fora. É como diz a afirmativa de que o mestre surge quando o discípulo está pronto, ou o serviço aparece quando o servidor está pronto. Primeiro, crie em você o cenário, para depois vê-lo manifestado no palco do cotidiano. Na época, se eu me autocriticasse negativamente teria abortado a missão, e hoje não estaria aqui com vocês contribuindo com o meu conhecimento. Vivemos para contribuir com o outro. Não vivemos, mas convivemos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;continua amanhã.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-6730664194816265818?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/6730664194816265818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/04/critica-e-autocritica-parte-6.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/6730664194816265818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/6730664194816265818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/04/critica-e-autocritica-parte-6.html' title='Crítica e Autocrítica - Parte 6'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-rvPILPaFyfM/TZ8HVzFIPbI/AAAAAAAAAPE/GZT1EmbE1wQ/s72-c/Alfred+Gockel+Lanzamiento+II.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-3354400489635463780</id><published>2011-04-07T04:59:00.000-07:00</published><updated>2011-04-07T04:59:49.240-07:00</updated><title type='text'>Crítica e Autocrítica - Parte 5</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zCm70b1sqik/TZ2mZs0QngI/AAAAAAAAAPA/v4j708W_b4I/s1600/Alfred+Gockel+Lanzamiento+I.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" r6="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-zCm70b1sqik/TZ2mZs0QngI/AAAAAAAAAPA/v4j708W_b4I/s320/Alfred+Gockel+Lanzamiento+I.jpg" width="137" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1 style="margin: 24pt 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #365f91;"&gt;&lt;span style="font-family: Cambria;"&gt;O Bom, o bonito e a Autoexigência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;br /&gt;Desde cedo acreditamos que somos bons porque aprendemos a gostar de elogios: “Você é um bom menino”; “Você é uma menina linda”; “Você é inteligente e verdadeira”. Mas, por trás de cada elogio vem também a responsabilidade de continuar a ser aquilo que os elogios nos fazem ser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em diversas épocas históricas o conceito de beleza vem entrelaçado com a ideia de bondade. Por assim dizer, a forma bela subentende a boa alma, harmônica e perfeita. O que agrada aos olhos é aceito, trazido para perto, tocado. O que desagrada é recusado, apartado, ignorado. Enfim, não é de se espantar porque as pessoas têm tanto medo de parecerem feias. Elas fazem de tudo, se escravizam pelo mito da beleza, porque no fim o que elas querem mesmo é serem amadas. Todos nós temos um poço de carência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema de seguir o caminho da perfeição (idealização), ao mesmo tempo em que se critica o outro, é o que se pode provocar no corpo. O corpo sempre sinaliza o que não está pleno. O corpo demonstra a intolerância do sujeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando exigimos demais de nós mesmos, pela autocrítica, criamos tensões musculares. Essas tensões são em decorrência de a formação de uma couraça de proteção. O corpo se prepara para lutar ou fugir. Ou seja, sempre que o corpo idealiza um perigo ele se prepara para reagir. O outro se torna o alvo de críticas, porque o outro é o perigo, a ameaça iminente. Uma pergunta comum da idealização nesses estágios de defesa é: “O que o outro vai dizer?”, “o que o outro vai pensar?”. No fundo, a preocupação é: “Será que serei rejeitado?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se proteger é necessário haver emoção da raiva, pois ela mobiliza o organismo para a sobrevivência. A raiva é materializada no corpo pela liberação de dois hormônios, a adrenalina e o cortisol (corticoide endógeno). Esses hormônios são potentes e uma vez liberados indiscriminadamente eles fazem um estrago no organismo, provocando diversos sintomas. Sintomas estes bem conhecidos por todos nós: prisão de ventre, diarreia; azia, dor no estômago, refluxo; palpitações, angústia, respiração superficial; insônia e preocupações indefinidas; dores musculares, principalmente na coluna (eixo); esquecimentos constantes, irritabilidade, só para citar alguns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;continua amanhã.﻿&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-3354400489635463780?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/3354400489635463780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/04/critica-e-autocritica-parte-5.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/3354400489635463780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/3354400489635463780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/04/critica-e-autocritica-parte-5.html' title='Crítica e Autocrítica - Parte 5'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-zCm70b1sqik/TZ2mZs0QngI/AAAAAAAAAPA/v4j708W_b4I/s72-c/Alfred+Gockel+Lanzamiento+I.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-7729184963327261870</id><published>2011-04-06T05:44:00.000-07:00</published><updated>2011-04-06T05:45:19.595-07:00</updated><title type='text'>Crítica e Autocrítica - Parte 4</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-s00CV-9HT7w/TZxfoZirGHI/AAAAAAAAAO8/YwAxm5cTBAE/s1600/Alfred+Gockel+4.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-s00CV-9HT7w/TZxfoZirGHI/AAAAAAAAAO8/YwAxm5cTBAE/s320/Alfred+Gockel+4.jpg" width="140" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1 style="margin: 24pt 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #365f91;"&gt;&lt;span style="font-family: Cambria;"&gt;Luz e Sombra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ser bom é preciso fazer um exercício diário. Não nascemos bons ou maus. Porém, a nossa sociedade normótica nos faz cair em tentação o tempo todo. É preciso mais reflexão, dobrar sobre si mesmo, e olhar os bolsos para verificar se não estamos carregamos muitas autojustificativas de nossas bondades. Conheço pessoas que dizem fazer caridade, mas o que elas na verdade estão fazendo não é caridade, e sim dando brilho no ego. Caridade é satisfazer a necessidade do outro, e não a própria. O bom samaritano é aquele que não pensa em ser bom, ele se comporta naturalmente. Mas para isso é preciso fazer o movimento de revolta (voltar novamente) inúmeras vezes. Temos de voltar para o centro e lá recolher o melhor de nosso self (arquétipo divino), para depois retornar para a periferia, experimentar junto ao outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ética, por exemplo, só a conhecemos quando o outro se coloca à nossa frente. Antes disso, é apenas conjectura, idealização, ilusão. Por isso, muitas vezes, ouvimos palavras engrandecedoras de nossos professores, ao mesmo tempo em que nos surpreendemos com as suas falhas no dia-a-dia. Ficamos chocados com a incapacidade dessas pessoas em serem melhores, uma vez que elas pareciam ter tanta facilidade. Achamos, pela lógica, que pelo fato de elas falarem sobre o bem elas praticam o bem. Deveria ser assim, mas não é. Como disse Renny de Gourmont: “A lógica é boa para raciocínios, mas na vida não serve para nada”. Porque temos as nossas sombras. Tudo aquilo que não gosto em mim coloco nos escombros de meu ser para que lá fique. É como empurrar a sujeira para debaixo do tapete, e esperar a visita chegar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, quando ouvirem algo de engrandecedor, saibam que quem fala pode também ter uma grande sombra prestes a emergir. Não espere comportamentos heroicos dos outros. Tentem ser melhor do que se é, sem deixar de perscrutar a escuridão. Isso me remete a história do homem que buscava a chave de seu carro perto de uma esquina iluminada. O guarda chegou e perguntou: “O que você está fazendo aí?”. Ele respondeu: “Eu perdi a chave do carro”. O guarda questionou: “Este é o seu carro?”. O homem respondeu que não, o carro dele estava no outro lado da rua. O guarda olhou e perguntou então o que ele estava fazendo agachado ali. O homem se levantou e disse: “É porque aqui tem luz”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais fácil procurar nos locais iluminados, mas nem sempre o que procuramos iremos encontrar lá. Esse é o problema da consciência e da sombra. A consciência é a luz, a sombra a escuridão. Não conseguimos enxergar na escuridão, mas temos uma saída. A parte escura de nós mesmos é projetada para fora na crítica negativa. Se os outros são nossos espelhos, é neles que vemos aquilo que está em nós e não aceitamos olhar. Pode parecer absurdo, mas somos enganados por nós mesmos na tentativa de ser bons. Vivemos numa dualidade. A vida é assim. Portanto, para sermos plenos não devemos excluir aquilo que nos contrasta, mas receber isso como um exercício diário de nosso aprimoramento. Só podemos fazer isso quando nos tornamos observadores de nós mesmos, sem autocrítica negativa, simplesmente colocando nossas atitudes no tribunal da razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fomos educados a criticar o conhecido. Até mesmo porque o conhecido nos dá segurança. Não queremos nos arriscar. Entretanto, para alcançarmos o autoconhecimento temos de questionar tudo pelo caminho. Assim identificamos a direção do vento.&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Continua amanhã...﻿&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-7729184963327261870?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/7729184963327261870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/04/critica-e-autocritica-parte-4.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/7729184963327261870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/7729184963327261870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/04/critica-e-autocritica-parte-4.html' title='Crítica e Autocrítica - Parte 4'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-s00CV-9HT7w/TZxfoZirGHI/AAAAAAAAAO8/YwAxm5cTBAE/s72-c/Alfred+Gockel+4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-9076634538072301971</id><published>2011-04-05T05:03:00.000-07:00</published><updated>2011-04-05T05:04:52.095-07:00</updated><title type='text'>Crítica e Autocrítica Parte 3</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-nLXeVdxW3T8/TZsFSnYEEfI/AAAAAAAAAO4/IFPjqKZ4hTY/s1600/Alfred+Gockel+1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" r6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-nLXeVdxW3T8/TZsFSnYEEfI/AAAAAAAAAO4/IFPjqKZ4hTY/s320/Alfred+Gockel+1.jpg" width="139" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1 style="line-height: 150%; margin: 24pt 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #365f91;"&gt;&lt;span style="font-family: Cambria;"&gt;Idealização&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;O problema é e continua a ser a idealização. As pessoas idealizam uma situação ou o outro como elas querem que seja. Isso, sem dúvida, é uma maneira intolerante de idealizar. Vocês podem olhar para mim agora e pensar: “Como ele é bom, bonito, verdadeiro.”. Eu costumo escutar elogios quando termino uma palestra. As pessoas se esquecem de um detalhe, eu não termino aqui. A minha história continua em minha casa, no meu trabalho, na minha vida ulterior. Essa palestra aqui é como um filme, ela tem final feliz. Todavia, como o personagem será daqui para frente ninguém sabe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos nos esquecer de que somos dinâmicos, mudamos não somente de roupa, mas também de coração. Apesar de ser muito mais demorado mudar de coração. De qualquer maneira, o envelhecimento nos dá essa oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não devemos nos fixar em uma ideia, caso contrário nós seremos tolhidos pela expectativa. A ideia que o outro faz de nós nos faz sentir responsáveis em ser aquilo que o outro espera de nós. Cumprir um papel, seja de um bom pai, bom profissional, boa pessoa, e assim por diante, é uma escravidão. Todo escravo é tenso, porque ele está sempre em busca da liberdade. Portanto, eu posso receber o elogio ou até mesmo a crítica negativa, mas com certeza terei de passar isso que recebo pelo tribunal de minha razão. Aqui entra a minha autocrítica. Ela deve ser bem apurada para eu mesmo não me trair, não acreditar que o filme termina aqui. E se todos me aplaudiram um dia não significa que sempre receberei aplausos. Não é assim. Preciso me colocar também no tribunal da razão e saber que eu posso acertar um dia e errar no outro. Isso é movimento. Isso é vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;continua amanhã﻿&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-9076634538072301971?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/9076634538072301971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/04/critica-e-autocritica-parte-3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/9076634538072301971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/9076634538072301971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/04/critica-e-autocritica-parte-3.html' title='Crítica e Autocrítica Parte 3'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-nLXeVdxW3T8/TZsFSnYEEfI/AAAAAAAAAO4/IFPjqKZ4hTY/s72-c/Alfred+Gockel+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-7293109673626254969</id><published>2011-04-04T08:55:00.000-07:00</published><updated>2011-04-04T11:58:28.008-07:00</updated><title type='text'>Crítica e Autocrítica Parte 2</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-T4tEGFnt89M/TZnpSsoHOUI/AAAAAAAAAOw/S2tqbXJXJWY/s1600/Alfred+Gockel+3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" r6="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-T4tEGFnt89M/TZnpSsoHOUI/AAAAAAAAAOw/S2tqbXJXJWY/s320/Alfred+Gockel+3.jpg" width="141" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1 style="margin: 24pt 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #365f91;"&gt;&lt;span style="font-family: Cambria;"&gt;A perfeição está fora da realidade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;br /&gt;Pessoas perfeccionistas exigem demais delas mesmas e, por isso, exigem demais dos outros também. Sempre é preciso encontrar um bode expiatório para a própria frustração. Não admitir a intolerância em si mesmo é uma saída ruim, porque reforça o padrão neurótico de sempre acreditar que as coisas podem ser melhores do que elas podem de fato ser. As coisas são como elas são, e pronto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perfeccionista é também um controlador. Ninguém pode controlar a ação dos outros. Muitos acreditam que controlam. Outro dia escutei um pai dizer que nunca deixava seus filhos saírem à noite, porque a noite era perigosa demais. Os filhos não entenderam sua preocupação, e agora os filhos não falavam direito com ele, nunca o visitava. O que esse pai não entendeu foi que tentar controlar alguém é como tentar segurar areia entre os dedos. Em certo momento a areia escapa. O pai teve de encarar mais tarde, quando os filhos já adultos, o afastamento deles. Quando puderam assumir suas próprias vidas decidiram conhecer o mundo, saldar o tempo perdido. O pior foi que levaram com eles a marca na lembrança de um pai autoritário. “Hoje eles me consideram autoritário, mas não sou mais”. Não é porque não pode mais ser. Não existem mais os bodes expiatórios para receber a carga do controle, intolerância, e perfeccionismo dele. Graças a Deus envelhecemos. Envelhecer nos faz mais humildes, nos faz curvar para ver onde pisamos. Caso constatemos nossas intransigências ainda cedo só olharemos estrelas na velhice, sempre com a cabeça altiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o filho erra por não ser aquilo que o pai/mãe quer, o auto-exigente pai/mãe peca pelo excesso de expectativa com relação aos filhos, querendo que eles sejam o que eles não podem ser. Em suma, não cabe pensar que os filhos têm de ter o mesmo papel do pai ou mãe. Ter o mesmo papel é repetir história. Nascemos para evoluir e auxiliar na evolução dos outros que estão ao nosso lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma postura rígida de conceitos, e também preconceitos, pode causar doença. O que é rígido se quebra, não tem mais jeito. Enquanto, o que é flexível se curva por um momento para depois se erguer novamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A equação é simples: Ninguém pode se ferir sem antes se ferir primeiro. Portanto, cabe lembrar que toda expectativa está sempre fora da realidade. Ela nunca é o que se espera, ou seja, se idealiza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Continua amanhã.﻿&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-7293109673626254969?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/7293109673626254969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/04/critica-e-autocritica-parte-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/7293109673626254969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/7293109673626254969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/04/critica-e-autocritica-parte-2.html' title='Crítica e Autocrítica Parte 2'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-T4tEGFnt89M/TZnpSsoHOUI/AAAAAAAAAOw/S2tqbXJXJWY/s72-c/Alfred+Gockel+3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-6491213411066025037</id><published>2011-04-03T07:25:00.000-07:00</published><updated>2011-04-03T07:25:01.146-07:00</updated><title type='text'>Crítica e Autocrítica - Parte I</title><content type='html'>&lt;u&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: x-small;"&gt;Palestra realizada dia 30 de março de 2011, cidade de Petrópolis-RJ&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Qwtk6TIa3fg/TZiA8S7GTrI/AAAAAAAAAOs/R2ONYXztxmM/s1600/Alfred+Gockel+dance.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-Qwtk6TIa3fg/TZiA8S7GTrI/AAAAAAAAAOs/R2ONYXztxmM/s320/Alfred+Gockel+dance.jpg" width="140" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;“Crítica é tudo o que decide ou julga (...). É submeter nossos conhecimentos, nossos valores e nossas crenças ao tribunal da razão. Nele, portanto, a razão julga a si mesma.”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;André Comte-Sponville&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos compreender a crítica e a autocrítica por duas perspectivas: uma positiva, a qual nos faz crescer e ter mais autonomia, e outra negativa, a qual nos faz adoecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;A positiva:&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autocrítica refere-se à capacidade de uma pessoa fazer a crítica de si mesma. Ela analisa os próprios atos, sua maneira de agir, erros cometidos e possibilidades em corrigi-los. Desse modo, a pessoa tem possibilidade em aprimorar-se adquirindo maior autoconhecimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, conhecer a nós mesmos é um processo difícil, e nunca lograremos a plenitude desse conhecimento, pois estamos sempre em contínuo desenvolvimento, carregando uma grande bagagem do passado rumo a um futuro incerto. O que acreditamos ser certo hoje pode não sê-lo amanhã. Essa é a nossa condição humana. Quanto mais velhos, maior a carga de um passado distante. Contudo, vale a pena a reflexão sincera para descobrirmos potencialidades latentes, pontos fortes e pontos fracos, ter noção do que é melhor para nós e para os outros, e qual caminho seguir no fluir do vento. Os antigos navegantes da Escola de Sagres já indicavam que “nenhum vento é favorável para aquele que não sabe onde quer chegar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;A negativa:&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo fato de as pessoas estarem tão mergulhadas no cotidiano não param para refletir sobre a própria caminhada. Quando o movimento é intenso, é difícil retornar ao centro de si mesmo. Então, a incapacidade de compreensão surge, e o julgamento busca o seu alvo. Os defeitos dos outros são logo observados, sem se dar conta de que o maior incômodo não é o que é visto do lado de fora, e sim o que está dentro de quem vê. Muitas vezes o incômodo é tão grande que a pessoa sente o mal-estar (estar mal no próprio corpo). Surgem as dores de cabeça, prisão de ventre, palpitações incontroláveis, tensões e dores musculares. Com elas, a irritabilidade, ansiedade, intolerância, medo e raiva, tristeza e insegurança. Inicia-se, portanto, a projeção. Elas projetam no outro tudo aquilo que não querem ver nelas mesmas. Quantas vezes esse outro fomos nós? Quantas vezes o outro foi também alvo de nossa intolerância? Todos já passaram por essas experiências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos buscam saída pela boca, ou comendo e bebendo demais, ou falando mal dos outros; da mãe e do pai, dos amigos e colegas de trabalho, do governo, ou de quem passa por perto. Essa atitude é porque a pessoa busca saída para o seu mal-estar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem. (Mateus 15:11). &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O que entra só entra porque quer sair. É uma espécie de bulimia da intolerância consigo mesmo. O cálice está cheio, transbordando. Não há permissão para o descanso necessário. A preocupação se tornou um modo de responsabilidade, ação contínua. A pessoa está corrompida pelo ruído. É preciso ter mais, fazer mais. A única alternativa é acumular. A criança aprende isso desde cedo quando a mãe diz: “Guarde os seus brinquedos para brincar depois. Agora é hora de comer.”. Ela quer brincar, não tem fome. Mas, está na hora de comer, de acumular, de ter mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao invés de se voltar para o centro, continua-se na periferia, nas bordas da atividade sem reflexão. Está na hora de comer, da obrigação, e não do prazer de brincar. O oleiro para fazer um belo jarro de cerâmica precisa brincar com os dedos, se concentrar em direção ao centro da roda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;continua...﻿&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-6491213411066025037?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/6491213411066025037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/04/critica-e-autocritica-parte-i.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/6491213411066025037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/6491213411066025037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/04/critica-e-autocritica-parte-i.html' title='Crítica e Autocrítica - Parte I'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Qwtk6TIa3fg/TZiA8S7GTrI/AAAAAAAAAOs/R2ONYXztxmM/s72-c/Alfred+Gockel+dance.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-869194828067995164</id><published>2011-03-26T07:14:00.000-07:00</published><updated>2011-03-26T07:14:40.308-07:00</updated><title type='text'>Por que tomamos atitudes que nos fazem mal?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-kw-GEEFkzgY/TY30AzAIZqI/AAAAAAAAAOo/P5gaGpnKSLg/s1600/084308-28114.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://lh5.googleusercontent.com/-kw-GEEFkzgY/TY30AzAIZqI/AAAAAAAAAOo/P5gaGpnKSLg/s320/084308-28114.jpg" width="312" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Quanto maior o nível de consciência mais chances temos de fazer melhores escolhas. De fato, levar uma vida consciente nos faz tomar atitudes mais saudáveis. O problema é que nem sempre estamos interessados em saber quais as repercussões de nossas ações. Estamos em meio a tanta informação que não mais sabemos escolher o melhor para nós. Daí julgarmos o melhor para o outro. Ao julgarmos as atitudes alheias criamos uma trave em nossos olhos, não enxergamos a nós mesmos. É mais simples olhar para fora e ver o erro no outro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Estou a passar por um conflito sério, a escolha de minha alimentação. Minha mãe gostava de me ver gordo, por isso me alimentava excessivamente. Ela acreditava que saúde e gordura eram sinônimos. Quando estava magro, ela ficava triste achando que eu não estava saudável. Quando eu engordava, o que me deixava irritado comigo mesmo, ela ficava alegre. Sempre foi assim na minha infância e adolescência. Nunca deixei de engordar e emagrecer. Hoje penso no meu organismo que aumenta as reservas de gordura para agradar a minha querida mãe. Mesmo que ela não mais exista entre nós, de qualquer maneira, o meu organismo ainda acredita na presença dela. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Para a minha mãe a comida tinha um significado importante. Ela era sagrada, pois já tinha experimentado a falta. Eu nunca soube o que é não ter o que se quer para comer. Entretanto, o meu inconsciente carrega a ideia da falta. Não somos divididos. Somos também o desejo do outro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-latin; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Ontem ao assistir a uma entrevista com a &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;jornalista britânica Felicity Lawrence, fiquei chocado mais uma vez pela minha incapacidade de tomar atitudes positivas com relação aos meus hábitos. Eu sei que não tenho muita saída, mas posso fazer mais. Mas, como fazer melhor se um prato de batata frita ainda me enche os olhos e põe água na minha boca? Só me sento melhor quando encontro uma justificativa. Todos nós temos os bolsos cheios de justificativas para as nossas falhas. Se a gente rouba de alguém, sabemos que estamos cometendo um ato antiético importante, porém quando nos alimentamos mal, porque ferimos a nós mesmos, ou mesmo ferimos a ética por estarmos contribuindo para o mal de outras espécies animais, não pensamos desse jeito. Culpamos a cultura, ou mesmo a nossa biologia. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;Felicity Lawrence fala sobre a indústria mundial de comida que nos alimenta mal e cria hábitos pouco saudáveis, nos entope de substâncias danosas ao organismo, enquanto acumula lucros bilionários. Grandes empresas multi-nacionais dominam o setor e fogem da transparência que revelaria suas práticas nocivas. O consumidor não tem tempo para fiscalizar o que compra no mercado e depois come, sem perceber quando é manipulado pela má informação nos rótulos e na publicidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-latin; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Definitivamente eu tenho de expurgar conceitos inconscientes aprendidos durante anos de uma alimentação sem comedimentos. Aprender a mudar não é tarefa fácil, mas humana. Caso contrário, daqui a pouco, terei efeitos no meu organismo que me deixarão marcas para sempre. Tanto para mim quanto para as minhas filhas, que de certa maneira também aprendem comigo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-869194828067995164?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/869194828067995164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/03/por-que-tomamos-atitudes-que-nos-fazem.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/869194828067995164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/869194828067995164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/03/por-que-tomamos-atitudes-que-nos-fazem.html' title='Por que tomamos atitudes que nos fazem mal?'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-kw-GEEFkzgY/TY30AzAIZqI/AAAAAAAAAOo/P5gaGpnKSLg/s72-c/084308-28114.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-2917035620246744724</id><published>2011-03-17T15:42:00.000-07:00</published><updated>2011-03-17T15:42:57.226-07:00</updated><title type='text'>Estar sozinho com os outros</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-mcgjkveSINg/TYKON-fP-vI/AAAAAAAAAOk/zohXIco9WAk/s1600/200112599-001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="https://lh5.googleusercontent.com/-mcgjkveSINg/TYKON-fP-vI/AAAAAAAAAOk/zohXIco9WAk/s320/200112599-001.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Alguns de meus alunos do curso de psicologia costumam me perguntar: “Como podemos dar conta do sofrimento do outro?”. Pergunta de iniciante. Muitos professores acham assim. Na verdade, eu diria que não damos conta, e sim sofremos junto. Sofrer faz parte da saúde. Quando tentamos retirar o sofrimento de cena, o sentimento se torna repressão. Nossas defesas se transformam em contra-ataque. Por isso, é preciso relativizar os conselhos dos livros de auto-ajuda. Eles são simples, enquanto a nossa natureza complexa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;O terapeuta pode estar preparado, mas ele não deixa de ser gente, portanto também sofre. Se não sofre, está descorporificado, anestesiado de si mesmo, uma espécie de pedra de gelo a derreter aos poucos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Hoje atendi a uma senhora suicida. Ele, pela primeira vez, assumiu querer se matar. Não tem mais sentido a vida. Ela se sente sozinha quando tem gente ao seu lado. Esse é um grau elevado de desistência. Nem a família tem mais significado. Então, ela toma muitos remédios, mais do que o indicado pelo psiquiatra. Conseguir remédio é fácil. Sempre tem um vizinho a indicar uma dosagem maior do que necessário. Para o terapeuta, a condição é lamentável, mesmo munido de técnica, ele não pode reverter a situação se ela não aceitar. A pessoa caminha com as próprias pernas para o penhasco. Antes, pensava que poderia existir uma saída para os problemas das pessoas. E, de fato, existe. Porém, depende de quem aceita mudar a trajetória. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Há anos venho tentando ajudar pessoas de todas as maneiras. Tive uma mãe suicida. Ela conseguiu se matar com uma doença coronariana. Pode-se pensar que o suicídio é cometido quando uma pessoa se mata com uma arma de fogo, ou se joga de um prédio, ou toma veneno. Mas não é só assim. Se você sabe que algo pode mata-lo, isso significa uma atitude responsável. Ou seja, é uma escolha que levará à morte. Por uma perspectiva ecológica, estamos sendo coniventes com a busca de nossa morte prematura. As catástrofes vistas hoje na natureza não são por acaso. Todos têm sua parcela de participação. Se eu fosse diferente não andaria de carro. É simples assim. Mas, como deixar de usufruir de nossas conquistas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Em minha aula de ecologia humana sempre digo que o lixo do mundo é o nosso lixo pessoal. O planeta é a nossa casa. Não tem para onde fugir. Infelizmente, acreditamos que não seja assim. São as nossas defesas, baseadas no autoengano. Temos em nossos bolsos uma sorte de justificativas para o nosso comportamento. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Para conseguirmos avançar teremos de nos conscientizar de nosso sacrifício (santo ofício). Sem uma visão mais ampla da vida não poderemos ser quem de fato acreditamos ser. O que somos é somente a nossa máscara (persona), e não quem somos de fato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: solid #365F91 1.5pt; border: none; mso-border-bottom-themecolor: accent1; mso-border-bottom-themeshade: 191; mso-element: para-border-div; padding: 0cm 0cm 1.0pt 0cm;"&gt;  &lt;h1&gt;&lt;span style="font-size: 20.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-2917035620246744724?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/2917035620246744724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/03/estar-sozinho-com-os-outros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/2917035620246744724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/2917035620246744724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/03/estar-sozinho-com-os-outros.html' title='Estar sozinho com os outros'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-mcgjkveSINg/TYKON-fP-vI/AAAAAAAAAOk/zohXIco9WAk/s72-c/200112599-001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-4696621331867958857</id><published>2011-02-28T08:05:00.000-08:00</published><updated>2011-02-28T08:05:32.354-08:00</updated><title type='text'>Entrevista</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-oJH-EdRPXw0/TWvG4qVRVLI/AAAAAAAAAOg/oc4JbkWqaAM/s1600/42-15192366.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" l6="true" src="https://lh3.googleusercontent.com/-oJH-EdRPXw0/TWvG4qVRVLI/AAAAAAAAAOg/oc4JbkWqaAM/s200/42-15192366.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;Entrevista concedida à Andreia Vitorio para a Revista do Instituto dos Auditores Fiscais da Bahia &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;Andreia - O que pode ser definido como uma “velhice bem-sucedida”?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pedro Paulo&lt;/strong&gt; - Velhice bem-sucedida é viver esta fase da vida de maneira íntegra. A velhice é como a infância, uma categoria social. Entramos na velhice ao completar 60 anos de idade. O que diferencia a infância da velhice é que na última carregamos muito mais histórias. Muitas vezes pensamos que ser bem-sucedido é ter alcançado sucesso profissional. Mas, isso é somente uma pequena parte. O nosso maior desafio na velhice é ter a vida passado a limpo, principalmente com as nossas relações pessoais. Conheço muitos que vivem doentes, porque não conseguiram ainda rever seus conceitos de vida, ou mesmo perdoar-se com relação ao passado. Portanto, viver de maneira íntegra é viver com saúde. Infelizmente, as pessoas ainda pensam que a saúde do corpo não depende de sua história pessoal. Acham que a doença vem de fora, o que não é verdadeiro. Os nossos sintomas indicam que ainda falta juntar os pedaços. Pode parecer que a biologia não tem nada a ver com isso, mas tem. A palavra “sintoma” vem do grego, significando sin = juntar e tomo = pedaços. A doença é uma sinalização de que a maneira que levamos a vida precisa mudar. Entretanto, é muito mais cômodo culpar a idade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andreia - Como envelhecer bem? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pedro Paulo&lt;/strong&gt; - Não deixando nada para trás. Tudo precisa ser resolvido no aqui e agora, e aquilo que não se pode resolver já é um problema resolvido. Envelhecer bem é passar pela vida refletindo o que ela te mostra. Vejo a vida como uma grande arena de aprendizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andreia - Além da prática de exercícios e de uma alimentação saudável, quais outras atitudes podemos ter enquanto jovens para garantir um envelhecimento de qualidade? Qual a importância, por exemplo, dos amigos, da família e de um bem-estar afetivo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pedro Paulo&lt;/strong&gt; - É preciso cautela e risco para se viver. Nossas atitudes são determinantes em nossa qualidade de vida. Sem dúvida, viver bem materialmente fazendo exercícios físicos e tendo uma alimentação saudável nos faz estar bem no corpo (bem-estar), mas é preciso também saber como traçar boas estratégias de relacionamento. É fundamental que teçamos positivamente nossas redes de relacionamento. Viver consciente é uma boa maneira de garantir um envelhecimento de qualidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andreia - &amp;nbsp;A partir da sua experiência em atendimento, quais as principais queixas dos mais velhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pedro Paulo&lt;/strong&gt; - As grandes queixas são as preocupações e as culpas. Preocupação negativa é o que denomino de preocupação improdutiva. Você perde muita energia pensando em algo que não sabe se de fato irá acontecer, e como não se pode resolver algo que ainda não se mostrou na realidade, a pessoa tensiona o corpo para lutar ou fugir. Essa atitude faz com que todo o organismo sofra mudanças. Estas mudanças são provocadas pela liberação de hormônios de estresse, levando o organismo a permanecer vulnerável às doenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A culpa é um sentimento paralisante. As pessoas que se sentem culpadas são pessoas tensas, com dores no corpo, sobretudo nas costas. Por uma perspectiva simbólica do corpo, as costas são a lixeira psicossomática onde é depositado aquilo que não se quer enfrentar. Entretanto, a culpa não é tão simples de ser reconhecida. É mais fácil reconhecer a culpa quando fazemos mal a outras pessoas. Mas, ela pode vir também quando deixamos de fazer o bem; ou quando pensamos que poderíamos ter tido uma vida diferente se tivéssemos tomado outro caminho; ou porque desperdiçamos oportunidades. Enfim, a lista é enorme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andreia - &amp;nbsp;E seus anseios? Qual a importância de planos, projetos e sonhos para envelhecer bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pedro Paulo&lt;/strong&gt; - É sempre importante ter objetivos. O nosso cérebro é mais ativo quando estamos em busca de algo. A inatividade é o grande mal. Muitas vezes as pessoas acreditam que se não podem realizar grandes feitos não tem por que planejar. Devemos ter projetos sempre. Podemos começar pelos pequenos. Aquilo que não me agrada, tento fazer de modo diferente. Para realizarmos um sonho temos de dar um passo de cada vez. Não há outro meio de agir se não for por nós mesmos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andreia -&amp;nbsp;Com o passar dos anos, é comum ficarmos mais expostos a fatores de risco à saúde, a perdas de funções e papéis, de posição social e até mesmo de convivência com pessoas queridas. Precisamos, de certa forma, nos prepararmos para a perda à medida que envelhecemos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pedro Paulo&lt;/strong&gt; - Perdemos sempre, mas toda perda vem carregada de novas aquisições. Basta ter olhar para ver. Somos passagem. Tudo muda. Não podemos construir uma casa numa ponte, a vida é uma ponte. Não temos como nos preparar para perder, mas podemos saber que somos muito mais do que aquilo que perdemos. Temos de colocar as coisas em perspectiva. Saiba que somos nós a escolher como nos sentimos em quaisquer circunstâncias de nossa vida. Podemos nos sentir mal com a perda, é natural, mas se escolhermos preservar este mal é importante saber que o corpo responderá de alguma maneira. Daí os riscos para a saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O importante é não ficar melancólico e saudosista daquilo que já passou e se perdeu no tempo. Somos muito mais importantes do que as nossas perdas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andreia - &amp;nbsp;Se por um lado perdemos, o que podemos ganhar com o envelhecimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pedro Paulo&lt;/strong&gt; - Muita coisa. Envelhecer nos faz mudar de perspectivas e conceitos. Se não envelhecêssemos não teríamos a chance de fazer diferente e melhor. Só podemos ter esperança porque envelhecemos. Envelhecer é um processo de transformação do indivíduo no seu tempo vivido. Se hoje está ruim, amanhã poderá estar melhor, porque estamos nos transformando. Quantas pessoas atendo que me falam: “Hoje sou bem melhor do que no tempo da minha juventude”; “Hoje consigo ter liberdade, porque sou dona de mim mesma”; “Hoje faço tudo o que não tive a chance de fazer antes”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-4696621331867958857?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/4696621331867958857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/02/entrevista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/4696621331867958857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/4696621331867958857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/02/entrevista.html' title='Entrevista'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-oJH-EdRPXw0/TWvG4qVRVLI/AAAAAAAAAOg/oc4JbkWqaAM/s72-c/42-15192366.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-2705947146508932460</id><published>2011-02-26T05:45:00.000-08:00</published><updated>2011-02-26T05:45:29.501-08:00</updated><title type='text'>Elefante de circo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-9Zuz1MBZoDs/TWkAkq1yAXI/AAAAAAAAAOc/NhCYFA_gr5k/s1600/ec4995-001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" l6="true" src="https://lh6.googleusercontent.com/-9Zuz1MBZoDs/TWkAkq1yAXI/AAAAAAAAAOc/NhCYFA_gr5k/s1600/ec4995-001.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai adorava circo. Quando um levantava a tenda próximo à cidade, íamos assistir ao espetáculo. Eu me questionava quanto tempo era necessário para que os treinadores pudessem ensinar os truques aos animais. Impressionava-me com os elefantes. Eram animais inteligentes e, no entanto, tristes por isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu carregava um questionamento: Por que um elefante fica amarrado a uma estaca de madeira enterrada poucos centímetros no chão e não foge?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a corrente seja grossa e resistente, é óbvio que ele poderia fugir facilmente, levando com ele a estaca, a corrente e tudo que encontrar pela frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um elefante é forte o bastante para escapar, mas não o faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que razão os elefantes são tão resignados? Não fogem porque são amestrados? Mas se são amestrados, por que acorrentá-lo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O elefante não escapa porque se habituou. A corrente é colocada quando ele é ainda pequeno e fraco o bastante para escapar. Ele tenta, mas não consegue. Chega um momento em que ele desiste de sua liberdade. Então cresce sem conhecer a sua verdadeira força, se contrai, se submete. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos como os elefantes, desconhecemos a nossa verdadeira força porque fomos educados a duvidar de nossa capacidade criativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha infância escutei várias mensagens de adestramento. Só para citar algumas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “As coisas conseguidas com sacrifício são melhores”;&lt;br /&gt;• “Estude para ser alguém na vida”;&lt;br /&gt;• “Sem esforço não se chega a lugar nenhum”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui uma criança rebelde e questionadora, e quando adulto passei a duvidar dessas mensagens. Ao invés de buscar só o desconhecido para aprender o novo, passei também a questionar o conhecido. Busquei outras maneiras de ver a minha vida. Mesmo que as sentenças parecessem lógicas, passei a duvidar do certo a fim de descobrir outras maneiras. Criei novas mensagens para mim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Sacrifício significa Ofício Sagrado, portanto é preciso acreditar na missão a mim confiada, independentemente de elas serem boas ou ruins;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Desde o momento em que nasci já era alguém. Só é preciso envelhecer um pouco mais para aprimorar este alguém;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Esforço cansa. Nega-se o fluxo para manter o controle. A dedicação, por outro lado, é imprescindível para ir adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, hoje estou mais velho e menos adestrado do que antes. Ainda assim, sigo a vereda de minha verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-2705947146508932460?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/2705947146508932460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/02/elefante-de-circo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/2705947146508932460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/2705947146508932460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/02/elefante-de-circo.html' title='Elefante de circo'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-9Zuz1MBZoDs/TWkAkq1yAXI/AAAAAAAAAOc/NhCYFA_gr5k/s72-c/ec4995-001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-2859790289684022832</id><published>2011-02-07T15:58:00.000-08:00</published><updated>2011-02-07T15:58:28.707-08:00</updated><title type='text'>Ideias e papéis</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCG7rDBCOI/AAAAAAAAAN4/gzwJ-_2G2SY/s1600/caderno-escrita-esferografica.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" h5="true" height="150" src="http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCG7rDBCOI/AAAAAAAAAN4/gzwJ-_2G2SY/s200/caderno-escrita-esferografica.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Tenho tantos papéis e muitas ideias. Papéis de todo tipo: grandes e pequenos, folhas amarelas e verdes, entre outras cores de lucidez. Porém, falta a motricidade, o desenrolar pelo caminho das palavras. É assim que se sentem os trabalhadores braçais. O tempo só resta para puxar os calcanhares e sair do lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico a correr atrás de algo para preencher. Papel em branco é sempre um convite para borrar. É instigante ter espaço, sentir a caneta deslizar, marcar o papel, deixando-o repleto de desenhos de letras. Formar palavras, dar sentido, som para as frases. Significado para o cérebro, mudança de perspectiva para o corpo. E o caminho se abre novamente, após um ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje li que os músculos nos fazem pensar. Ou melhor, o próprio pensamento só pode surgir pelo movimento. Como é bom dançar ao som das letras, mesmo para quem não se movimenta, ou seja surdo. No mundo das ideias tudo é possível, porque tudo é permitido. Basta, entretanto, saber escolher o melhor, sem exigências. Não devemos exigir demais de nós mesmos. É preciso aprender a dançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas e quantas vezes evitamos pensar, ou mesmo escrever o que evitamos pensar. É preciso coragem para ver o que não é visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever no papel é mais interessante do que no computador. No papel temos limites, sabemos que chegará o fim da linha, temos de parar. No computador não é assim. A capacidade de armazenamento de palavras é muito maior do que a nossa capacidade de transpor a ideia para o arquivo. Por isso, o papel é mais convidativo. Fica lá em branco e nós daqui, do outro lado, ensandecidos para borrá-lo. Depois de tudo preenchido, não há mais sentido querer continuar. Ele está completo. Sabemos que a ideia não termina, mas o papel acaba. Nenhuma ideia tem de sucumbir, mesmo sem espaço para escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que leio um livro, e chego ao final, a minha sensação é de dever cumprido. Fico a pensar: se o autor soubesse que eu terminei de ler todas as suas palavras, ele talvez ficaria feliz. Pois, quem escreve quer ser lido, não importa por quem. Pior é quem deixa de ler o que escreveu. É uma maneira de deixar em branco. Porque palavra não lida é página em branco. Quem vai dar um tom para aquele papel? Quem vai conseguir dar significado para aquilo rabiscado ali? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o fascínio de quem gosta de lê, saber o que será lido a partir daquelas primeiras linhas. Sempre quero saber o que vou aprender com aquele autor. Muitos me dizem pouco, mas poucos não me dizem nada. Sempre tenho algo a aprender. Sou bastante atento ao aprendizado. Nada deixa de ser sem sentido quando temos em nós o sentido latente, pronto para ser revelado. Esse é o fascínio de escrever e de ler. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever para mim não é algo fácil, mas quando escrevo parece que eu sou o autor e leitor ao mesmo tempo. Quero descobrir com as palavras que se encaixam em cada sequência elaborada. A partir do momento em que a história termina tento reelaborar o lido. O receio surge nessa etapa. Será que vou desarrumar tudo? Aprenderei com aquilo que eu mesmo escrevi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo que escrevo também penso, e para pensar tenho de formular meios de organizar minhas ideias. Por isso, escrever é sempre um jeito que tenho de arrumar prateleiras de meus conceitos. A fala se perde no ar expirado. Porque fala é vento. Mas a palavra escrita fica assentada no papel. O papel é o palco e as palavras são os atores desempenhando o texto. É uma coisa dentro da outra, até se tornar novamente uma ideia na cabeça do leitor. E quando ele consegue isso, abraça um significado. E viver só vale a pena quando encontramos significados nas coisas com as quais convivemos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-2859790289684022832?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/2859790289684022832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/02/ideias-e-papeis.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/2859790289684022832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/2859790289684022832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/02/ideias-e-papeis.html' title='Ideias e papéis'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCG7rDBCOI/AAAAAAAAAN4/gzwJ-_2G2SY/s72-c/caderno-escrita-esferografica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-5767076103728394335</id><published>2011-01-24T14:23:00.000-08:00</published><updated>2011-01-24T14:23:04.701-08:00</updated><title type='text'>Podemos perder a poesia?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TT3yaFcTypI/AAAAAAAAANo/_1C5w9gjkGs/s1600/CRB002192.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TT3yaFcTypI/AAAAAAAAANo/_1C5w9gjkGs/s320/CRB002192.jpg" width="251" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;Semana passada uma pessoa me disse: "Você está perdendo a sua poesia. Está ficando racional." Concordo que eu tenho estado mais racional ultimamente. Um período pelo qual atravesso, apenas isso. Para mim, é importante estar em fluxo. Não me considero um ser dividido. Se sou um indivíduo, não posso me dividir. Embora eu possa estar mais num polo do que em outro, em um determinado momento. Sempre procuro respeitar minhas flutuações.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;Eu não sei se poderia perder algo que está incrustado na minha carne. Já nasci assim. Já sofri tanto por ser assim. Certa vez quis desistir de ser quem eu era, hoje sei que foi o máximo ser quem de fato eu era. Ser sensível é também uma possibilidade. Aprendi que posso brincar comigo mesmo, em minhas múltiplas formas de ser. É importante saber que posso ser mais - ou menos - do que eu acredito ser. Transitar pela profundidade de minha história, vendo a minha vida como num cinema. Criar e recriar cenas. Se posso ser o autor de meu script, porque então não brincar com a realidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;Hoje, tive de confrontar uma senhora com um ataque histérico. Não aceita que a sua vida seja da maneira que ela se apresenta. Ela se acha merecedora do melhor. "Eu sempre fui uma boa pessoa. Não mereço sofrer". Eu disse: "Se você está sofrendo, e se realmente é uma boa pessoa como diz, pode ter a certeza de que o que está acontecendo agora nada mais é do que uma oportunidade". O sofrimento daqueles de boa vontade é uma chance de transitar por lugares nunca dantes percorridos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;Posso transitar em minha própria personalidade e ser diferente daquilo que sempre pensei ser. Nunca sabemos ao certo o que somos, porque somos muitos. Nosso ego nos prega peças. Achamos que somos uma coisa e de repente estamos tendo atitudes irreconhecíveis. O ego é como as bonecas russas, uma dentro da outra. Ele é feito por camadas. Cada vez que descascamos uma, achamos que chegamos onde sempre achávamos que seria o melhor lugar. Daí a vida, como numa roleta, nos coloca novamente a girar, e ter novas perspectivas e ações. Não podemos nos esquecer que sempre temos a chance de escolher o que queremos seguir.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;Falando novamente sobre a senhora que se justificava com autocomiseração, ela dizia que não queria depender de ninguém, queria saldar seus compromissos. Nenhuma dor a retiraria do caminho dos desejos ainda por se realizarem. Quando ela dizia isso, a sua dor nas costas pioravam mais e mais, e ela chorava. Disse para que ela fosse verdadeira e não sentisse autopiedade. Tudo pode em nosso caminho, menos perder a consciência de nosso sentir. Para muitos, nessas horas, o melhor é um analgésico forte, um inibidor do sistema nervoso. Para retirar a dor de cena, sem que se resolva o problema mais profundo. Pode anestesiar, mas a dor virá mais tarde, quando o ego se mostrar mais forte do que a própria essência. Não podemos sentir o pior se formos honestos com nós mesmos. É preciso descascar a camada do ego que nos impede de seguir. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;Amo ser sensível, porém como terapeuta, às vezes, tenho de ser inflexível para ajudar pessoas que não querem enfrentar suas sombras. Outro dia atendia a um padre que me revelou algo interessante. Ele me disse que o sofrimento ainda é uma escada que Deus coloca em nossas vidas para chegarmos próximo a Ele. Não é que tenhamos de sofrer para estarmos mais próximos de Deus, o problema é que queremos ter tudo de bom sem se dedicar para obter o melhor. Achamos ainda que bom é só ter prazer. Prazer é somente uma parte do processo de crescimento, a dor é o outro. Se somos indivíduos, temos as duas extremidades. O melhor, como os budistas acreditam, é seguir o caminho do meio. Saber que somos tudo. Quando sabemos disso, as cortinas caem para se revelar o verdadeiro, sem hipocrisias, sem barganhas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;Perder a poesia seria como estar amputado de uma parte de mim. A minha poesia é como um fluxo de transformação e criação. Não posso perder aquilo que me faz ser o que sou, fonte de criação de mim mesmo. Posso desviar o olhar, mas a beleza continua a brilhar; posso me fechar, mas o vento continua a soprar; posso abrir o guarda-chuva, mas a água não para de cair. A Terra continua a girar, independentemente de eu estar parado. Sou simplesmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;Não tenho dúvida do que sinto nos dias de sol, ou nas noites estreladas. Tudo ao meu redor me faz ser o que necessito. Não estou separado de mim mesmo. Com os ouvidos repletos de música caminho com o coração. Sentir é difícil em algumas circunstâncias, mas decidi não abandonar o que me toca, mesmo que me faça sofrer. Pois a poesia também é sofrimento. Todos os dias sofro com aqueles que sofrem, e agradeço por isso. Tenho a possibilidade de mudar a perspectiva de uma história ainda mal contada. A compaixão é o sentimento mais legítimo e essencial para qualquer processo de cura. Por isso choro e deixo que o outro me veja, e quando o meu partícipe (paciente) não nota que estou chorando, me aproximo da luz para que ele possa me encontrar. Estar vulnerável e sensível ao sofrimento do outro é uma grande experiência. Só há cura quando o sofrimento é compartilhado. Vivo isso há vinte e cinco anos, e não tenho mais dúvidas de que o milagre está na entrega (Seja feita a Vossa vontade e não a minha). O sofrer me faz humano e cada vez mais poeta de minha vereda.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;Transformo o sofrimento do outro em poesia, força de criação. O pior seria ser como as rochas. Elas são indiferentes. Prefiro, no entanto, ser como as águas. Um ímpeto de potência a mudar o que se paralisa. Não sou um ser estacionado, portanto sei que é necessário experimentar outros cenários. Ser aquilo que nunca fui.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; margin: 0in;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;A poesia é inerente a todos nós. Muitos não tiveram a oportunidade de experimentá-la na carne. Acreditam que ela é somente para os poetas, o que não é verdadeiro. Poesia é "poïesis", uma palavra grega - &lt;b&gt;ποιέω&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="el"&gt; - que significa "fazer", "criar". Sem a reinven&lt;/span&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;ção de nós mesmos estaríamos mortos. É necessário ser diferente para saber quem de fato se é. Acostumamo-nos com a ideia de quem somos. Nem sempre sabemos que podemos ir além de nós mesmos, ser também o outro que se mostra frágil. Esconder a nossa fragilidade não é um ato de firmeza. Ser forte é ter potência criativa, poesia em curso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-5767076103728394335?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/5767076103728394335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/01/podemos-perder-poesia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/5767076103728394335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/5767076103728394335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/01/podemos-perder-poesia.html' title='Podemos perder a poesia?'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TT3yaFcTypI/AAAAAAAAANo/_1C5w9gjkGs/s72-c/CRB002192.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-7973517113931628928</id><published>2011-01-17T08:00:00.000-08:00</published><updated>2011-01-17T08:06:32.064-08:00</updated><title type='text'>Ciclo da Vida</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TTRWUM7CF2I/AAAAAAAAANk/VcYncXU7kMM/s1600/Ciclo+da+vida.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="158" src="http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TTRWUM7CF2I/AAAAAAAAANk/VcYncXU7kMM/s320/Ciclo+da+vida.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Viver é passar. Todos nós queremos viver ao máximo retendo o melhor de nossas experiências. Cada momento da vida tem sua repercussão naquilo que somos e seremos. Porque tudo é passagem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Na infância, somos totalmente dependentes. Precisamos mais do que nunca do outro para sobreviver. Nesta fase somos para fazer. Sendo assim iniciamos o aprendizado, e a cada lição tomamos corpo para experimentá-la.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Na adolescência nos preparamos para o salto maior. É a transição de etapas. O primeiro estrangulamento das fases da vida. Surgem conflitos internos por causa das dúvidas e questionamentos do tipo “o que vou ser?”. Somos e fazemos, fazemos e somos. Mesmo sem saber o que fazer e o que somos. O corpo não é nem de criança tampouco de adulto. Existe descoordenação dos movimentos pelas incertezas e incômodos. Todavia é também o que nos ergue para o grande salto. Toda perturbação gera movimento à frente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Na vida adulta, fazemos na tentativa de ser alguém. As obrigações e responsabilidades nos dão contornos para ser. Porém, estamos tão enfurnados naquilo que fazemos que esquecemos de refletir sobre o que somos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Na envelhescência nos deparamos novamente com a fase de transição. Outro ponto de estrangulamento e, consequentemente, angústia de ser. Aqui podemos olhar para o caminho percorrido e deslumbrar o trajeto a ser trilhado. É uma fase de escolhas importantes, determinantes para a próxima etapa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Na velhice experimentamos o momento Ser-Fazer. O que já foi feito representa a bagagem, e o que temos de fazer com ela. É o momento de deixar para trás o que pesa para seguirmos adiante. É o momento da subida para a transcendência. O que nos tornamos e o que podemos fazer com isso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sempre estamos em movimento de passagem, nunca de paragem. O que é mais importante saber é que não somos nunca os mesmos. Sempre há chance de ser diferente a cada momento. A escolha está no aqui e agora. Optar por ser melhor agora gera grande mudança para o momento seguinte. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-7973517113931628928?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/7973517113931628928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/01/ciclo-da-vida.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/7973517113931628928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/7973517113931628928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/01/ciclo-da-vida.html' title='Ciclo da Vida'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TTRWUM7CF2I/AAAAAAAAANk/VcYncXU7kMM/s72-c/Ciclo+da+vida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-1935331251855353662</id><published>2011-01-07T14:59:00.000-08:00</published><updated>2011-01-07T14:59:37.918-08:00</updated><title type='text'>O cérebro equivocado</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TSeaco6g7yI/AAAAAAAAANc/ro-AvbnyFUo/s1600/M.C.Escher.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TSeaco6g7yI/AAAAAAAAANc/ro-AvbnyFUo/s320/M.C.Escher.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;M.C. Escher&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: 'Baskerville Old Face'; margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Baskerville Old Face'; margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Baskerville Old Face'; margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Baskerville Old Face'; margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Baskerville Old Face'; margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Se o cérebro pudesse nos revelar o certo e o errado seríamos bem mais felizes. Não íamos querer o errado para depois sofrermos. Mas ele não faz esse tipo de coisa, porque para ele não existe certo nem tampouco o errado. Apesar de termos cérebros evolutivamente semelhantes, a organização sináptica é totalmente diferente para indivíduos diferentes. O cérebro é como uma esponja a reter a experiência. Ninguém tem a mesma experiência. Portanto, cada um tem um jeito próprio de levar a vida. Às vezes, o nosso cérebro nos engana. Ficamos impressionados como podemos ter tido determinada atitude. Você já demorou para mudar de ideia, e tempos depois percebeu que estava totalmente equivocado? Quantas vezes somos reticentes em mudar de opinião, e justificamos a nossa ação com fundamentos nem tão fundamentados assim? Acreditamos nas coisas porque o cérebro nos diz que assim é melhor, mesmo que não seja. Muitas vezes temos outros cérebros ao lado a nos convencer que aquele seria o melhor caminho a seguir. E no futuro descobrimos que não estávamos errados sozinhos, os outros também. O que de certa maneira acaba nos aliviando. Em suma, não podemos acreditar totalmente naquilo que acreditamos. O tempo da experiência nos mostra a verdade, se não formos tão rígidos para não conseguir enxergar, é claro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Baskerville Old Face'; margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Você pode estar pensando que somos mais do que o nosso cérebro. De fato somos. Somos também a nossa mente, algo que transcende a estrutura cerebral. O cérebro é somente um órgão como o estômago, intestino, fígado. Todos os órgãos nos fazem ser quem somos. Quem já teve uma prisão de ventre sabe o que é se sentir enorme, feio, inadequado, irritado, ou melhor enFez(es)ado - cheio de fezes a nos fazer tomar atitudes incoerentes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Baskerville Old Face'; margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Podemos ir mais longe porque temos a consciência. Ter consciência não significa estar acordado apenas. É prestar atenção em nossas ações; ter habilidade em dar respostas às demandas da vida, e assumi-las. Mesmo assim ainda somos muito ignorantes. É preciso evoluir mais e mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Baskerville Old Face'; margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;O cérebro nos engana. Ele tem escolha própria. Por que isso ocorre? Porque não temos consciência de tudo o que experimentamos. Imagine uma criança que está iniciando suas descobertas. Ela quer mexer em tudo. Porém, a mãe quer ensinar limites. E acha que se bater na mão da criança a dor inibirá a ação. A criança chora. Então, arrependida a mãe beija a mão da criança e pede desculpas, dizendo que fez aquilo para o bem dela. Daí surge a memória de um sentimento contraditório prazer-dor. Adulta ela vivenciará a ansiedade. Ansiedade é um sentimento de espera de que algo bom pode acontecer, mas e se não acontecer? Surge o conflito, que é sempre uma corda puxada de um lado ao mesmo tempo encontrando uma resistência do outro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Baskerville Old Face'; margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;O pior sentimento é a dúvida. Duvidar é estar entre duas escolhas e se sentir ameaçado pela possível escolha errada. É um sentimento diferente da incerteza. Porque, na verdade, ninguém pode ter certeza de nada senão quando a realidade se mostra no tempo presente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Baskerville Old Face'; margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;O cérebro brinca com a gente. Podemos também brincar com ele. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Baskerville Old Face'; margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Verifico que os nossos medos raramente são coerentes. Sentimos medo quando algo nos ameaça no tempo presente, ou seja, quando existe perigo iminente. Elucubrar uma possível ameaça futura não é medo, e sim preocupação. Acompanhado vem a ansiedade, o conflito, a dúvida, a angústia, porém nunca a realidade coerente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Baskerville Old Face'; margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Neste momento posso brincar com o meu cérebro e desfazer minhas elucubrações. Sei que nada pode ser resolvido neste instante se o problema ainda não se apresentou. E se caso ele de fato surgir terei de enfrentá-lo. Todos nós somos munidos com os instrumentos necessários para enfrentar a adversidade. Não morrerei por ter de enfrentar uma situação difícil. O sentimento de ansiedade vem carregado com o sentimento inconsciente de derrota, humilhação. Ninguém pode nos humilhar sem que nos sentimos humilhados antes. E quem disse que somos inferiores se na verdade o que vivemos é somente uma aventura de aprendizado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Baskerville Old Face'; margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;É necessário prestar atenção para não sermos enganados pelo passado. O que passou precisa ser renovado, ter um novo significado. Portanto, não deixe que o seu cérebro mantenha um padrão que não serve para você seguir adiante. O cérebro quer economizar energia, por isso nos leva aos hábitos, e por que não dizer vícios. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Baskerville Old Face'; margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Para mudarmos o comportamento temos de passar pelo desconforto, e isso exige energia extra. É difícil só no início, depois ele se habitua com a novidade, e quando menos esperamos somos outra pessoa.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 22pt;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-1935331251855353662?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/1935331251855353662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/01/o-cerebro-equivocado.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/1935331251855353662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/1935331251855353662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2011/01/o-cerebro-equivocado.html' title='O cérebro equivocado'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TSeaco6g7yI/AAAAAAAAANc/ro-AvbnyFUo/s72-c/M.C.Escher.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-7365805961492820326</id><published>2010-12-27T14:34:00.000-08:00</published><updated>2010-12-27T14:35:50.527-08:00</updated><title type='text'>Tempo de chuvas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TRkQXf6ptTI/AAAAAAAAANY/JoUkRVvCIC0/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="301" src="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TRkQXf6ptTI/AAAAAAAAANY/JoUkRVvCIC0/s320/images.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: 'Baskerville Old Face'; margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Baskerville Old Face'; margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Baskerville Old Face'; margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Baskerville Old Face'; margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;As chuvas de verão me remetem à infância. Um sentimento não deixado para trás. Ele está em mim, no presente, incrustado na minha carne. De fato temos todos os tempos vividos. Eles estão guardados, nos fazendo ser o que somos. Toda experiência é irredutível. Quanto mais velhos ficamos mais conteúdos temos para elaborar. Não adianta acreditar que o passado se dissolverá. Ele, na melhor das hipóteses, pode apenas ter um novo significado. As lembranças são sorrateiras, nos pega de surpresa. Grande parte das vezes elas não vêm à consciência. Contudo, elas nos faz sentir. Sabe aquele sentimento, bom ou ruim, que nos atinge ao atravessar uma experiência nova? Um simples cheiro nos joga de novo no passado, nos fazendo viver o presente repletos da experiência remota.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Baskerville Old Face'; margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Nos dias de chuva de verão adorava ficar quieto no meu quarto brincando com um posto de gasolina e carrinhos Matchbox.&amp;nbsp; Revivo este sentimento todas as vezes em que estou em casa sem fazer nada. Eu quero preservar o sentimento, porque ele me renova. Estou de férias e quero brincar. Não tenho mais os meus brinquedos, mas tenho as minhas lembranças, e elas são lindas e ingênuas. É tão importante se sentir ingênuo ao estar adulto, e fortalecer bons sentimentos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Baskerville Old Face'; margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Hoje por aqui choveu bastante e eu trouxe à consciência meus momentos de brincadeira nos dias de chuva com o meu posto e meus carrinhos. Eu repousei nos pingos lineares de chuva forte. Senti-me banhado, limpo, revigorado. Então dormi e sonhei que era o herói de mim mesmo. O herói salvava-me de meus padrões adultos de reponsabilidade. No sonho não me preocupava com as goteiras caídas na superfície do corpo, alegrava-me de não ser sério, era apenas um garoto sem culpa por nada fazer, apenas brincando de ser. Eu era o frentista do posto, o condutor de valiosos carros, e lavava os carros. Não havia hierarquia na experiência onírica. Eu era todos ao mesmo tempo, porque o tempo da magia me era lícito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Baskerville Old Face'; margin-bottom: 0in; margin-left: 0in; margin-right: 0in; margin-top: 0in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;As chuvas de verão são bênçãos a cair do céu. Tudo é permitido sentir, basta aceitar o convite da mãe natureza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-7365805961492820326?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/7365805961492820326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/12/tempo-de-chuvas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/7365805961492820326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/7365805961492820326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/12/tempo-de-chuvas.html' title='Tempo de chuvas'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TRkQXf6ptTI/AAAAAAAAANY/JoUkRVvCIC0/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-1626763724060442922</id><published>2010-12-24T13:46:00.000-08:00</published><updated>2010-12-24T13:46:28.926-08:00</updated><title type='text'>Permita-se o Nascer</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TRUUMXVreqI/AAAAAAAAANQ/Q6PcRkouVbU/s1600/218017.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="276" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TRUUMXVreqI/AAAAAAAAANQ/Q6PcRkouVbU/s400/218017.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-1626763724060442922?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/1626763724060442922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/12/permita-se-o-nascer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/1626763724060442922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/1626763724060442922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/12/permita-se-o-nascer.html' title='Permita-se o Nascer'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TRUUMXVreqI/AAAAAAAAANQ/Q6PcRkouVbU/s72-c/218017.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-8843917364614181612</id><published>2010-12-06T15:47:00.000-08:00</published><updated>2010-12-06T15:58:09.977-08:00</updated><title type='text'>Coisas que não vemos mas nos toca</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TP11UKkDF9I/AAAAAAAAANI/Fp_tuWOGqHA/s1600/utero.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="198" src="http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TP11UKkDF9I/AAAAAAAAANI/Fp_tuWOGqHA/s320/utero.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TP1usWbqPPI/AAAAAAAAAMo/tA5G-S0oSW8/s1600/sabonete.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="178" src="http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TP1usWbqPPI/AAAAAAAAAMo/tA5G-S0oSW8/s320/sabonete.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TP1yZBVlrcI/AAAAAAAAAMw/kQp-9fJAk8o/s1600/Poema.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TP1yZBVlrcI/AAAAAAAAAMw/kQp-9fJAk8o/s320/Poema.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TP1zZnDalBI/AAAAAAAAAM4/n2hwhTj3go4/s1600/sorriso.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="251" src="http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TP1zZnDalBI/AAAAAAAAAM4/n2hwhTj3go4/s320/sorriso.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TP1y2mspIjI/AAAAAAAAAM0/YhkY6HGMCcs/s1600/orquidea.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="189" src="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TP1y2mspIjI/AAAAAAAAAM0/YhkY6HGMCcs/s320/orquidea.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TP11AdQWXUI/AAAAAAAAANE/b1zLsVlgb68/s1600/ausente.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="201" src="http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TP11AdQWXUI/AAAAAAAAANE/b1zLsVlgb68/s320/ausente.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;___________________________________&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Uma lágrima num sabonete&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Poema escrito por uma mão inexistente&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;O futuro incerto do nascimento de uma orquídea&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Sorriso perdido numa janela desconhecida &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Útero infértil criando novas alternativas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Suspiro de saudade de um ausente&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-8843917364614181612?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/8843917364614181612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/12/coisas-que-nao-vemos-mas-nos-toca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/8843917364614181612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/8843917364614181612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/12/coisas-que-nao-vemos-mas-nos-toca.html' title='Coisas que não vemos mas nos toca'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TP11UKkDF9I/AAAAAAAAANI/Fp_tuWOGqHA/s72-c/utero.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-8384386249966170742</id><published>2010-11-27T06:14:00.000-08:00</published><updated>2010-11-28T06:54:14.634-08:00</updated><title type='text'>Aprendendo com os bambus</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; line-height: 115%; text-align: center; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%; text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; line-height: 115%; text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TPETgQRZOKI/AAAAAAAAAMk/ZI4l75jFz94/s1600/103332831.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TPETgQRZOKI/AAAAAAAAAMk/ZI4l75jFz94/s200/103332831.jpg" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;Todo tipo de radicalismo incita resistências. Empurra-se a parede enquanto a força empregada se transforma em fadiga muscular. Frequentemente atendo pessoas cansadas de tanto empurrar paredes. Para quê? Para manter sua postura. Temem fracassar na vida se não se mantiverem estáveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; line-height: 115%; text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%; text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; line-height: 115%; text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Grande parte de nossas doenças é devido ao medo. Um músculo tenso, contraído, é um músculo em prontidão. Quando o medo sai de cena os sintomas são aliviados, o corpo fica leve e se cura. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%; text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; line-height: 115%; text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Muitas pessoas são radicais e inflexíveis com suas crenças. Semana passada uma pessoa me perguntou se eu não tinha medo de minha aposentadoria. Mesmo com um milhão de reais investido e ganhando uma boa aposentadoria, ele duvida estar seguro. “Tenho medo de o dinheiro acabar”, ele me confidenciou. Perguntei a ele: "Com a sua idade e seus hábitos, você acredita que o seu dinheiro acabará?”. “Nunca se sabe”, ele coçou a cabeça. Então eu disse: “Sabe por que não acaba? Porque você não tem mais tempo de gastá-lo". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; line-height: 115%; text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; line-height: 115%; text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Se compreendêssemos que somos nós mesmos a criar a ideologia do medo o medo terminaria. Ainda resistimos em ceder a nós mesmos, resistimos pelo medo de perder as nossas ideologias. Construir muros reforçados de proteção só nos isola do aprendizado. Só aprendemos quando vivemos espontaneamente, experimentamos aquilo que outrora não conhecíamos. Se queremos conhecer o novo temos de abandonar a zona de conforto. Abrir-se para ir à busca de um novo padrão. Só mudamos ao deixarmos de lado os padrões antigos. Ao permitirmos sentir a nova experiência, sem julgá-la - ou seja, sem racionalizá-la - estaremos prontos a ver a situação com novos olhos. Aí o corpo poderá se inclinar. Isso é humildade com nós mesmos. Só mudamos quando somos humildes. Ser humilde é também uma maneira de nos curar do medo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%; text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; line-height: 115%; text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ao ver uma atitude prepotente e autoritária vejo o medo estampado no corpo dessa pessoa. Ela se fortalece na contração, sem relaxamento. Durante muito tempo a palavra "relaxada" era vista como descuidado, desleixado, irresponsável. Ainda sentimos assim, tanto é que só conseguimos relaxar em situações propícias ao relaxamento. Nunca podemos relaxar no trabalho, somente no lazer. Isso não é saudável. O relaxamento é um pré-requisito importante à qualidade de vida. Costumo ensinar aos meus pacientes que passam por situações conflituosas expirarem profundamente, mais do que inspirar. A expiração esvazia, faz ceder, liberta. Toda embarcação navega com mais desenvoltura ao estar a favor do vento. Sem vento não há mudança. Sem um respirar correto não há fluxo de transformação. Isso fica claro quando nos assustamos, ficamos em posição de inspiração, ombros rígidos, mãos fechadas de tanto socar o inimigo imaginário. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%; text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; line-height: 115%; text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; line-height: 115%; text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Mudar é difícil para quem teme se soltar: "O que será de mim se eu ceder?". Então mantem a postura. O que está "posturado" é fixo, sem movimento, sem vida. É como os abajures. Lembro-me de um amigo dizer que um dia sua tia de setenta anos bateu em sua porta e disse que vinha passar uns dias com ele. Não havia nenhum contato entre ambos. Resolveu deixá-la ficar, e ela nunca mais foi embora. Ele não tinha o que conversar com ela. Não sabia criar vínculos. Ele trabalhava muito e não percebia a presença dela. Sempre que chegava a casa à noite ela estava assistindo televisão na mesma postura. Até o dia em que ele chegou e não a encontrou na postura de costume. Ele sentiu uma grande angústia, correu para ver se algo havia acontecido com ela, e quando chegou à cozinha percebeu que ela estava simplesmente fazendo um chá. Então, ele percebeu que ela já fazia parte do mundo dele. Sigmund Freud conjecturava que a introjeção do objeto no ego facilita o abandono do mesmo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; line-height: 115%; text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; line-height: 115%; text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; line-height: 115%; text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Assim fazemos com tudo e com todos. É importante abandonar, deixar ir, para continuar. Enquanto vivemos tem de existir movimento anterior. A regra da vida é o desequilíbrio e não a postura. Mesmo que não estejamos ainda muito convictos com esses conceitos, temos de saber que o equilíbrio newtoniano está circunscrito ao mundo da matéria inerte, e não a matéria orgânica. Baseado nisso a importância de aprendermos com os bambus; temos de ser flexíveis. Os bambus se curvam ao vento para posteriormente retornarem esguios e sublimes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-8384386249966170742?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/8384386249966170742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/11/aprender-com-os-bambus.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/8384386249966170742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/8384386249966170742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/11/aprender-com-os-bambus.html' title='Aprendendo com os bambus'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TPETgQRZOKI/AAAAAAAAAMk/ZI4l75jFz94/s72-c/103332831.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-4570621248956446885</id><published>2010-11-23T06:33:00.000-08:00</published><updated>2010-11-23T06:33:39.859-08:00</updated><title type='text'>Criança desesperança</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TOvQuMMi4MI/AAAAAAAAAMU/_3m4KbjWdoY/s1600/crianca-manipulada1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="227" src="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TOvQuMMi4MI/AAAAAAAAAMU/_3m4KbjWdoY/s320/crianca-manipulada1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;O que se pode esperar do futuro de uma criança de sete anos que só pensa em comprar? O filho de minha empregada ganhou hoje um novo celular, com um plano cheio de vantagens. Ele poderá falar muito gastando quase nada. Mas aí eu pergunto, ele vai falar com quem? Bem, ele não precisa falar ao telefone. Ele pode escutar música. Mas qual a música escolher para ouvir? Tem de fazer um download na internet. Ele não sabe fazer, precisa de um computador. Então, ele fica trocando o toque de chamada. Ele repete os sons me fazendo ouvir com ele. Estou tentando me concentrar nos meus estudos, mas acabo decorando a sequência dos toques. Já sei qual será o próximo. Estou me tornando um vidente, agora acerto o futuro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Enquanto estudo mitologia primitiva me deparo com a tecnologia do futuro. A mãe manda-o estudar para os exames finais da escola. Ele liga a televisão para assistir Chaves. Eu sempre detestei esse programa idiota. Tento voltar a me concentrar nos estudos de Joseph Campbell. Por coincidência leio: “Observamos no mundo da criança, a solicitude dos pais leva à crença de que o universo é orientado para o interesse da própria criança, pronto para reagir a qualquer de seus desejos ou pensamentos”.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Nem termino de ler e ouço a mãe conversar com ele sobre as promoções da Claro, e o quanto ela conseguiu vantagens. Não tenho dúvida de que o presente dado ao filho é um troféu para a mãe. Ela venceu, conseguiu comprar, ela tem o poder das “vantagens”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;O que ela não sabe é que não está levando vantagem alguma, só educando o filho de maneira equivocada. Ela está instruindo o filho a entrar no deserto da insatisfação e, consequentemente, nas frustrações futuras. Porque se ele não puder ter os diversos produtos como celulares, computadores, videogames, e outras parafernálias tecnológicas, que foram feitas para se tornarem obsoletas em um menor tempo possível, ele se desesperará. O que ela não sabe é que essas gerigonças foram construídas para acabar logo, pois a “novidade” aguça o desejo de ter sempre um “novo aparelho”, porque ninguém quer ser ultrapassado, antiquado. Essa criança do futuro já recebeu um &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;imprinting&lt;/i&gt; da cultura do desejo à novidade, modernidade, de um mundo descartável. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Quando ele estiver mais velho, adulto, talvez ele seja um homem frustrado por não conseguir dar conta de dar aos filhos o que a mãe não conseguiu dar a ele. Porque, sem dúvida, não é só um aparelho de celular que ele quer. Ouço agora ele falando com a mãe: “No Natal quero uma moto elétrica”. Ela responde que vai ver. Ela só dará o presente que ele quer se voltar a estudar para a prova. Pronto, está feito o contrato da chantagem. Ele vai e se senta na frente da televisão para assistir um desenho animado chamado “padrinhos mágicos”. Não sei do que se trata, nem quero saber. O que sei de fato é que não consegui terminar os meus estudos. A hora passou, perdi a minha manhã. Desligo o meu celular.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-4570621248956446885?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/4570621248956446885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/11/crianca-desesperanca.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/4570621248956446885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/4570621248956446885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/11/crianca-desesperanca.html' title='Criança desesperança'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TOvQuMMi4MI/AAAAAAAAAMU/_3m4KbjWdoY/s72-c/crianca-manipulada1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-175883715423772983</id><published>2010-11-17T04:06:00.001-08:00</published><updated>2010-11-26T10:57:36.335-08:00</updated><title type='text'>Arrumar as pedras do caminho</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TPAC7vQr_UI/AAAAAAAAAMY/2OYbIr5LRI8/s1600/stones.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TPAC7vQr_UI/AAAAAAAAAMY/2OYbIr5LRI8/s320/stones.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;Ultimamente tenho estado irritado, talvez seja pela demanda de trabalho. Fim de ano chegando. A sensação é de que o peso de todo o ano vai se acumulando nas minhas costas. Não sei se todos se sentem assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;Neste ínterim, resolvi arrumar as pedras do caminho. Sim, as pedras da entrada de minha casa estavam soltas. Não chegava a ser um impedimento, mas tive de chamar um pedreiro para cimentá-las.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;Sinceramente não sei como alguém pode gostar de obras. Lembro-me de uma vizinha mais velha que dizia: "Obra é a minha vida”. Assim que ela terminava uma, resolvia desmanchar para recomeçar. Ela tinha muitas pedras soltas no caminho. Os buracos precisavam ser preenchidos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;Quem gosta de obras tem de ter os dias soltos. Eu não tenho. Mesmo quando não estou fazendo nada faço alguma coisa, e isso é tudo para mim. Tenho de me exercitar ao ócio, ele é importante. Ao lidar com pessoas mais velhas, vejo a dificuldade de muitos em aceitar não ter nada para fazer. O tempo livre é um exercício que deve ser iniciado mais cedo na vida de uma pessoa. Não aprendemos isso na escola, mas deveríamos. Muitos se sentem inúteis porque querem fazer algo, mas não sabem o quê. Não fazer é também uma ação importantíssima, pois nela podemos nos recriar, solucionar os enigmas do passado, aprender a estar sozinho. Sempre digo que estar sozinho e se sentir sozinho são coisas totalmente diferentes. Muitos se sentem sós porque rejeitam a sua própria companhia. Não aprenderam a se relacionar com elas mesmas. Por isso não concordo com a expressão: "Mente vazia, oficina do diabo". Temos sim de deixar espaços vazios para serem preenchidos com as novidades. Algo que ainda não fomos capazes de experimentar. Temos a tendência de viver anos e anos repetindo padrões conhecidos. Portanto, preencher buracos com novas experiências é um meio de criar novos espaços de pertencimento. Desse modo, a solidão não nos sufocará.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;Ontem atendi uma mulher de oitenta anos que me dizia que o insuportável na velhice é não ter nada para fazer. Ela faz crochê, mas odeia. Ela o faz para se distrair. A distração não é a melhor opção. Ao se distrair ela deixa de estar com ela mesma, para estar fora, alienada de si. Todos nós sempre estamos sozinhos, os outros são somente espelhos. Sendo assim, as pessoas com as quais convivemos são importantes, mesmo aquelas que nos irritam. Sem elas não nos conheceríamos. Elas nos dão a capacidade de nos enxergarmos melhor. A minha vizinha que gosta de obras, na verdade é o oposto de mim. Ela é uma oportunidade para eu aprender a fazer coisas que resisto em fazer e, consequentemente, sofro por isso. Ela me mostra que também sou capaz de resolver aquilo que não conheço. Uma chance de experimentar, de sair de minha zona de conforto, de abandonar a repetição de meu cotidiano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;Agora sei por que detesto ter de arrumar as pedras do caminho. Preferia nunca ter de precisar arrumar nada. Porém, a vida é mais sábia. Ela me incita ao aprendizado, me força a sair de mim para buscar novas alternativas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-175883715423772983?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/175883715423772983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/11/arrumar-as-pedras-do-caminho.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/175883715423772983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/175883715423772983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/11/arrumar-as-pedras-do-caminho.html' title='Arrumar as pedras do caminho'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TPAC7vQr_UI/AAAAAAAAAMY/2OYbIr5LRI8/s72-c/stones.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-4195667509837541577</id><published>2010-11-04T17:56:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T18:02:14.462-07:00</updated><title type='text'>Um simples gesto de retribuição</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TNNWAMQ6YYI/AAAAAAAAAMQ/3mfwn_UkA2s/s1600/Michel+Mille.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="283" px="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TNNWAMQ6YYI/AAAAAAAAAMQ/3mfwn_UkA2s/s320/Michel+Mille.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Sinto uma profunda gratidão ao me emocionar com as histórias de pessoas comuns. Elas são tão reais que sinto que somente nestas histórias posso confiar. Ser terapeuta é ter a perícia em perscrutar o background de um acontecimento revelado. Lido continuamente com o que denomino de “efeitos especiais”. A grande maioria das pessoas quer me impressionar com histórias de bondade e de grandeza, somente para acarinhar o ego delas, e serem aceitas por mim. Como terapeuta eu não julgo, pois o meu papel não é julgar, e sim ajudar a elucidar o processo de suas vidas, auxiliar na colheita dos cacos de um passado fragmentado. Contudo, eu também sinto, e prometi para mim mesmo que me permitirei sentir sempre. Não quero ser o “profissional” separado do meu eu pessoal. O que me toca de maneira inefável é algo que me faz ser melhor. Sempre digo que as pessoas que atendo me ensinaram, e continuam a ensinar, muito mais do que todos os meus estudos teóricos. Não existem autores que me façam refletir mais do que as pessoas em processo terapêutico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao me emocionar com uma história, vejo-a carregada por uma trilha sonora belíssima. É fantástico poder escutar um acontecimento passado e criar as minhas próprias imagens mentais. Eu reinvento a fala do outro para estar dentro dela. E lá eu me regozijo. Eu sempre desejei viver sonhos em estado de vigília. Nas histórias de meus companheiros de aventura terapêutica posso me sentir engrandecido. Certa vez li uma reportagem de um milionário que dizia que o maior sonho dele era poder ajudar as pessoas a serem melhores. Eu não sou nem um pouco rico, mas me sinto tão bem por poder contribuir com as pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frequentemente os meus atendimentos vêm carregados de dores e sofrimentos, sejam por um passado repleto de mágoas, sejam por situações mal resolvidas. Para quem vive uma situação difícil de ser resolvida pode parecer impossível que um dia a vida melhorará. Posso afirmar que sempre melhora. Basta ter paciência consigo mesmo. Podemos sim resolver o que se passou. Com um pouco de humildade é possível dar um novo significado ao passado, criando novas forças ao presente, e oportunidades felizes ao futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje escutei uma mulher de setenta anos de idade dizer: “Nunca fui feliz em toda a minha vida, mas na velhice sou a mulher mais feliz do mundo”. Não poderia aqui contar toda a história de vida dessa mulher, porque daria um livro inteiro. Mas, ela me revelou algo fantástico hoje:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nunca disse a ninguém o que vou contar a você. Na minha vida de casada nunca senti prazer sexual. O meu marido sempre foi um homem respeitador, me ensinou muita coisa, uma época a qual eu não sabia nada de nada. Quando ele morreu, fiquei muito triste por perder uma pessoa importante na minha vida. Nunca tivemos filhos. Mas, eu tive de seguir adiante. Anos após conheci outro homem. Ele foi a minha grande descoberta. Nunca pensei que eu ainda teria uma pessoa a quem amar. Ele foi muito mais do que eu poderia imaginar. Ele era carinhoso, e me deu algo que eu nunca podia ter imaginado. Ele conseguiu retirar meus bloqueios sexuais e, consequentemente, meus medos da vida. Ele me tornou mulher. Eu era casada, mas não era mulher. Então, certo dia, eu vi um anúncio de curso de pompoarismo no jornal. Liguei para saber o que era. A menina me respondeu que era uma antiga técnica oriental, derivada do tantra, que consiste na contração e relaxamento dos músculos circunvaginais, buscando como resultado o prazer sexual. Eu queria dar a ele o que ele me deu. Eu necessitava retribuir o bem que ele me fizera.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento vi os olhos dela&amp;nbsp;lacrimejarem. Pensei estar próximo de uma mulher que havia se preparado para o ritual do sexo sagrado (Maithuna). Desenvolvida inicialmente pelas sacerdotisas dos templos da Grande Mãe a fim de ser utilizada nos rituais de fertilidade. Ela se expressava como uma verdadeira deusa tântrica ao me contar o que era o verdadeiro orgasmo feminino. E no fim, ela me disse que ele nunca havia tido orgasmo, mas naquele dia especial ele conseguiu chegar ao verdadeiro orgasmo. “Eu consegui retribuir o grande bem que ele me fez”. Então eu perguntei: “Como você sabe?”. Ela simplesmente riu e respondeu: “Foi a primeira vez que ele gritou”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-4195667509837541577?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/4195667509837541577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/11/um-simples-gesto-de-retribuicao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/4195667509837541577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/4195667509837541577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/11/um-simples-gesto-de-retribuicao.html' title='Um simples gesto de retribuição'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TNNWAMQ6YYI/AAAAAAAAAMQ/3mfwn_UkA2s/s72-c/Michel+Mille.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-1241459535074452674</id><published>2010-11-02T05:30:00.000-07:00</published><updated>2010-11-02T06:28:46.853-07:00</updated><title type='text'>Coisas difíceis</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TNAETps9VAI/AAAAAAAAAMM/RzqODh6Wj6k/s1600/Alex+Marttunen.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" nx="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TNAETps9VAI/AAAAAAAAAMM/RzqODh6Wj6k/s320/Alex+Marttunen.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Descobrir o que já foi esquecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Levantar cedo sem ter planos para o dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Comer somente o que o organismo necessita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Silenciar na revolta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Quebrar o círculo vicioso de pensamentos obsessivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Olhar estrelas em noites de chuva passageira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Desistir de um sonho infundado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Viajar sem se cansar, mesmo em férias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Confiar em pessoas que não confiam nelas próprias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Mastigar bem os alimentos sem ficar enjoado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Aproveitar uma experiência completamente, sem perder nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Construir um império, depois derrubá-lo, para reconstruí-lo novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Rezar com convicção plena, sem divagações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Ser leve em meio à tempestade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Saber abandonar o dia anterior a cada manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Evitar dizer “eu faço”, “eu tenho”, “eu fui”, “eu sou”, dentre muitos outros eus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Livrar-se das resistências, mesmo sabendo que são elas a provocar o sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Ter o próprio sonho, sem ser influenciado por nada nem ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Diferenciar o que se pode jogar fora daquilo que sempre será seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Trocar o rolo de papel higiênico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Acreditar no impossível, sabendo que o impossível nunca pode ser pensado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Saber que a sua história não pode ser lembrada, e sim recriada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Aceitar que o que termina tem de terminar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-1241459535074452674?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/1241459535074452674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/11/coisas-dificeis.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/1241459535074452674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/1241459535074452674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/11/coisas-dificeis.html' title='Coisas difíceis'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TNAETps9VAI/AAAAAAAAAMM/RzqODh6Wj6k/s72-c/Alex+Marttunen.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-2184522841106966922</id><published>2010-10-26T15:13:00.000-07:00</published><updated>2010-11-01T07:13:07.845-07:00</updated><title type='text'>Crise da Meia-idade</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TMdRUKxlX3I/AAAAAAAAAMI/Zp9rAHaaQbQ/s1600/42-18027028.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" nx="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TMdRUKxlX3I/AAAAAAAAAMI/Zp9rAHaaQbQ/s320/42-18027028.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Quero compartilhar uma pequena entrevista com a jornalista Ana Elizabeth Diniz do Jornal &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=154864,OTE&amp;amp;busca=%22pedro%20paulo%20monteiro%22&amp;amp;pagina=1"&gt;O Tempo&lt;/a&gt; &lt;/strong&gt;sobre crise da meia-idade.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;O que você me diria sobre a crise da meia idade?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A palavra "Crise" vem do grego κrisis, cujo significado é decisão. É um momento de mudanças. O que não é fácil, pois somos resistentes em deixar nossa zona de conforto. Porém, temos de decidir qual caminho seguir. Não sabemos se a direção escolhida será melhor ou pior. Simplesmente temos de optar, e experimentar uma nova forma. A palavra "Crise", no latim, pode também significar ruptura, término de um estado para se iniciar outro. &lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Ela existe mesmo?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Experimentamos na meia-idade porque passamos a ver a vida de outro modo, passamos de um estado de perspectiva a outro. Quando criança pensamos em brincar, quando adultos somos instigados a ter maiores responsabilidades no âmbito do trabalho e da família. Ao chegarmos na meia-idade passamos a pensar a vida por outro ângulo. Não mais pensamos como pensávamos antes. Sabemos que não somos os heróis como acreditávamos ser. Nessa fase surgem outras demandas como, por exemplo, ter mais atenção à nossa própria história de vida. Ou seja, o que foi e o que poderá ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Quando ocorre?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Sobretudo quando sofremos um impasse. No momento em que temos de decidir o que fazer de nossas vidas. É comum surgir questionamentos existenciais a partir dos quarenta anos de idade. Mas isso não é uma regra, depende de como o sujeito experimenta o seu viver.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Atinge mais homens ou mulheres?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Ambos. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Dicas para evitá-la ou superá-la.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não penso que deveríamos evitar o que nos faz sentir. Pode ser difícil, ainda mais em tempos de tantas distrações. Vejo a crise da meia-idade como um chamado, uma oportunidade de se fazer uma revisão de nossa história. Aquilo que é de fato importante para nós. Por assim dizer, penso que na crise devemos ter mais consciência de quem somos e saber discernir o que é desejo e o que é necessidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-2184522841106966922?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/2184522841106966922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/10/crise-da-meia-idade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/2184522841106966922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/2184522841106966922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/10/crise-da-meia-idade.html' title='Crise da Meia-idade'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TMdRUKxlX3I/AAAAAAAAAMI/Zp9rAHaaQbQ/s72-c/42-18027028.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-5234186940449673828</id><published>2010-10-17T11:38:00.000-07:00</published><updated>2010-10-17T11:38:12.225-07:00</updated><title type='text'>Neste momento...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TLtCi44fmoI/AAAAAAAAAME/pOsMmOGDFus/s1600/yellow_parakeet_lg_clr.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TLtCi44fmoI/AAAAAAAAAME/pOsMmOGDFus/s1600/yellow_parakeet_lg_clr.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sinto uma rufada de vento. Ele tem esse propósito, acordar os sentidos. Para quem escreve, é preciso afinar o instrumento. Não se pode deixar passar um dia sequer sem escrever. Tenho vacilado nos últimos dias, pois a carga de trabalho terapêutico acaba por me levar à indolência com as palavras. São atividades diferentes, mesmo que eu as cruze de vez em quando.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Já que o vento me acordou e o pássaro cantou, então sou instigado a escrever. Costumo ouvir o canto deste pássaro, que agora me chama. Não sei se posso reconhecê-lo como amigo. Ele parece cantar a mesma canção todas as manhãs. Será que ele é sempre o mesmo? Acho que não, mas prefiro acreditar que sim. Assim tenho um amigo. Não quero discriminar os pássaros. É um amigo cuja presença me faz sentir melhor, e pronto. Essa é a finalidade dos amigos, em quaisquer situações o simples fato de sabermos que eles estão por perto já nos faz sentir apoio, amparo, conforto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Este pássaro canta a mesma canção todos os dias para mim. Ele agora está por perto, aqui no jardim, escondido por sua timidez, ou por cautela. Os animais são desconfiados. Eles têm de ser mesmo. Nunca se sabe a natureza do outro bicho. Isso me lembra de uma parábola africana que conta que havia um sapo na beira de um rio. Ele estava pronto para atravessar quando se aproximou um escorpião pedindo para que ele o ajudasse a atravessar. O sapo concordou desde que ele prometesse não picá-lo. O escorpião retrucou dizendo que ele podia ser mal, mas não era burro. Porque se ele o picasse o sapo ficaria paralisado e ambos morreriam afogados. O sapo achou lógico. Então, lá foram os dois. Assim, que o sapo estava chegando à outra margem do rio, o escorpião cravou seu ferrão nas costas do sapo. E o sapo antes de morrer perguntou a razão de ele ter feito aquilo. Ele respondeu que aquela era a natureza dos escorpiões. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A natureza nos faz agir de certo modo que nem sempre sabemos o porquê. Não tem lógica. Se houvesse, eu não assistiria a pessoas mais velhas maltratadas por seus próprios filhos, ou pais educando seus filhos a ser mesquinhos, e assim por diante. Não quero escrever sobre isso agora. Porque hoje é domingo, e estou falando de um canto amigo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Hoje é dia de ventos suaves. Nada de rajadas fortes de ventos primaveris. Hoje é domingo, quase ninguém trabalha. É um dia de silêncio. O vento não costuma trazer muitas novidades. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quero estar a favor do vento. Pois se ele soprar em minha direção, escutarei esta linda canção de um pássaro amigo, mesmo quando ele estiver distante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-5234186940449673828?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/5234186940449673828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/10/neste-momento.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/5234186940449673828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/5234186940449673828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/10/neste-momento.html' title='Neste momento...'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TLtCi44fmoI/AAAAAAAAAME/pOsMmOGDFus/s72-c/yellow_parakeet_lg_clr.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-8268001458937268823</id><published>2010-10-15T17:03:00.000-07:00</published><updated>2010-10-15T17:03:59.796-07:00</updated><title type='text'>Sintoma</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TLjrlGGYT5I/AAAAAAAAAMA/pu9arJrZdw4/s1600/imagem2.BMP" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TLjrlGGYT5I/AAAAAAAAAMA/pu9arJrZdw4/s320/imagem2.BMP" width="233" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O que é um sintoma? A etimologia da palavra “sintoma” vem do grego, que quer dizer juntar os pedaços: &lt;em&gt;sin&lt;/em&gt; (juntar) &lt;em&gt;tomo&lt;/em&gt; (pedaço). Juntar as peças de várias sinalizações orgânicas ou psíquicas, assim como num quebra-cabeças. Isso é o que eu faço no meu dia-a-dia terapêutico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria bem mais fácil se a linguagem de nosso organismo fosse linear – como eu aprendi na faculdade – Ou seja, baseado em causa e efeito, antes e depois. O tempo correndo numa direção determinada. Mas não é bem assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando pensamos num sintoma, naquilo que nos faz mal, pensamos o que o causou (passado). A linearidade tem como condição prévia a noção de tempo. Por exemplo: “Eu estou enjoado porque comi algo que me fez mal”. Simples demais. Nem sempre podemos pensar num sintoma como algo que nos provocou (passado) o mal-estar. Temos de pensar de outra maneira: “Eu não me sinto bem, então procuro algo para comer que me fará mal para justificar o meu estado”. Quantas vezes ficamos com raiva e descontamos na comida? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais fácil pensar que algo externo nos provocou algo. Aprendemos isso pela física newtoniana, não é mesmo? “A cada ação corresponde uma reação igual e oposta”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria mais verdadeiro, mais honesto com nós mesmos se soubéssemos que nada está fora. Somos nós os nossos próprios construtores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo não é partimentalizado, uma coisa depois da outra (ideia de sequência). O tempo é criação de nossa consciência lógica. O nosso modo de pensar foi produzido a partir dessa noção, mas não quer dizer que as coisas sejam assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem foi solucionado um sintoma de um paciente que há três semanas estava a incomodá-lo. Ele apresentava uma dor no ombro esquerdo (aspecto feminino), e não conseguia compreender a relação entre o ombro e o feminino. Na última semana, eu disse para ele ficar atento a qualquer figura feminina que porventura pudesse entrar em contato com ele. Então, ele abriu as portas da percepção, e naquela mesma noite recebeu a visita de uma mulher, que não o via há vinte anos. Ele tinha sido o seu primeiro amante, e não conseguia deixar de se culpar por abandoná-lo sem justificativas. Ela surgiu para justificar a sua partida. Ele a perdoou e o sintoma desapareceu por completo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer estranho, mas estamos interligados por campos morfogenéticos, como Rupert Sheldrake menciona em seus trabalhos. Campos estes que nos unem e nos fazem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca devemos deixar nada para trás. Aquilo que não resolvemos, acaba por nos cobrar uma atitude, mesmo que seja muito tempo depois. São sintomas que se revelam para nos mostrar um caminho mais justo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando resolvemos um emaranhamento relacional nos libertamos para seguir em frente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-8268001458937268823?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/8268001458937268823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/10/sintoma.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/8268001458937268823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/8268001458937268823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/10/sintoma.html' title='Sintoma'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TLjrlGGYT5I/AAAAAAAAAMA/pu9arJrZdw4/s72-c/imagem2.BMP' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-4243078632062461111</id><published>2010-09-28T07:52:00.000-07:00</published><updated>2010-09-28T07:52:26.644-07:00</updated><title type='text'>Palestra Relacionamento</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TKIAeeUG9_I/AAAAAAAAAL8/QZ8HiznJr7E/s1600/dali_disappears.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TKIAeeUG9_I/AAAAAAAAAL8/QZ8HiznJr7E/s200/dali_disappears.jpg" width="181" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-size: 16px; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Palestra Relacionamentos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 16px; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Pedro Paulo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;Monteiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;-&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;dia 21/09/&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;2010.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 16px; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 16px; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Texto baseado nas anotações dos participantes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 16px; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; margin-top: 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 16px; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; margin-top: 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 16px; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; margin-top: 0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;G&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;ostaria de abordar três&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;tópicos importantes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;sobre relacionamento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 16px; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; margin-top: 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 16px; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Primeiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Toda relação é caminho de mão dupla&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;Não existe relação sem cumplicidade. É na relação que flui a energia entre o EU e o OUTRO. Portanto, o princípio dialógico tem de existir para que haja relacionamento.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Apesar de hoje em dia o diálogo estar escasso, em que só o monólogo tem importância. (&lt;a href="https://docs.google.com/Doc?docid=0AZzkfIpll-ynZGZ0a2ttcHhfNDVjZmRzZm5xcQ&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;leia mais&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-4243078632062461111?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/4243078632062461111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/09/palestra-relacionamento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/4243078632062461111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/4243078632062461111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/09/palestra-relacionamento.html' title='Palestra Relacionamento'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TKIAeeUG9_I/AAAAAAAAAL8/QZ8HiznJr7E/s72-c/dali_disappears.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-2264397419903353508</id><published>2010-09-25T08:23:00.000-07:00</published><updated>2010-09-25T08:25:50.681-07:00</updated><title type='text'>Prepare as malas para partir</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TJ4RRRsPXOI/AAAAAAAAAL4/0_v4QzAEDIU/s1600/dali_ballerina.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" px="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TJ4RRRsPXOI/AAAAAAAAAL4/0_v4QzAEDIU/s320/dali_ballerina.jpg" width="248" /&gt;&lt;/a&gt;Ninguém acredita que vai morrer, a não ser que haja uma ameaça iminente. Ou porque se está doente, ou porque tem muita idade. Estar doente não quer dizer que se vai morrer. Muitos conseguem sobreviver aos diagnósticos mais terríveis. Estar muito velho também não significa nada, pois ao nascer já estamos velhos o suficiente para morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde muito cedo carrego a ideia de minha morte, e aprecio exercitar o desapego. Não me acho insubstituível no palco da vida. Percebo que sou um ser em andamento, no caminho de minha finalização. Até quando, não me preocupo. Um dia a finalização da obra da vida se completa e as cortinas se fecham. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre digo às pessoas com as quais me relaciono terapeuticamente: “Perde-se o corpo, mas não se deve perder a dignidade”. A dignidade permanece, mesmo ao sairmos de cena. Temos de deixar bons exemplos para os outros, principalmente aos mais jovens. Porque assim estamos consolidando algo maior, a criação de bons modelos para o mundo. Temos de pensar nisso, para que os outros possam realizar o que muitas vezes não fomos capazes de fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem disse a uma mulher de oitenta anos: “Prepare a mala para partir”. Pode parecer estranho dizer isso, mas quando nos preparamos para morrer nos preparamos para viver. Jung dizia: “Um velho que não consegue se despedir da vida parece tão débil e doentio quanto um jovem que é incapaz de abraçá-la”. Ela, na verdade, tem muita dificuldade em se desapegar das coisas, e das pessoas. Ela sofre com os excessos, e com acúmulos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem também atendi a um homem velho que tem uma aparência muito mais jovem para a idade dele. Ao olhar para ele via o modelo sonhado por muitos, numa sociedade que adora consumir superficialidades. Ele tem um corpo que não se desenvolveu. Não conseguiu crescer como pessoa. Nunca teve um relacionamento com uma mulher, ainda é virgem, e sempre viveu sozinho. Sendo ingênuo e receoso, ele não suporta estar ao lado das pessoas. Como ele mesmo diz: “Sempre fui egoísta, porque nunca tive de repartir nada com ninguém”. Ele nunca ambicionou crescer, e só agora aos sessenta e cinco anos de idade resolveu viver, porque se viu ameaçado pela morte. Isto é, a morte lhe trouxe a oportunidade de pensar em começar a vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses duas histórias mostram que vivemos uma ambiguidade. Na história dela, a incapacidade de se desapegar antecipa a morte pela doença, provocada pela resistência e sofrimento. Na história dele, a morte anunciada dá chances para ele começar a viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, só não se&amp;nbsp;pode demorar, pois a vida&amp;nbsp;tem o&amp;nbsp;seu tempo próprio, como&amp;nbsp;pode ser visto&amp;nbsp;no vídeo abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-5cf1f76785c2e334" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v9.nonxt4.googlevideo.com/videoplayback?id%3D5cf1f76785c2e334%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331483353%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D5FC6251BE12AA80E8235763DF22D7D32FD5BFAA.46D141103E66BE4D87006AE4FCB492413E5575AA%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D5cf1f76785c2e334%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3Dj-uG8VkL2gE7kZgYbXdAxY8U088&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v9.nonxt4.googlevideo.com/videoplayback?id%3D5cf1f76785c2e334%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331483353%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D5FC6251BE12AA80E8235763DF22D7D32FD5BFAA.46D141103E66BE4D87006AE4FCB492413E5575AA%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D5cf1f76785c2e334%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3Dj-uG8VkL2gE7kZgYbXdAxY8U088&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-2264397419903353508?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/2264397419903353508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/09/prepare-as-malas-para-partir.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/2264397419903353508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/2264397419903353508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/09/prepare-as-malas-para-partir.html' title='Prepare as malas para partir'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TJ4RRRsPXOI/AAAAAAAAAL4/0_v4QzAEDIU/s72-c/dali_ballerina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-1217746300748825198</id><published>2010-09-18T08:43:00.000-07:00</published><updated>2010-09-18T08:43:45.076-07:00</updated><title type='text'>Podemos mudar nossas escolhas passadas?</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TJTdz0QApkI/AAAAAAAAALs/RuDZXMp6ZLA/s1600/yer003.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TJTdz0QApkI/AAAAAAAAALs/RuDZXMp6ZLA/s200/yer003.jpg" width="141" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Muitas vezes não sabemos por que razão nós tomamos determinada atitude, por que escolhemos uma coisa ao invés de outra. E se tivéssemos tomado outro caminho, feito outras opções, a vida teria sido melhor? Esse dilema é enfrentado por todos nós em uma determinada época da vida. Quanto mais vivemos mais tempo deixamos para trás. Isso não é problema. O verdadeiro problema é quando ele se torna culpa – uma espécie de nostalgia maligna que nos atormenta e nos impede de continuar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Na semana passada, escutei uma pessoa me dizer: “Se eu tivesse me casado com a minha primeira namorada ao invés de ter me casado com a minha esposa, eu teria sido mais feliz”. Eu perguntei: “Como pode afirmar isso?”. Ele respondeu: “Hoje a minha primeira namorada é uma mulher mais bonita que a minha esposa”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Será que a beleza física por si só pode ser fator determinante de felicidade? Eu não acredito nisso, mas somos sim influenciados o tempo todo a pensar dessa maneira. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Expliquei a ele que a beleza física sempre foi pensada como sendo o bom e o verdadeiro. Se ele estava insatisfeito com o casamento não significava que sua escolha havia sido ruim, até mesmo porque ele já tinha tido várias recompensas em seu relacionamento de anos. Então eu perguntei sobre a esposa dele. O que ela tinha de bom e verdadeiro. Ele enumerou vários atributos positivos dela. Em seguida, perguntei sobre os atributos positivos de sua primeira namorada. Ele não soube me dizer, porque não tinha tido contato com ela desde a adolescência. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Ele permaneceu pensativo durante algum tempo, e de repente me disse que não sabia o porquê de ter falado aquilo. Ele estava confuso e envergonhado por ter pensado daquela maneira sobre a esposa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Enfim, eu disse que não sabemos por que nos apaixonamos por alguém, por que escolhemos construir uma família, e decidimos ter filhos. Somos guiados por algo que vai além de nós mesmos. Somos guiados por nossos genes, cultura, aprendizado social. O que fazemos sempre tem um sentido, mas nem sempre sabemos encontrar respostas que justifiquem os nossos atos. O mais importante é saber reconduzir a nossa maneira de pensar no presente, e não elucubrar o passado. O que se foi já nos marcou, mas o que virá é uma decisão presente. Não devemos repetir padrões, e repeti-los nada mais é do que ficar nos culpando com as escolhas feitas. Somos seres altamente dinâmicos e, portanto, mutáveis. Nossa escolha presente determinará o nosso futuro, mas também ressignificará o nosso passado. Sendo assim, o ato de mudança de toda a nossa história é feito neste momento, aqui e agora. Pois, o tempo nos pertence. Cabe a nós decidir ter uma compreensão mais amável de nossa história de vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-1217746300748825198?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/1217746300748825198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/09/podemos-mudar-nossas-escolhas-passadas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/1217746300748825198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/1217746300748825198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/09/podemos-mudar-nossas-escolhas-passadas.html' title='Podemos mudar nossas escolhas passadas?'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TJTdz0QApkI/AAAAAAAAALs/RuDZXMp6ZLA/s72-c/yer003.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-4738660756155469906</id><published>2010-09-07T06:43:00.000-07:00</published><updated>2010-09-07T06:43:40.688-07:00</updated><title type='text'>Por que caminhar sem caminho?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TIY-oaxZhMI/AAAAAAAAALk/lhG-U9Hskos/s1600/200018877-001.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TIY-oaxZhMI/AAAAAAAAALk/lhG-U9Hskos/s200/200018877-001.jpg" width="186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;É dia de sol tímido, frescor no asfalto, frutas frescas na feira, roupas leves, pessoas andando na rua em busca do desfile dos colégios. Hoje é dia da independência, mais um feriado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É&amp;nbsp;um bom dia para fazer uma caminhada. Nunca é tarde para colocar o corpo em movimento. Há muito não coloco o meu corpo para dar passos sem destino, sem objetivos de chegada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer caminhada é ir a um não-lugar, sem planos de ida. A caminhada serve apenas para o corpo se cansar, queimar aquelas calorias acumuladas pela lasanha da noite anterior. Colocar o coração para bater mais forte, para assim, quem sabe, poder ouvi-lo melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo se desenvolve com o envolvimento de quem o tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a caminhada não é para todos, porque nem todos buscam a satisfação de simplesmente andar na rua, então por que razão caminhar? Muitos caminham com a esperança de que terão um corpo mais aceito para os olhares alheios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu pudesse ter um corpo ideal que corpo eu teria? Não tenho resposta. É uma estupidez querer ter um corpo que não é o meu. Não saberia movê-lo. Seria um homem paralisado. Não saberia contrair músculos que não me pertencem. Sem falar na maldade de incorporar o corpo do outro, que perderia o próprio corpo, para satisfazer&amp;nbsp;desejos de quem não se esforçou para tê-lo. Ter um corpo estático, para fotografia, não é tarefa fácil. É necessário muito esforço e privações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu pensar naquele modelo de corpo televisivo que se mostra agradável aos olhares dos outros, eu entendo que a vontade de ter um corpo assim não é para ter um corpo somente, e sim para ser aceito pelo olhar do outro. Então, o desejo está em obter aceitação para amenizar uma carência. Nada tem a ver com o corpo, e sim porque muita gente acha bonito aquilo que se mostra na mídia. Em suma, o corpo ideal é uma ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra argumentação para fazer uma&amp;nbsp;caminhada é melhorar o funcionamento do organismo. Se o organismo não é uma máquina, então ele não pode&amp;nbsp;funcionar. Se fosse assim, seria fácil trocar o pneu tala larga substituindo-o por pneu biscoito. Não precisaria tanto esforço, bufar e suar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu corpo, assim como o seu também, é um organismo vivo que se constrói e se desconstrói baseado nas experiências vividas. Ele não ficará mais magro&amp;nbsp;e mais bonito só porque andou durante quarenta minutos trotando nos paralelepípedos da cidade, ultrapassando obstáculos criados pela negligência dos políticos. Então, por que caminhar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu quisesse contemplar os ipês amarelos, lobélias azuis, begônias, os lírios. Para que estas flores me renovassem a esperança do renascimento e dos ciclos da natureza que habitam em mim, aí sim eu&amp;nbsp;teria um sentido para caminhar. Contudo, sair&amp;nbsp;somente para aquecer as gorduras indesejáveis&amp;nbsp;a fim de&amp;nbsp;que elas derretam com o suor do esforço, só de pensar nisso já fiquei cansado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso decido não sair de casa. Isso já me satisfaz. Quero apenas curtir o dia de minha independência de pensar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-4738660756155469906?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/4738660756155469906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/09/por-que-caminhar-sem-caminho.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/4738660756155469906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/4738660756155469906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/09/por-que-caminhar-sem-caminho.html' title='Por que caminhar sem caminho?'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TIY-oaxZhMI/AAAAAAAAALk/lhG-U9Hskos/s72-c/200018877-001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-8271239165158688462</id><published>2010-08-24T10:19:00.000-07:00</published><updated>2010-08-25T04:50:19.818-07:00</updated><title type='text'>Sinto saudade de nossas conversas</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/THP-iowlOFI/AAAAAAAAALU/Uqb2QXymPeE/s1600/alfredo_castaneda_believer.bmp" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" ox="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/THP-iowlOFI/AAAAAAAAALU/Uqb2QXymPeE/s200/alfredo_castaneda_believer.bmp" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Quando escrevo uma história me apodero do outro. Então, de quem passa a ser a história? Ela se perde como história única de quem a viveu, e se torna a história de quem a lê.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;A memória é uma capacidade psíquica complexa. Por um lado, depende da natureza da informação sensorial. Por outro, como a informação é percebida pelo cérebro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O cérebro ao elaborar a informação sensorial não a traduz como ela é. A informação deixa de ser como ela é para fazer parte daquilo que o cérebro é em sua totalidade. Ou seja, de como ele se organizou ao longo do tempo. Nessa perspectiva, sem dúvida, somos as nossas sinapses, e é nelas que contêm a nossa história autobiográfica, recheada de crenças, conceitos, expectativas, e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu perguntar qual a cor dos olhos de sua mãe, será fácil dizer a cor, mas não tão fácil definir com exatidão como os olhos dela são. Lembramos, mas mudamos a todo instante aquilo que evocamos da memória. Por isso, somos seres altamente reinventivos. Nossas experiências anteriores nos conduzem a maneiras de perceber o mundo aqui e agora. A percepção presente precisa fazer comparações com o formato básico de uma lembrança. Por isso, uma memória não é um arquivo morto ou um armazém de lembranças. A memória nos auxilia a montar novas cenas. Quem faz isso é uma pequena área do cérebro chamada hipocampo. Ele tem esse nome porque sua estrutura se parece com um cavalo marinho, o que, aliás, nunca achei assim tão parecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo pesquisas neurocientíficas é o hipocampo que monta as memórias de curta-prazo em memórias de longo-prazo, mantidas em diferentes regiões do neocórtex (área mais superficial do cérebro). Literalmente o hipocampo transforma o desconhecido em conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Quando o hipocampo fica comprometido por uma doença degenerativa, como no caso da doença de Alzheimer, a pessoa não consegue formar novas memórias. É por isso que essas pessoas conseguem se lembrar de antigas memórias (mantidas no neocórtex), mas não conseguem lembrar daquilo que comeram no almoço. E não é só isso. Dependendo do dano provocado no hipocampo as próprias memórias antigas começam a ficar comprometidas. Porque nossas lembranças precisam de alimentação contínua, caso contrário elas se dissolvem, se tornando outras memórias. Ou seja, elas são reinventadas por inverdades.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Se você não consegue dizer qual a cor e os detalhes dos olhos de sua mãe, é só ir até a cozinha e pedir a ela para olhar para você. Acenda a luz e veja o rosto de sua mãe mais de perto. Pronto, você reforçou sua memória com a imagem atual. Agora ela possui mais detalhes que antes. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Talvez você possa fazer isso, porque sua mãe está na cozinha. No meu caso isso seria impossível, pois a minha mãe já faleceu há mais de dez anos. A única lembrança mais marcante que tenho dela, com relação aos seus olhos, é a permanência solitária de seus óculos na estante da sala, logo após o funeral. Essa imagem ficou indelével em mim. Ela nunca retirava seus óculos, a não ser quando fotografada.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Nunca poderei saber com exatidão a cor dos olhos de minha mãe. Posso dizer apenas que eram pretos. Não, acho que eles eram castanhos escuros. Definitivamente não sei.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Passei tantos anos ao lado dela sem nunca reparar seus olhos. Talvez, isso não seja verdadeiro. Porventura, a minha memória esteja agora pregando peças em mim. Como não tenho novas sensações para reforçar as minhas redes neurais, a fim de preservar uma lembrança, a imagem de minha mãe se desvaneceu no meu tempo. A imagem dela desaparece aos poucos de minha história pessoal, para somente se tornar um conceito fugaz.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Ontem conversava com um paciente cujo marido está demenciando a passos largos. Eles vivem juntos há mais de cinquenta anos. Um relacionamento homossexual bem-sucedido. Ele me disse que a maior saudade que tinha de seu companheiro era de suas conversas. Ele me relatou emocionado: &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;“&lt;em&gt;Sentar e tê-lo ao lado. Simplesmente tê-lo ao lado para ouvir o que ele tinha para mim. O que mais sinto falta é de nossas conversas. Hoje tenho um estranho ao meu lado, como também sou um estranho para ele. Não nos reconhecemos mais. Como sinto falta de nossas conversas. Nunca vou me recuperar&lt;/em&gt;.”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato nunca podemos nos recuperar de uma lembrança perdida. A maior tristeza de uma doença degenerativa cerebral é que ela devora a identidade da pessoa em vida. A demência deste homem devastou sua autobiografia, retirando do parceiro a capacidade de reconhecer (conhecer de novo) todas as situações que juntos foram vivenciadas. O que significa uma lembrança vivenciada por duas pessoas em que somente um pode evocá-la? O que permanece na memória de um sem o consentimento do outro é letra morta, é navio sem rumo, escuridão sem promessas de luz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-8271239165158688462?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/8271239165158688462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/08/sinto-saudades-de-nossas-conversas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/8271239165158688462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/8271239165158688462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/08/sinto-saudades-de-nossas-conversas.html' title='Sinto saudade de nossas conversas'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/THP-iowlOFI/AAAAAAAAALU/Uqb2QXymPeE/s72-c/alfredo_castaneda_believer.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-37544097359484951</id><published>2010-08-13T15:55:00.000-07:00</published><updated>2010-08-13T15:55:47.174-07:00</updated><title type='text'>Reverência ao feminino</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TGXM9y190hI/AAAAAAAAALM/LLzWXVGgENM/s1600/Alfred+Gockel+4.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TGXM9y190hI/AAAAAAAAALM/LLzWXVGgENM/s320/Alfred+Gockel+4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Atualmente as mulheres parecem carregar um dispositivo em suas bolsas que toca um alarme ao se sentirem ameaçadas em perder sua posição masculina. Elas estão abandonando algo, que por incrível que pareça, muitos homens tentam resgatar, o pólo feminino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu conheço muitas mulheres que não sabem ser mulher. São mães dedicadas, profissionais competentes, excelentes educadoras, cuidadoras exemplares. Porém, perderam a potência feminina, ou mesmo nunca tiveram. Ser mulher não é ser menor. É ser um manancial de fecundidade de possibilidades sensíveis. O que tanto o mundo necessita urgentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós, homens e mulheres, devem preservar o pólo feminino. Ele nos anima como nos incita ao belo e a poesia, ao sensível criativo, ao romance fluído, ao amor sem apego. O pólo masculino é ação, enquanto o feminino é comunhão. Um interdepende do outro. São complementares e fundamentais aos princípios morais. Um gera o movimento, o outro comunga, reverencia e se abre ao sagrado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é por acaso que o mundo está tão doente. Não equilibrar os dois pólos é estar fragmentado, partido, infeliz porque incompleto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;O feminino é entrega, é deixar-se ir sem controle (rolar contra), abrir os braços em cruz e compreender que existe uma sabedoria maior a nos direcionar. Não há dúvida de que o sofrimento é resistência e ignorância.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;A potência está latente nas mulheres, mas elas a encobrem com receio de serem submissas. Ninguém pode subjugá-las se assim elas não quiserem. Portanto, para isso, não é preciso manter a força externa, a resistência, a brutalidade. Isso é ser desvairado, pernicioso com um princípio maior. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Todos nós transitamos entre os dois pólos em busca de uma individuação, o centro de si-mesmo. Só no centro reverenciamos a nós mesmos como indivíduos de valor. Indivíduo é aquele que não se divide, e não se corrompe enquanto for inteiro, único e, porquanto, saudável.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O feminino é colocado à parte, e as mulheres se defendem com couraças de proteção. Sofrem as dores por estarem protegidas no pólo masculino, e o desejo se torna somente narcísico. Essas mulheres se acham suficientes enquanto alquebradas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alma feminina sempre terá o seu lugar enquanto houver bondade, verdade e beleza autêntica. As mulheres precisam resgatar o pólo perdido, porque só assim elas poderão renascer como seres iluminados. &lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-37544097359484951?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/37544097359484951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/08/reverencia-ao-feminino.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/37544097359484951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/37544097359484951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/08/reverencia-ao-feminino.html' title='Reverência ao feminino'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TGXM9y190hI/AAAAAAAAALM/LLzWXVGgENM/s72-c/Alfred+Gockel+4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-5350815498514295643</id><published>2010-08-08T06:23:00.001-07:00</published><updated>2010-08-08T06:24:30.579-07:00</updated><title type='text'>O olho do furacão</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TF6vmxnFheI/AAAAAAAAALE/seL2VGICncQ/s1600/Hidden%252BMan.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="276" src="http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TF6vmxnFheI/AAAAAAAAALE/seL2VGICncQ/s320/Hidden%252BMan.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Como é triste para aqueles que conseguem ver por detrás daquilo que os outros somente enxergam. Para muitos é um dom, mas o outro lado da moeda é a maldição. É sofrido ter olhos que veem a compleição desnudada dos fatos, sem maquiagem ou retoques. É como ter sede no deserto, avistar um oásis, e saber que não adianta seguir até lá para se saciar. &amp;nbsp;&amp;nbsp;Este olhar enxerga a paisagem carcomida pelas inverdades e ilusões. Vê como as pessoas interpretam papéis, constroem ideologias para suportar o intento de vida. Se isso é dom não sei, porém é deveras condoído. Quem aceita estar numa vida sem sabor (sabedoria) é porque se contentou com as migalhas. Não são quaisquer migalhas, são migalhas recondicionadas pelo aprendizado social. Seria tão bom ter uma rede de relacionamentos autênticos. Todavia, não se pode ter o que este olhar recusa. Não adianta nenhuma tentativa de evasiva, dele nada se esconde.&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O melhor portanto é praticar a compaixão, não a tolerância. Porque tolerar é fingir, cair no desespero da cegueira consciente. Com os anos passamos a não esperar nem desesperar, e o tédio nos sobrepõe por pensar assim. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;As pessoas ao meu lado que não temem o meu olhar, não temem porque finjo. Aprendi a interpretar a história de felicidade autêntica para sobreviver. Quem tudo vê também tem de aprender a se calar. Queria gritar a minha verdade, mas não seria com generosidade. Assim, não vale a pena. Ninguém quer debater conteúdos, apenas ficar nos rótulos. Ser simples não é o mesmo que ficar na superfície. Mas, para estar em companhia dos outros é preciso subir à superfície, pois quem muito fica nas profundezas também se perde. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-5350815498514295643?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/5350815498514295643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/08/o-olho-do-furacao_08.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/5350815498514295643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/5350815498514295643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/08/o-olho-do-furacao_08.html' title='O olho do furacão'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TF6vmxnFheI/AAAAAAAAALE/seL2VGICncQ/s72-c/Hidden%252BMan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-512737853235915148</id><published>2010-07-31T12:51:00.000-07:00</published><updated>2010-07-31T12:58:49.484-07:00</updated><title type='text'>Cabelo vem lá de dentro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TFSAKWLHv8I/AAAAAAAAAK0/dT_JEbKn5KA/s1600/200180746-001.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TFSAKWLHv8I/AAAAAAAAAK0/dT_JEbKn5KA/s320/200180746-001.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Como é difícil para as mulheres domar os próprios cabelos. Eles parecem exercer certo poder sobre a cabeça delas, como se tivessem vida própria, tornando-as escravas de seus caprichos. Será que há alguma substância nas tintas ou produto químico nos cremes que muda a dinâmica das sinapses cerebrais? Se o cabelo está bonito, e agrada aos olhos dos homens, ainda assim elas acreditam que precisam melhorar. A tração mecânica da escova e o excesso de calor do secador e da chapinha poderia ser a causa para tamanha desconfiança da própria beleza? Será que de tanto puxar os cabelos a neurose acaba por sair da cabeça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher mais velha detona os cabelos com muito mais frequência do que as mais novas. Elas querem encontrar um jeito de estarem bonitas, ou melhor, de estarem no páreo com as outras mulheres. Elas arrumam tanto os fios que acabam ficando esquisitas, nada sensuais. Para os homens o cabelo é somente um complemento na totalidade da beleza natural de uma mulher. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frequentemente escuto reclamações de que os maridos não elogiam os cabelos delas. Uma vez escutei: “Passei horas no salão, quase morrendo intoxicada com o forte cheiro do formol, me sacrificando na escova progressiva, para ele nem olhar”. Sim, porque quem olha detalhes dos cabelos alisados não é homem, só cabeleireiros ou outras mulheres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher quer ficar bonita para as outras mulheres, nunca para os homens. O homem é somente um ideal para elas. Isso porque elas temem a rejeição por parte do grupo no qual convivem. O que não percebem é que não adianta forçar o homem a gostar dos cabelos. Ele vê beleza no contexto. Ele olha a floresta no todo, não fica obcecado por uma única árvore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu confesso que a mulher mais velha arma tanto o cabelo que fica totalmente imperfeito, enquanto feiura. Por que imperfeito? Porque não faz parte do todo natural dela. Mulher exageradamente produzida é mulher feia, sem autenticidade. Sempre que vejo uma mulher assim fico imaginando como ela ficará após acordar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia fui num casamento e vi um monte de Mulheres Robocop. Mulheres mais velhas, sem coordenação motora, sem leveza pelos vestidos armados, pintadas artificialmente, cheias de laquê. Elas ficam como estátuas. A regra é não se mexer. O pior de tudo é quando decidem dançar. O chão estava úmido e muitas acabaram na lona. Contudo, nada que algumas doses de uísque não pudessem dar um jeito, apagando a lembrança no dia seguinte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que as mulheres se preocupam tanto com os cabelos? A resposta é simples. Elas têm medo de serem julgadas pelas outras. As pessoas adoram dizer que suas atitudes não têm nenhuma influência do meio, nem tampouco dos outros. Mentira! Como bem disse Sartre: “Sou possuído pelo outro: o olhar do outro estrutura o meu corpo na sua nudez, o faz nascer, o esculpe, o produz como ele é, o vê como jamais o verei. O outro detém o segredo daquilo que sou.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro &lt;strong&gt;A beleza do corpo na dinâmica do envelhecer&lt;/strong&gt; escrevi que a verdadeira beleza é inefável. Ela está no sentimento da perplexidade. É como ouvir uma linda melodia pela primeira vez cuja sonoridade em si nada diz, porque não é para ser dita. Porém suscita movimento em quem ouve, fazendo-o sentir no corpo a verdadeira beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda prefiro os cabelos das pessoas mais simples. Eles são verdadeiros e, portanto, mais belos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-512737853235915148?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/512737853235915148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/07/cabelo-vem-la-de-dentro.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/512737853235915148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/512737853235915148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/07/cabelo-vem-la-de-dentro.html' title='Cabelo vem lá de dentro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TFSAKWLHv8I/AAAAAAAAAK0/dT_JEbKn5KA/s72-c/200180746-001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-391155793325379019</id><published>2010-07-23T16:07:00.000-07:00</published><updated>2010-07-23T16:16:02.409-07:00</updated><title type='text'>Projeção ou realidade?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TEoflMlfivI/AAAAAAAAAKg/SkyhvGo148M/s1600/Eva+Hesse+cortesia+Robert+Miler+Gallery,+Nova+York.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" hw="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TEoflMlfivI/AAAAAAAAAKg/SkyhvGo148M/s200/Eva+Hesse+cortesia+Robert+Miler+Gallery,+Nova+York.jpg" width="151" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Projeção em psicologia significa uma maneira de nos defender de pensamentos indesejáveis, ou mesmo inaceitáveis. Sendo assim, projetamos aquilo que não queremos ver em nós nos outros. Criamos uma ideologia para as nossas convicções, preservando o conteúdo psíquico reprimido. É uma espécie de gaiola onde mantemos os nossos passarinhos pretos (Black Birds). Ao mesmo tempo em que queremos ter a liberdade para eles, temos receio de que outros os vejam voar. É um sentimento tão contraditório que preferimos uma explicação plausível para eles. Encarar as nossas dificuldades é mais complicado do que empurrá-las para debaixo do tapete. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Culpar os outros, por exemplo, pode ser um tipo de projeção. Pois, culpamos alguém pela dificuldade em ver o nosso próprio fracasso. Em tal caso, evitamos o desconforto em ver em nós a falta e, sendo assim, mantemos o problema no inconsciente, pronto a ser projetado no primeiro que tiver uma situação semelhante à nossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, percebi uma de minhas projeções. Afinal, todas elas são inconscientes e só podem se tornar conscientes quando somos honestos com nós mesmos. Mais uma vantagem de envelhecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou exemplificar com um exemplo próprio: &lt;br /&gt;Semana passada eu fiquei sabendo que o meu enteado, casado há três anos com uma mulher com um filho do primeiro casamento, resolveu ir embora para outro país. A desculpa dele é de que precisa construir a sua vida profissional. Independentemente de eu saber o porquê de sua dificuldade relacional logo eu o julguei, dizendo que&amp;nbsp;era uma irresponsabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu não estava percebendo era que eu tive a mesma situação relacional com a mãe dele. Quando eu tinha 19 anos de idade, comecei a namorar a minha atual esposa. Ela tinha dois filhos pequenos, e eu tive de enfrentar muita dificuldade em assumir aquelas duas crianças, hoje adultas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele está repetindo a mesma história, e decidiu seguir sozinho. Talvez, eu não quisesse assumir uma separação na época&amp;nbsp;e ir embora. Não me arrependo do que vivi. Porém, nada sabemos do que pode ser melhor ou não. Todas as decisões têm suas consequências. Espero que ele esteja certo, e eu também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos de inconsciente a vida nem sempre é tão romântica como é para o consciente. Criamos ilusões, justificativas e adornos para nos sentirmos bem. Hoje, vejo que talvez ele esteja no caminho de sua autodescoberta, porque casar-se com alguém que já possui uma história familiar não é uma situação tão fácil assim, existem muitas personalidades envolvidas, interesses diversos. Nunca sabemos ao certo se pertencemos mesmo à família que criamos, ou se somos apenas um apêndice. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acredito que ele não esteja totalmente consciente de sua decisão, mas os passos a seguir têm de ter seu sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto muito em julgá-lo por não assumir a família a qual ele se agrupou, mas as direções são muitas, e todas com um significado próprio. E, quem somos nós para julgar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-391155793325379019?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/391155793325379019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/07/projecao-ou-realidade.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/391155793325379019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/391155793325379019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/07/projecao-ou-realidade.html' title='Projeção ou realidade?'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TEoflMlfivI/AAAAAAAAAKg/SkyhvGo148M/s72-c/Eva+Hesse+cortesia+Robert+Miler+Gallery,+Nova+York.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-3840633997683775676</id><published>2010-07-22T16:27:00.000-07:00</published><updated>2010-07-22T16:27:02.849-07:00</updated><title type='text'>Emoção é ter razão</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TEjTkwzOb8I/AAAAAAAAAKY/gDq9JYVv6ZI/s1600/Iris+-+JPL.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hw="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TEjTkwzOb8I/AAAAAAAAAKY/gDq9JYVv6ZI/s320/Iris+-+JPL.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Hoje fiquei emocionado em um de meus atendimentos. Isso tem se tornado cada vez mais frequente. Acho que estou perdendo o pudor em me emocionar. Acredito que envelhecer bem é assumir os próprios sentimentos, e permitir o fluxo natural da emoção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emocionei-me com um relato de um homem sobre o seu pai, o qual já estava com noventa anos quando começou a demenciar. Já não conseguia conhecer as pessoas, somente o seu filho. Um dia, ele confessou a ele que o único medo que tinha era de que alguém roubasse os seus versos. O homem era um poeta, é claro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na velhice, é comum a avareza. E muitos que demenciam sentem medo de perder dinheiro, ou serem surrupiados por outros. Ficam assombrados pela ilusão da falta, e a incerteza de perder o controle. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este homem não teve um fim melancólico, pois o seu único medo era perder a poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois meses depois, ele morreu em casa em silêncio, tranquilo, porque havia encontrado o segredo da transcendência na sua própria poesia. Por isso, me senti grato mais uma vez por poder ter a oportunidade do belo, da capacidade de querer o melhor para mim e para todos que buscam a poesia da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-3840633997683775676?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/3840633997683775676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/07/emocao-e-ter-razao.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/3840633997683775676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/3840633997683775676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/07/emocao-e-ter-razao.html' title='Emoção é ter razão'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TEjTkwzOb8I/AAAAAAAAAKY/gDq9JYVv6ZI/s72-c/Iris+-+JPL.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-3928775243733616216</id><published>2010-07-18T07:30:00.000-07:00</published><updated>2010-07-18T07:30:33.534-07:00</updated><title type='text'>Como você lida com a adversidade?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TEMPu-Z28lI/AAAAAAAAAKQ/kEV69RIgLp0/s1600/(5).jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hw="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TEMPu-Z28lI/AAAAAAAAAKQ/kEV69RIgLp0/s320/(5).jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez escutei uma história asiática que é mais ou menos assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem do campo enfrentava muitas dificuldades. Tudo o que ele tentava fazer para melhorar sua vida acabava por dar errado. Quando um problema era resolvido, logo outro surgia. Ele estava cansado de tanto lutar sem tréguas. Desesperado com as agruras de sua vida decidiu ir ao encontro de um sábio no alto da montanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que chegou, surgiu do fundo da caverna um velho. Eles se cumprimentaram e entraram. Lá dentro, o velho pôs-se a escutar as queixas e lamentações do homem. Assim que houve uma pausa, o velho levantou-se e pegou três panelas com água, colocando-as no fogo para ferver. Pegou um ovo, uma cenoura e algumas folhas de chá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem estava confuso com aquela atitude, mas pacientou-se. Quando a água começou a ferver, o velho colocou o ovo na primeira panela, a cenoura na segunda, e as folhas de chá na terceira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho então pediu ao homem que jogasse a água fora e experimentasse o ovo. Ele quebrou a casca e comeu o ovo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O que você sente? – perguntou o velho. O homem respondeu que não sabia o que ele queria com aquilo. E o velho pediu que o homem experimentasse a cenoura e, por último, o chá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O que você sente? – perguntou novamente. Ele respondeu que o ovo estava duro, a cenoura mole demais, mas o chá era delicioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o velho sábio explicou: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A água fervente representa a adversidade. Ela é a mesma com as três coisas, porém cada uma reagiu de maneira diferente. O ovo era frágil, com uma casca fina para proteger o seu interior. Com a água fervente ele endureceu. A cenoura era forte e rígida, mas amoleceu, ficando fácil de cortar. E as folhas de chá, entretanto, mostraram um comportamento singular: depois de passarem alguns minutos na água fervente, elas modificaram a água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho olhou bem fundo nos olhos do homem e perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Como você reage quando as adversidades batem à sua porta? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem quieto agradeceu o conselho e foi-se embora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa história nos ensina que podemos enfrentar a adversidade de maneiras diferentes. O mais importante é não se perder de vista. Diante de um problema, pergunte-se: “O que sou?”. Um ovo, uma cenoura, ou folhas de chá. Não se esqueça: o ovo enfrenta a adversidade entrando frágil e sensível, mas saindo enrijecido. A cenoura entra forte, mas amolece demais. Enquanto as folhas de chá transformam a situação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É preciso transformar para não haver repetição&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a vida está lhe dando a mesma lição, é porque você ainda não alcançou o aprendizado. Não repita, aja de outra maneira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-3928775243733616216?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/3928775243733616216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/07/como-voce-lida-com-adversidade.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/3928775243733616216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/3928775243733616216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/07/como-voce-lida-com-adversidade.html' title='Como você lida com a adversidade?'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TEMPu-Z28lI/AAAAAAAAAKQ/kEV69RIgLp0/s72-c/(5).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-1948212078779102047</id><published>2010-07-09T09:00:00.000-07:00</published><updated>2010-07-09T09:02:05.599-07:00</updated><title type='text'>A morte lhe cai bem</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TDdHq1rJIyI/AAAAAAAAAKA/W1l-C0ITsow/s1600/gillbert_vanity.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" rw="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TDdHq1rJIyI/AAAAAAAAAKA/W1l-C0ITsow/s200/gillbert_vanity.jpg" width="137" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Não quero ser dramático, mas estamos morrendo. Viver e morrer são processos indissociáveis. A única certeza é de que não há certeza onde, como e quando acabaremos de morrer. Viver é como despachar as bagagens aos poucos. Não adianta acumular coisas como meio de se ter âncoras. Ou ficar ocupado com tantas preocupações para obter o sentido quando não há mais sentido. Todos nós já estamos na estação com o bilhete comprado, esperando o nosso trem chegar para partirmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte é assim, vai recebendo em parcelas o nosso pagamento com a vida. Tudo o que veio da terra retornará para ela. Essa é a lei. Somos humanos (húmus). Portanto, somos adubos para a preservação da própria terra. Todavia, é o nosso comportamento que determinará quantas prestações faltam ser quitadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, sinto menos a morte que antes. Quando trabalhava com pacientes terminais, a sensação que eu tinha era de que todos iam morrer logo após a minha retirada do recinto. Hoje, a morte ficou distante de mim, porque não estou em contato direto com ela. Quando presenciamos a morte de alguém, sentimos como se fosse a nossa própria morte. Ficamos mais tristes com o nosso próprio sentimento de vulnerabilidade do que com a partida do outro. Só que não percebemos assim, porque pode parecer egoísmo. O inconsciente nos mune de defesas com ideias de invencibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho a pretensão de pensar que pelo fato de não sentir a minha própria morte, significa que eu não esteja sendo liquidado aos poucos. Quando penso que o oxigênio que eu respiro neste momento para escrever estas linhas se transforma em radicais livres, nos quais serão prenunciadores de minha morte mais tarde, isso me deixa incomodado. Não que eu tenha medo de morrer, mas como morrer. Porque ninguém morre de morte natural, como pensávamos antes, morremos por uma doença qualquer. O que nos dá certo alívio é saber que, segundo algumas teorias, a morte é silenciosa e indolor. O organismo vivo sabe se livrar da dor e do sofrimento com bastante habilidade. Mesmo assim, a morte é um enigma a ser decifrado somente por quem morre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais incomoda não é a morte em si, mas o medo do sofrimento. O cérebro é um órgão inteligente, ele sabe amortecer o sentir quando nos sentimos ameaçados. Isso pode ser bom ou ruim, depende de quem vivencia o acontecimento. Sendo seres situados como somos deve ser bem difícil não estar localizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós passamos por sofrimentos. Ou sabemos lidar com eles, ou nos amortecemos para eles. O problema é que ao nos amortecer para o sofrimento também nos amortecemos para o prazer de viver. Entramos numa espécie de limbo em vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo muitas pessoas em suspenso devido ao uso de medicamentos. Muitos não suportam viver porque a vida não se desenrola como elas desejam. Daí, a medicina cria os seus rótulos e interpretações para retirar a responsabilidade do sujeito. Pronto, a pessoa é classificada como depressiva, e é conduzida ao limbo pela ação de medicamentos. O cérebro é encharcado por substâncias inibidoras, com a intenção de amenizar, distrair, fazer com que a pessoa evite entrar em contato com o sofrimento. Viver é difícil. Nunca achei simples, porque não vivemos simplesmente, mas convivemos. Se não soubermos criar, transformar, reinventar a vida todos os dias, com certeza, teremos menos parcelas para pagar. E, morremos mais cedo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não suporta viver, porque detesta a sua situação, o medicamento consegue desligar alguns neurônios. Alguns medicamentos inibidores como Rivotril é hoje o segundo medicamento mais vendido no Brasil, perdendo apenas para o Hipoglós e Buscopan. Isso representa algo lamentável em nosso progresso. Denota que muitas pessoas não sabem lidar com a própria vida, e preferem não viver totalmente, só parcialmente. Viver pela metade não é viver, e sim sobreviver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a próxima vez que estiver passando por um mau momento, pense se você quer encarar ou amortecer. A escolha continua sendo sua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-1948212078779102047?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/1948212078779102047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/07/morte-lhe-cai-bem.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/1948212078779102047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/1948212078779102047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/07/morte-lhe-cai-bem.html' title='A morte lhe cai bem'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TDdHq1rJIyI/AAAAAAAAAKA/W1l-C0ITsow/s72-c/gillbert_vanity.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-7442769527864195568</id><published>2010-07-08T08:43:00.000-07:00</published><updated>2010-07-08T08:43:59.629-07:00</updated><title type='text'>Introdução do Livro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TDXxX4qGrGI/AAAAAAAAAJ4/T70intAHXkI/s1600/Envelhever_morrer.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" rw="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TDXxX4qGrGI/AAAAAAAAAJ4/T70intAHXkI/s200/Envelhever_morrer.jpg" width="195" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A Editora Gutenberg&amp;nbsp;disponibilizou na rede a introdução do meu livro ENVELHECER OU MORRER, EIS A QUESTÃO. &lt;br /&gt;Para quem não conhece, é só clicar na imagem da capa, ou no link abaixo:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.autenticaeditora.com.br/download/capitulo/20090804151902.pdf"&gt;http://www.autenticaeditora.com.br/download/capitulo/20090804151902.pdf&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-7442769527864195568?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/7442769527864195568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/07/introducao-do-livro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/7442769527864195568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/7442769527864195568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/07/introducao-do-livro.html' title='Introdução do Livro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TDXxX4qGrGI/AAAAAAAAAJ4/T70intAHXkI/s72-c/Envelhever_morrer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-6256225789469259649</id><published>2010-07-02T05:29:00.000-07:00</published><updated>2010-07-02T05:31:31.622-07:00</updated><title type='text'>Tea for Two</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TC3bEJT7zuI/AAAAAAAAAJw/_A5TkNGPGog/s1600/vasemy1.gif" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rw="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TC3bEJT7zuI/AAAAAAAAAJw/_A5TkNGPGog/s320/vasemy1.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Estar ao lado. Simplesmente compartilhar uma xícara de chá. Não importa o gosto, e sim o sabor da companhia. É o outro a nos dar sentido. Porque o outro é a face, a projeção de nossa subjetividade. Muitas vezes, queremos encontrar Deus, e nos esquecemos de que Ele é energia oniciente. Ele está em toda parte. Como diz o Tao:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;em&gt;Se você vir o rosto de deus, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;vo&lt;/em&gt;&lt;em&gt;cê verá o mesmo rosto &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;em todo o mundo que encontrar &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;A psicologia já havia nos ensinado sobre a projeção. Hoje, a neurociência confirma isso em laboratório. NADA captamos (perceptio), e sim projetamos. No livro “A mente e o significado da vida” eu mostro que a realidade é como uma tela de cinema, e nós somos os canhões de luz projetando aquilo que queremos ver. Sem dúvida, a projeção é inconsciente, por isso não entendemos muito bem. Como escreveu Thorwald Dethlepsen:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Tudo aquilo que se encontra além dos nossos limites&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;de ressonância é imperceptível para nós e, portanto,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;inexistente.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O outro nos fornece um entendimento de nós mesmos. Portanto, o chá é melhor quando se é repartido. Sentir o dois em um, e poder perguntar: “Você gostou?”. Essa pergunta simples vem com a certeza de não estar sozinho. É engrandecedor não estar só. E como estamos sozinhos, mesmo acompanhados. Não devemos nos esquecer de que o nosso maior anseio é compartilhar o alimento do afeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem escutei de uma pessoa que atendo: “Gostei de chá até o dia em que não tive mais a pessoa amada para compartilhar”. A pessoa amada faleceu, e com ela o chá também morreu. Hoje, a caixa com os chás de diversos sabores ficou a mofar na despensa. Perdeu-se o sabor na travessia do tempo. A união de sentidos se desvaneceu. Enfim, o gosto representa comunhão, por isso sentimos prazer ao dividir a comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense nisso na próxima refeição que fizer junto a alguém. Saiba valorizar a presença do outro como sendo você mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-6256225789469259649?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/6256225789469259649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/07/tea-for-two.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/6256225789469259649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/6256225789469259649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/07/tea-for-two.html' title='Tea for Two'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TC3bEJT7zuI/AAAAAAAAAJw/_A5TkNGPGog/s72-c/vasemy1.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-7134768151714257332</id><published>2010-06-22T10:33:00.000-07:00</published><updated>2010-07-01T05:20:25.162-07:00</updated><title type='text'>Onde está o corpo?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TCDz30bdixI/AAAAAAAAAJo/Kq6TwnM_D0g/s1600/10152002172356898g.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" ru="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TCDz30bdixI/AAAAAAAAAJo/Kq6TwnM_D0g/s200/10152002172356898g.jpg" width="183" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro &lt;strong&gt;A mente e o significado da vida&lt;/strong&gt;, eu&amp;nbsp;inicio com uma pergunta: “Ao apertar a sua mão o que você sente? A sensação está na mão ou no cérebro?”. Caso não reflitamos, a resposta pode até parecer simples. Você pode dizer que sente na mão, é claro, uma vez que a mão foi tocada. Todavia, a resposta não é tão simples assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para eu sentir, estruturas biológicas complexas precisam estar prontas ao processamento da sensação. Isto é, eu preciso de um cérebro organizado. Em minhas aulas de neurociência costumo mostrar que toda sensação é um simulacro, uma reprodução abstrata do território, no caso o corpo. Ao sentir a minha mão, eu gero um modelo do real, sem realidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo na introdução do livro eu uso um koan. O koan é um enigma zen usado na prática Rinzai para se atingir à iluminação. Eles não podem ser resolvidos pelo raciocínio lógico. Para tentar resolvê-lo o aprendiz deve ir além do raciocínio dedutivo. Existem vários koans, um dos mais conhecidos é: "Qual o som de uma única mão ao bater palmas?". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta inicial se parece um koan, e não há resposta linear para ela. Se na neurologia pudéssemos usar koans zens poderíamos fazer essa pergunta da seguinte maneira: ao apertar sua mão onde está a sua mão, no cérebro ou no lugar dela? Pode parecer brincadeira, mas se filosofarmos um pouco será que poderíamos responder com certeza onde está o nosso corpo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, sabemos mais sobre as redes neurais, e o modelo do cérebro não pode ser pensado somente pela neurofisiologia clássica, sem cair em desgraça do erro. É preciso ir além, buscar na filosofia algumas pistas. Então, tentarei uma resposta, a qual não está no meu livro, porque só cheguei a ela agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando sinto algo tocar o meu corpo, tenho um estímulo nos receptores da pele da mão, e vários outros no arcabouço de conexões sinápticas (redes de neurônios). É na sincronia mapa e território que chegarei à sensação. O mapa (representação da mão no cérebro) não é o território (mão). Porém, é na atividade sincrônica entre ambos que me fará compreender e localizar o estímulo. Para simplificar, é como ver a imagem de alguém no Japão, em tempo real, pelo Skype. Sei que aquela pessoa (território) não está próxima a mim, e sim a quilômetros de distância. Porém, aos poucos, durante a conversa, ela passa a estar em mim (em meu mapa mental), e não fora. Isso significa que a imagem é real para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como me ver no espelho. A imagem refletida longe de mim sou eu, porque tenho o conhecimento (cognição) disso, pois sou apresentado a mim todos os dias quando me olho no espelho do banheiro. Lá, estou eu, e sei que também estou aqui, fora do espelho, como um espectador de mim mesmo. Então, a imagem refletida é como o meu corpo se mostra para mim, e eu o sinto duplamente, dentro e fora do espelho. Do mesmo modo, quando sou tocado, a parte tocada é a imagem refletida para o meu cérebro, que interpreta a sensação. Portanto, para haver sensação, tem de ocorrer interação entre o mapa e o território. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a discussão é complexa, sem deixar de ser estimulante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendemos a confiar em nossos sentidos, e pelo o que parece eles não são tão confiáveis assim. Da próxima vez que você procurar o seu corpo, saiba que você não tem um corpo, tem apenas um simulacro dele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-7134768151714257332?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/7134768151714257332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/06/onde-esta-o-corpo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/7134768151714257332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/7134768151714257332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/06/onde-esta-o-corpo.html' title='Onde está o corpo?'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TCDz30bdixI/AAAAAAAAAJo/Kq6TwnM_D0g/s72-c/10152002172356898g.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-5176802327348997911</id><published>2010-06-18T16:39:00.000-07:00</published><updated>2010-06-18T16:52:26.138-07:00</updated><title type='text'>Uma relação nada compreensível</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TBwDdm59UuI/AAAAAAAAAJg/gbZq6L9EVN4/s1600/mary_and_max2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" qu="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TBwDdm59UuI/AAAAAAAAAJg/gbZq6L9EVN4/s200/mary_and_max2.jpg" width="140" /&gt;&lt;/a&gt;Estou triste, não sei se posso dizer deprimido, pois isso configura um rótulo nosológico. Portanto, prefiro o sentimento ao invés de o diagnóstico. De um lado, o sofrimento humano ao qual me deparo cotidianamente. Do outro, a ilusão mantida pela ignorância de uma grande parte das pessoas. Confesso que não gosto de me sentir assim. Porém, acho que todo sofrimento inclui também a poesia. Ou seja, uma forma de criação. O que seria da humanidade sem a depressão de Fernando Pessoa? Se ele fosse tratado, seria um pária estúpido, sem poder de criação. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Ao chegar, agora pouco, em casa, resolvi ligar a televisão para assistir ao filme “Mary and Max”. Um filme de animação baseado em fatos reais, sobre a relação entre duas pessoas. Um homem de quarenta e três anos de idade diagnosticado com a Síndrome de Asperger (uma espécie de autismo) e uma garota de oito anos. Eles nunca se encontraram, apenas por carta. Ela morava na Austrália, enquanto ele em Nova York. O filme é pesado para os olhos, e corações, mais sensíveis. Para quem não assistiu, eu recomendo duas vezes. O filme de Adam Elliot abriu o Festival de Sundance, e ganhou o Crystal Bear (prêmio para a nova geração) no Festival de Berlim 2009, entre outros. Desenvolvido com a técnica do stop-motion e finalizado com a ajuda da computação gráfica, o filme é demais. Mas não é sobre isso que quero falar, e sim sobre antes de eu assistir ao filme. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Cheguei cansado em casa, como comumente chego nas sextas-feiras. Resolvi tomar um banho e colocar o DVD para relaxar um pouco, antes de adentrar ao fim de semana em família. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Ao ligar a televisão caí no programa tosco “caso de família” da antiga apresentadora Christina Rocha. Lembram-se dela? Ela fazia o “Aqui e Agora”, exibido no SBT em 1991. Pois é, ela está agora fazendo um programa bobagem. E, justamente hoje que eu liguei a televisão, sem intenção, encontro uma mulher de quadris largos, maquiada de jovem. A pauta do programa era sobre as “vovós que vão à balada”. Antigamente, na minha infância, costumava ver “Vovó viu a uva”. Era melhor, mesmo sendo ruim. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Eu só assisti um pequeno trecho do programa enquanto ligava o DVD para ver o que eu realmente decidi ver. Nesse ínterim, ouvi o que o mundo se orgulha tanto: “a melhor idade”&amp;nbsp;travestida&amp;nbsp;de boas (falsas) qualidades. Se fosse a "melhor idade" não seria bom o suficiente. Em suma, não quero perder o meu tempo para falar sobre isso. O que quero é falar sobre Mary and Max, um filme em que poucas pessoas terão acesso, e muitos nem saberão que existe, infelizmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;É lamentável. Mas é assim que o mundo se configura: Viver a ilusão somente, e fingir que é bom. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Quem consegue me ler por aqui, terá acesso a esse maravilhoso filme de animação. Pode parecer um filme para criança, mas não é.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser assistir ao trailer do filme, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=KPULUwu0Wm8"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-5176802327348997911?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/5176802327348997911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/06/uma-relacao-nada-compreensivel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/5176802327348997911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/5176802327348997911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/06/uma-relacao-nada-compreensivel.html' title='Uma relação nada compreensível'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TBwDdm59UuI/AAAAAAAAAJg/gbZq6L9EVN4/s72-c/mary_and_max2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-5771556683295063259</id><published>2010-06-07T15:31:00.001-07:00</published><updated>2010-06-07T15:35:19.710-07:00</updated><title type='text'>Algumas dicas para administrar o seu estresse</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TA1y8sUuNgI/AAAAAAAAAJQ/QDJ2MPiCvgo/s1600/Wassily+Kandinsky.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TA1y8sUuNgI/AAAAAAAAAJQ/QDJ2MPiCvgo/s320/Wassily+Kandinsky.jpg" width="242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="direction: ltr; language: pt-BR; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0in; margin-top: 3.36pt; mso-line-break-override: none; punctuation-wrap: hanging; text-align: justify; text-indent: 0in; text-justify: inter-ideograph; unicode-bidi: embed; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Arial Narrow'; font-size: 19px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Arial Narrow'; font-size: 19px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Arial Narrow'; font-size: 19px;"&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;A meditação é um meio de ter mais domínio sobre as situações vividas, com menos estresse.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;O exercício físico é uma boa válvula de escape, contanto que seja praticado de modo consciente.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="direction: ltr; language: pt-BR; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0in; margin-top: 3.36pt; mso-line-break-override: none; punctuation-wrap: hanging; text-align: justify; text-indent: 0in; text-justify: inter-ideograph; unicode-bidi: embed; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Arial Narrow'; font-size: 14pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="direction: ltr; language: pt-BR; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0in; margin-top: 3.36pt; mso-line-break-override: none; punctuation-wrap: hanging; text-align: justify; text-indent: 0in; text-justify: inter-ideograph; unicode-bidi: embed; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Arial Narrow'; font-size: 14pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="direction: ltr; language: pt-BR; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0in; margin-top: 3.36pt; mso-line-break-override: none; punctuation-wrap: hanging; text-align: justify; text-indent: 0in; text-justify: inter-ideograph; unicode-bidi: embed; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Wingdings;"&gt;§&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Arial Narrow'; font-size: 14pt;"&gt; Flexibilize suas escolhas para que elas não se tornem restritas.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="direction: ltr; language: pt-BR; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0in; margin-top: 3.36pt; mso-line-break-override: none; punctuation-wrap: hanging; text-align: justify; text-indent: 0in; text-justify: inter-ideograph; unicode-bidi: embed; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Wingdings;"&gt;§&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Arial Narrow'; font-size: 14pt;"&gt; Espere o melhor, prepare-se para o pior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="direction: ltr; language: pt-BR; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0in; margin-top: 3.36pt; mso-line-break-override: none; punctuation-wrap: hanging; text-align: justify; text-indent: 0in; text-justify: inter-ideograph; unicode-bidi: embed; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Wingdings;"&gt;§&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Arial Narrow'; font-size: 14pt;"&gt; Tenha precaução com relação a esperança sem fundamento. Esperança infundada se torna um urubu vestido de verde. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="direction: ltr; language: pt-BR; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0in; margin-top: 3.36pt; mso-line-break-override: none; punctuation-wrap: hanging; text-align: justify; text-indent: 0in; text-justify: inter-ideograph; unicode-bidi: embed; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Wingdings;"&gt;§&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Arial Narrow'; font-size: 14pt;"&gt; Busque ter domínio diante de estressores presentes, mas não tente controlar coisas passadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="direction: ltr; language: pt-BR; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0in; margin-top: 3.36pt; mso-line-break-override: none; punctuation-wrap: hanging; text-align: justify; text-indent: 0in; text-justify: inter-ideograph; unicode-bidi: embed; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Wingdings;"&gt;§&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Arial Narrow'; font-size: 14pt;"&gt; Busque informações precisas e que ofereçam previsibilidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="direction: ltr; language: pt-BR; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0in; margin-top: 3.36pt; mso-line-break-override: none; punctuation-wrap: hanging; text-align: justify; text-indent: 0in; text-justify: inter-ideograph; unicode-bidi: embed; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Wingdings;"&gt;§&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Arial Narrow'; font-size: 14pt;"&gt; Encontre uma válvula de escape para as frustrações e use-as com regularidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="direction: ltr; language: pt-BR; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0in; margin-top: 3.36pt; mso-line-break-override: none; punctuation-wrap: hanging; text-align: justify; text-indent: 0in; text-justify: inter-ideograph; unicode-bidi: embed; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Wingdings;"&gt;§&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Arial Narrow'; font-size: 14pt;"&gt; Encontre fontes de apoio e de relações sociais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="direction: ltr; language: pt-BR; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0in; margin-top: 3.36pt; mso-line-break-override: none; punctuation-wrap: hanging; text-align: justify; text-indent: 0in; text-justify: inter-ideograph; unicode-bidi: embed; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Wingdings;"&gt;§&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Arial Narrow'; font-size: 14pt;"&gt; Diferencie ameaças reais de ameaças ilusórias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="direction: ltr; language: pt-BR; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0in; margin-top: 3.36pt; mso-line-break-override: none; punctuation-wrap: hanging; text-align: justify; text-indent: 0in; text-justify: inter-ideograph; unicode-bidi: embed; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Wingdings;"&gt;§&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Arial Narrow'; font-size: 14pt;"&gt; Não veja a situação ruim como permanente. Tudo passa! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="direction: ltr; language: pt-BR; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0in; margin-top: 3.36pt; mso-line-break-override: none; punctuation-wrap: hanging; text-align: justify; text-indent: 0in; text-justify: inter-ideograph; unicode-bidi: embed; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Wingdings;"&gt;§&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Arial Narrow'; font-size: 14pt;"&gt; Seja senhor de seu próprio destino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="direction: ltr; language: pt-BR; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0in; margin-top: 3.36pt; mso-line-break-override: none; punctuation-wrap: hanging; text-align: justify; text-indent: 0in; text-justify: inter-ideograph; unicode-bidi: embed; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Arial Narrow'; font-size: 14pt;"&gt;............................................................................&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="direction: ltr; language: pt-BR; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0in; margin-top: 3.36pt; mso-line-break-override: none; punctuation-wrap: hanging; text-align: justify; text-indent: 0in; text-justify: inter-ideograph; unicode-bidi: embed; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Arial Narrow'; font-size: 14pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Diante de ventos fortes, que eu seja a grama.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Diante de paredes fortes, que eu seja a ventania.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Quakers&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;(grupo religioso de tradição protestante)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-5771556683295063259?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/5771556683295063259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/06/algumas-dicas-para-administrar-o-seu_07.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/5771556683295063259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/5771556683295063259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/06/algumas-dicas-para-administrar-o-seu_07.html' title='Algumas dicas para administrar o seu estresse'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TA1y8sUuNgI/AAAAAAAAAJQ/QDJ2MPiCvgo/s72-c/Wassily+Kandinsky.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-7433672318907637532</id><published>2010-05-10T12:00:00.000-07:00</published><updated>2010-05-20T08:10:22.055-07:00</updated><title type='text'>Será que estamos conscientes?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/S-hXUyhSCWI/AAAAAAAAAJI/h85j-PwvOp4/s1600/eyes_mandala_card_2.jpg" imageanchor="1" style="cssfloat: right; margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/S-hXUyhSCWI/AAAAAAAAAJI/h85j-PwvOp4/s200/eyes_mandala_card_2.jpg" tt="true" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Ontem foi o dia das mães. Como órfão de mãe, fui almoçar com a minha sogra. No mesmo dia seria comemorado o aniversário de minha afilhada. No momento de cantar parabéns, o meu cunhado resolveu adiantar a música, indo logo para o “com quem será que a menina vai casar”. O mais incrível é que parece que ninguém percebeu que a música comemorativa estava pela metade. Então, não pude deixar de questionar: Será que estamos perdendo a consciência dos ritos? Se não temos a percepção necessária para saber a importância de uma comemoração, será que nós estamos perdendo a consciência de nós mesmos?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estar consciente de nós mesmos não é tarefa fácil. Estamos acostumados com a perspectiva de mundo de fora para dentro, e não o inverso. Por exemplo, enquanto você está lendo estas palavras, tente identificar-se. Quem é a pessoa que lê, e o que a leitura significa para você. Não tente pensar no escritor que as escreveu, pense somente nas palavras, e o que elas significam para o leitor. No caso, você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você insistir em dar créditos ao escritor, esquecendo-se de quem de fato está lendo, você perderá a noção de quem é, e poderá chegar a uma terrível conclusão: “eu não existo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento em que você toma consciência de um som, cheiro, visão, sentimento, pensamento. Você está fadado a deixar de lado o seu EU. Mesmo que possa parecer que as coisas pertencem a você, no mínimo, estará simplesmente acreditando num ponto de vista que pode não ser seu de verdade. Muitas vezes, a criação é dos outros, e não sua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que ninguém percebeu que o “parabéns pra você” não foi cantado? Como uma única pessoa pode induzir a tantas outras sem que elas questionem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você consegue com muita facilidade descrever suas experiências, porém não sabe descrever o EU que as teve. Ele parece estar todo o tempo desconectado de você. Mas, se você se desconecta de você mesmo (EU), então quem está dando as cartas no jogo da vida? Os outros, que também não são eles. É por isso que somos levados a querer ter tantas coisas que não necessitamos. As propagandas são eficazes neste jogo, e elas sabem dar as cartas. E sempre ganham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você sabe que tem uma consciência, porque pode experimentar suas sensações. Como também tem a consciência de que tem consciência. Entretanto, essa consciência não é sua, e sim uma consciência coletiva. Se não fosse assim, as pessoas não teriam a coragem de aceitar a introdução de uma toxina, como o Botox, na testa para paralisar os músculos de expressão. Se pensarmos bem, uma toxina é algo ruim, porque é tóxico. Se fosse bom, não se chamaria assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos num mundo cujo princípio norteador é estar desnorteado, a fim de não sentir o próprio mundo. Viver consciente é saber que da mesma maneira que sentimos contentamento, também sofremos. Estar triste não é depressão. Estar alegre não é felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o EU é um nada persistente. Este nada é um centro em torno do qual as experiências fluem incessantemente. Estas experiências ao se somarem dão uma ideia de quem somos. Portanto, só uma ideia, uma imagem de nós mesmos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca saberemos de fato quem somos, porque somos influenciados por muitos. Agora, se não tivermos pelo menos um pouco mais de atenção ao nosso íntimo, ficaremos à deriva dos desejos alheios, que nem sempre são os melhores para nós. E, a vida passa rápido... Você não pode se perder nas brumas da ilusão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-7433672318907637532?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/7433672318907637532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/05/sera-que-estamos-conscientes.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/7433672318907637532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/7433672318907637532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/05/sera-que-estamos-conscientes.html' title='Será que estamos conscientes?'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/S-hXUyhSCWI/AAAAAAAAAJI/h85j-PwvOp4/s72-c/eyes_mandala_card_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-5809810957590934584</id><published>2010-04-29T07:14:00.000-07:00</published><updated>2010-05-03T12:28:55.018-07:00</updated><title type='text'>Não somos os mesmos de antes</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/S9mUBwo4VbI/AAAAAAAAAJA/PEY0CjxmPBU/s1600/36c1b89aa1d229cb2eb1f2928288c895.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/S9mUBwo4VbI/AAAAAAAAAJA/PEY0CjxmPBU/s200/36c1b89aa1d229cb2eb1f2928288c895.jpg" tt="true" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Por que temos tanta dificuldade em perceber o nosso envelhecimento? Podemos até acreditar que somos sempre os mesmos, mas isso não é verdadeiro. Nossa aparência muda diariamente, e não é o tempo que faz isso, e sim os movimentos biológicos em nosso organismo. E, de repente, somos acometidos pelo olhar lúcido do outro para a nossa mudança. Mesmo que queiramos crer que não mudamos, o estranho acaba por nos surpreender com seus comentários espontâneos. O grande problema é o que o outro vê em nós, o que não conseguimos enxergar. O médico americano Oliver W. Holmes dizia: “Uma pessoa fica sempre sobressaltada quando a chamam de velha pela primeira vez”. Muitas vezes, nem mesmo refletimos sobre isso, acatamos como ofensa. Então, se não quisermos nos sentir assim, devemos prestar mais atenção ao processo de envelhecimento. Ficar mais atento nos previne do susto. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Ontem estive no escritório de contabilidade de um amigo para resolver questões sobre o meu imposto de renda. Ao chegar, a secretária me perguntou com quem eu gostaria de falar. Eu disse, e ela pegou o telefone para ligar para outra pessoa. Então ela disse: “Tem um senhor aqui que quer falar com ele”. No momento em que ela disse a palavra “senhor” aquela expressão ridícula acendeu em minha mente: “o Senhor está no céu”. Eu reconheço bem a minha mudança, mas mesmo assim o inconsciente sorrateiramente detonou essa expressão para a minha mente consciente. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Nos últimos tempos venho escutando isso com mais regularidade. Costumo brincar com os meus alunos que se eles querem ser chamados de doutor, terão de esperar os anos se consumarem. Hoje, após os meus cabelos ficarem brancos, passei a ser chamado de doutor com muito mais frequência. No Brasil, cabelo branco e carro novo parecem ser indicativos de doutoramento. Pura bobagem. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Saindo do escritório, após ter recebido a notícia de que não precisava saldar dívidas com o Leão, pois já tinha pagado durante o ano passado mais do que um cidadão deveria pagar, questionei-me: Isso é bom ou ruim? Por um lado, é bom não ter de desembolsar mais dinheiro no momento. Por outro, ficava explícito que eu havia ganhado menos do que nos outros anos. Enquanto eu estava envolvido em devaneios econômicos, o elevador parou e uma mulher entrou vestida com uma blusa branca com estrasses brilhosos e calças jeans de cintura baixa. Ela não deixava de me olhar, e aí pensei: “será que eu a conheço e não me lembro?”. Fiquei quieto olhando para baixo. Interessante que dentro de elevadores, devido a proximidade dos corpos, costumamos olhar para o chão a fim de não nos sentirmos constrangidos com os olhares de estranhos. Tudo para preservar o nosso espaço.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Ela não conseguiu se segurar e invadiu-me perguntando à queima roupa: “Eu te conheço de algum lugar, você está se lembrando de mim?”. Esse tipo de pergunta nos força a ter de perscrutar os escombros de nossas memórias. Eu já estava farto de tanta conversa sobre dinheiro e ainda tive de vasculhar minha mente em busca daquela mulher. De fato, ela me parecia ser conhecida, mas não conseguia me lembrar. Eu estava demente para o passado distante. Ela tentou fazer associações de fatos para ver se me identificava, e eu era levado para aqueles lugares que não gostamos ir. O interesse dela era tanto que cheguei a pensar, enquanto fazia a ficha física dela, se eu já havia estado com ela intimamente e não me lembrava. Não queria pensar nisso, mas a mente nos prega peças. Não sabia o que fizera no passado que agora o presente me cobrava restituição. Do mesmo modo que eu conseguira uma restituição de imposto, apenas R$ 2,31, eu também estava sendo inquirido a restituir lembranças. Passei o pente fino na fisionomia dela e nada. Estava me sentindo mais velho do que antes quando a secretária me chamou de senhor. Também não queria acreditar que eu estava tão velho como ela aparentava. Porém, não tinha muito jeito, eu já estava classificado como o velho daquela situação. Daí minhas ilusões cognitivas passarem a tentar uma justificativa: “Você está somente na casa dos quarenta, ainda é jovem... para alguns”. “Alguns?!”. “Sim, jovem para os velhos com os quais você convive diariamente”. “Então, quem eu era, ou quem eu sou, jovem ou velho?”. A situação já estava ficando estressante. Era muito para mim. Fui me afastando dela, dizendo ter um compromisso. Entrei no meu carro, e logo coloquei o CD do Black Eye Peas. Pronto, já me sentia um pouco mais jovem novamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-5809810957590934584?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/5809810957590934584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/04/chega-um-dia-em-que-nao-somos-os-mesmos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/5809810957590934584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/5809810957590934584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/04/chega-um-dia-em-que-nao-somos-os-mesmos.html' title='Não somos os mesmos de antes'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/S9mUBwo4VbI/AAAAAAAAAJA/PEY0CjxmPBU/s72-c/36c1b89aa1d229cb2eb1f2928288c895.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-6791101838672423349</id><published>2010-04-11T11:46:00.000-07:00</published><updated>2010-04-11T12:35:49.065-07:00</updated><title type='text'>Quem decide o nosso destino?</title><content type='html'>Às vezes me pego pensando se nascemos para um determinado fim. Será que existe mesmo o destino? Se existe destino certo como podemos pôr em prática o nosso livre-arbítrio? &lt;br /&gt;Essa é sem dúvida uma das grandes discussões da filosofia. Como disse certa vez o filósofo Thomas Nagel: "Nossas escolhas resultam de influências que só conhecemos parcialmente". O que ele queria dizer é que as escolhas que acreditamos ser nossas, apenas nossa, é também escolhas dos outros. Vou contar uma parte de minha história, na qual sempre pensei justificar o início de minha carreira como escritor. Ainda não desisti totalmente dessa justificativa. (&lt;a href="https://docs.google.com/Doc?docid=0AZzkfIpll-ynZGZ0a2ttcHhfNDNkdHRxaHJjMw&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;leia mais&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/S8Ikjf5L7WI/AAAAAAAAAI4/8WQC7pfLtO8/s1600/royal-quiet-den-typewriter3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/S8Ikjf5L7WI/AAAAAAAAAI4/8WQC7pfLtO8/s320/royal-quiet-den-typewriter3.jpg" wt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-6791101838672423349?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/6791101838672423349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/04/quem-decide-o-nosso-destino.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/6791101838672423349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/6791101838672423349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/04/quem-decide-o-nosso-destino.html' title='Quem decide o nosso destino?'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/S8Ikjf5L7WI/AAAAAAAAAI4/8WQC7pfLtO8/s72-c/royal-quiet-den-typewriter3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-7545932068164113951</id><published>2010-04-03T07:08:00.000-07:00</published><updated>2010-04-03T07:10:20.858-07:00</updated><title type='text'>A Paixão de todos nós</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/S7dMLmfv4dI/AAAAAAAAAIo/OF2WFIanFy0/s1600/paixao-de-cristo-poster04.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" nt="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/S7dMLmfv4dI/AAAAAAAAAIo/OF2WFIanFy0/s200/paixao-de-cristo-poster04.jpg" width="134" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O filme de Mel Gibson, "Paixão de Cristo", é uma história de profunda coragem e sacrifício de um homem para educar aqueles que sofrem pela ignorância. A palavra "educação" quer dizer "conduzir para fora". Ou seja, a ação de preparar uma pessoa para o mundo, a fim de que ela seja melhor em suas atitudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, em minha opinião, "Paixão" é uma obra cinematográfica triunfante e inflexível. O filme nos convida a ser menos reativos em nossos julgamentos cruéis, e mais educados, preparados, com senso de equidade. Embora, para alguns, a violência manche um pouco as cenas, é preciso transcendê-la para chegarmos ao bem. Quase no final do filme me questionei: o que de fato ocorreu com aquelas pessoas que participaram daquele ato nefasto? Ainda preciso melhorar, pois no meu mais íntimo queria uma punição para todos eles. Impossível saber o que eles tiveram como sentença, porque não sabemos como o bem e o mal transitaram no imaginário de cada um. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, penso, será que a doença não é um tipo de justiça divina? Pois, se a saúde é um estado de integridade, ao estarmos íntegros não há razão para adoecer? A patologia (paixão – patos – do corpo) é uma expressão do padecimento, da dificuldade do aprendizado pela consciência. Ao estarmos doentes estamos fragmentados. Se não aprendemos a crescer integramente, a doença pode se manifestar como o caminho rumo à redenção, ao perdão próprio. Porque perdoar é começar de novo, em busca da integridade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse seria o motivo da Páscoa (a passagem), a ressurreição do corpo. É preciso morrer para padrões antigos para renascer em um corpo saudável. Vejo a cura de meus "pacientes" acontecer quando eles mudam seus hábitos. Sem mudança não há Páscoa. Podemos até justificar que no tempo de Jesus era diferente, mas será apenas uma justificativa ideológica, como muitas que são imputadas às nossas crenças. Jesus operava milagres porque sabia que a ação da fé era o que devolvia a integridade aos sofredores, partidos pelos seus atos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evitar a culpa é também uma atitude importante. Quando uma pessoa se sente culpada ela resiste à mudança, como meio de se punir. Não devemos nos julgar, pois não a nossa capacidade de discernimento é também relativa, portanto podemos errar o alvo (pecar). Então, agora, já que estamos na Páscoa, por que não praticarmos os ensinamentos de nosso mestre? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, o que Jesus quis nos ensinar parece não ter sido tão eficaz como gostaríamos que fosse. Após 2010 anos, poderíamos estar vivendo em paz se seguíssemos ao menos parte de seus ensinamentos, mas a falta de ação e compreensão acabou por nos deixar à deriva. Preferimos a distração, evitando o contato com a nossa realidade íntima, valorizando a ilusão. Por isso, acho a violência do filme uma conquista de Gibson. Ele queria mostrar e nos fazer sentir na carne o que supostamente Jesus sentiu, ele queria nos fazer ser compassivos à força. Para quem não sabe, a compaixão é um sentimento cognitivo proposto pela primeira vez no Ocidente por Jesus de Nazaré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando&amp;nbsp;assisti ao filme – o que faço todos os anos na sexta-feira santa –, não pestanejei um instante sequer na ideologia do pecado. Somos todos pecadores. Para quem não sabe, o próprio Mel Gibson resolveu participar do filme na cena em que a mão do Cristo é perfurada pelo cravo. Ele queria ser incluído na cena como um dos pecadores presentes na Terra. Aí ele nos convida à reflexão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que não queremos pecar. Recusar a distração e encarar a nós mesmos, no entanto, é uma atitude sensata. Se sofremos é porque faz parte de nossa natureza humana. Enfim, enquanto estivermos vivos ainda nos resta a esperança de praticarmos uma redenção mais consciente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-7545932068164113951?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/7545932068164113951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/04/paixao-de-todos-nos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/7545932068164113951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/7545932068164113951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/04/paixao-de-todos-nos.html' title='A Paixão de todos nós'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/S7dMLmfv4dI/AAAAAAAAAIo/OF2WFIanFy0/s72-c/paixao-de-cristo-poster04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-4867103417304969139</id><published>2010-03-11T07:31:00.001-08:00</published><updated>2010-03-18T06:58:05.599-07:00</updated><title type='text'>Reflexões de Norma Bentes</title><content type='html'>Em 2006 conheci Norma Bentes. Um daqueles encontros significativos com os quais nos identificamos. Encontros são como música afinada. Só nos encontramos com aqueles que vibram na mesma frequência que a nossa. Sendo assim, ter a oportunidade de conhecê-la, foi para mim um grande contentamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época, ela se sentia limitada, inexpressiva pela perda recente do marido. Sempre fora uma mulher de fé, mas o seu corpo não acreditava nisso. Tinha dores nos joelhos e limitações de movimento. Estava abatida pelo luto, com pernas fracas pela incerteza do caminho que tinha de seguir, agora sozinha. O coração abalado pela perda da pessoa amada dava indícios de alterações no próprio órgão cardíaco. Esses foram os pontos de partida para o nosso processo terapêutico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que sempre me impressionou é a sua capacidade de se manter digna. Digo isso porque uma das dificuldades em ser mais velho é preservar a dignidade. Durante todos esses anos, trabalhando como gerontólogo e terapeuta, o meu objetivo primeiro é ajudar as pessoas a manterem ou readquirirem a própria dignidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses três anos que passamos juntos muitos conflitos (dúvidas com relação às escolhas) foram vividos. Mesmo assim, conseguimos delimitar metas importantes. Hoje, ela é totalmente diferente. Porém, continua a ser uma mulher a necessitar de desafio a fim de manter o ritmo, a musicalidade da vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você lerá a seguir é uma reflexão feita por ela sobre o texto A Arte de Reabilitar (escrito abaixo). Como sendo uma mulher de 78 anos, e por ter atravessado muitos desertos, acredito que as palavras dela poderão ajudar na construção da sua própria história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que aprecie cada palavra. &lt;br /&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/Doc?docid=0AZzkfIpll-ynZGZ0a2ttcHhfNDJkaGc4bmdmag&amp;amp;hl=en"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-4867103417304969139?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/4867103417304969139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/03/reflexoes-de-norma-bentes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/4867103417304969139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/4867103417304969139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/03/reflexoes-de-norma-bentes.html' title='Reflexões de Norma Bentes'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-884527746277687436</id><published>2010-02-21T15:21:00.000-08:00</published><updated>2010-02-21T15:21:26.003-08:00</updated><title type='text'>YouTube - Envelhecimento</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZvNUSDxwHCo"&gt;YouTube - Envelhecimento&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-884527746277687436?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.youtube.com/watch?v=ZvNUSDxwHCo' title='YouTube - Envelhecimento'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/884527746277687436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/02/youtube-envelhecimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/884527746277687436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/884527746277687436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/02/youtube-envelhecimento.html' title='YouTube - Envelhecimento'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-3023355379647825716</id><published>2010-02-16T09:20:00.000-08:00</published><updated>2010-02-16T09:26:06.968-08:00</updated><title type='text'>A Arte de Reabilitar</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/S3rTylhIxwI/AAAAAAAAAIg/BE130nv3nqs/s1600-h/42-16914521.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ct="true" height="214" src="http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/S3rTylhIxwI/AAAAAAAAAIg/BE130nv3nqs/s320/42-16914521.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;O seguinte artigo será publicado na Revista MaturaIdade no próximo mês:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver é sempre possibilidade, potência de criação. Somos seres repletos de habilidades escondidas nas entranhas de nosso corpo. Muitas vezes acreditamos que as grandes obras artísticas são presentes dos deuses, dadas a alguns escolhidos. Na verdade, somos todos os escolhidos, porque a vida é uma obra de arte inacabada. Somos sim seres inacabados. &lt;br /&gt;A palavra “arte”, do latim ars, significa também “habilidade”. É a manifestação humana a partir de uma ideia (imagem mental), direcionada pela emoção (movimento para fora) do corpo. Tudo sempre surge e termina no corpo. O corpo é o palco de manifestação daquilo que trafega em nossas ideias. É como uma grande tela em branco que se transforma em uma linda obra de arte. A ideia surgiu na mente do artista para se manifestar na tela. Estamos criando algo novo a todo instante, nem sempre visível aos nossos olhos. (&lt;a href="http://docs.google.com/Doc?docid=0AZzkfIpll-ynZGZ0a2ttcHhfNDFjYzNobXpkNA&amp;amp;hl=en"&gt;leia mais&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-3023355379647825716?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/3023355379647825716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/02/arte-de-reabilitar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/3023355379647825716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/3023355379647825716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/02/arte-de-reabilitar.html' title='A Arte de Reabilitar'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/S3rTylhIxwI/AAAAAAAAAIg/BE130nv3nqs/s72-c/42-16914521.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-2837651872176202052</id><published>2010-02-12T02:27:00.000-08:00</published><updated>2010-02-16T09:27:03.413-08:00</updated><title type='text'>"O Tempo: Reflexões sobre o Viver"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/S3UtEqXjSuI/AAAAAAAAAIA/9iEYnCa2clY/s1600-h/42-16786590.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/S3UtEqXjSuI/AAAAAAAAAIA/9iEYnCa2clY/s200/42-16786590.jpg" width="141" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Um trecho do meu próximo livro&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;"O caminho para uma nova vida pode ser encontrado, mas tem de ser procurado. Tudo começa agora, em nós mesmos. Ao aceitarmos o presente nada mais deverá nos interessar senão a nossa própria presença, porque só alcançamos a plenitude exatamente no centro do círculo do tempo. Estar no presente, com os contornos do passado vivido e do futuro por vir, pressupõe estar em harmonia, sem reações condicionadas. No centro habita a paz, porque não há oscilações impulsivas. No centro encontramos a saúde, porque nele está a integridade. No centro podemos viver a nossa divindade, porque nada falta. Ali, no silêncio de nosso próprio tempo-espaço, sabemos que &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ser&lt;/i&gt; e &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;estar &lt;/i&gt;são princípios fundamentais de nosso arquétipo divino (o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;self&lt;/i&gt;). Nunca podemos &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;estar&lt;/i&gt; verdadeiramente senão em nós, para nós e através de nós. Desse modo, será também mais fácil compreender o outro como complemento de nossa própria existência espiritual."&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-2837651872176202052?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/2837651872176202052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/02/um-trecho-do-meu-proximo-livro-o-tempo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/2837651872176202052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/2837651872176202052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/02/um-trecho-do-meu-proximo-livro-o-tempo.html' title='&quot;O Tempo: Reflexões sobre o Viver&quot;'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/S3UtEqXjSuI/AAAAAAAAAIA/9iEYnCa2clY/s72-c/42-16786590.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-4507631526993851860</id><published>2010-02-05T08:17:00.000-08:00</published><updated>2010-02-06T04:38:27.337-08:00</updated><title type='text'>O tempo dos outros</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/S2xFqvpTAvI/AAAAAAAAAH4/Hg5-Qqkwkc0/s1600-h/42-18251247.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" kt="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/S2xFqvpTAvI/AAAAAAAAAH4/Hg5-Qqkwkc0/s200/42-18251247.jpg" width="186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Nunca conheceremos o tempo dos outros, até mesmo porque os outros são muitos. Portanto, se os outros são muitos e para eu ter acesso a eles preciso um pouco de reconhecimento de mim mesmo, qual é o meu tempo (para mim mesmo) ao qual posso usar ao outro? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo parece se esconder nas entranhas de nós mesmos, como os grandes rochedos das costas oceânicas. Dentro de suas cavernas esconde um enigma. Ontem ao atender um homem de setenta anos, tive uma constatação: não sabemos o tempo do outro pelo tempo cronológico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem estava angustiado por sua intolerância. Queria mudar, ser mais paciente, mais condescendente. Porém, de tanto exercitar a transigência acabou se estressando, irritando-se consigo mesmo. Após várias tentativas, entrou na resistência, na tensão crônica que o levou a uma forte dor de cabeça, e ao aumento de pressão arterial. Aferi a pressão dele que marcava 14 por 10. Conversamos durante meia hora sobre isso, e então resolvi levá-lo ao relaxamento consciente. A dor de cabeça persistia. Após alguns minutos respirando, de repente o rosto dele enrubesceu, e o cenho se contraiu, a dor agora era insuportável. Tive de finalizar o relaxamento porque o efeito estava sendo o contrário. Verifiquei novamente a pressão arterial. Estava agora 19 por 10. Não cabia a técnica naquele momento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedi para ele se levantar devagar e ir beber um pouco de água. Esperei que ele se refizesse. Mudei de assunto, falei algumas banalidades, saindo do assunto que era tão angustiante para ele. Após alguns minutos a pressão arterial voltara ao normal. Ele se sentia melhor, a região da testa estava dolorida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo é subjetivo. Saber qual o tempo do organismo não é tarefa fácil, ou mesmo impossível. Enfim, tem de haver sensibilidade para entrar nas cavernas da personalidade humana. Caso contrário, podemos nos assustar com o que vamos encontrar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-4507631526993851860?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/4507631526993851860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/02/o-tempo-dos-outros.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/4507631526993851860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/4507631526993851860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/02/o-tempo-dos-outros.html' title='O tempo dos outros'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/S2xFqvpTAvI/AAAAAAAAAH4/Hg5-Qqkwkc0/s72-c/42-18251247.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-5831102304049223893</id><published>2010-02-02T05:22:00.000-08:00</published><updated>2010-02-02T05:25:52.692-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/S2gnzeanu3I/AAAAAAAAAHo/0TVdzZxljdA/s1600-h/untitled.bmp" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kt="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/S2gnzeanu3I/AAAAAAAAAHo/0TVdzZxljdA/s320/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A matéria de capa deste mês da Revista Superinteressante “Ele pode ser Imortal”, me deixou acabrunhado com mais um texto sobre vidências futurísticas, baseado em fragmentos de ciência. A receita é conhecida, pega um pouco de opiniões de pesquisadores daqui, outras de lá, misture tudo, cole num grande painel de hipóteses infundadas, e lança ao público. Quem pegar pegou. O problema é um só, as pessoas acreditam naquilo que vai ao encontro de seus interesses, sem qualquer reflexão. [&lt;a href="https://docs.google.com/Doc?docid=0AZzkfIpll-ynZGZ0a2ttcHhfNDBzenBuN2ZjNg&amp;amp;hl=en"&gt;leia mais&lt;/a&gt;]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-5831102304049223893?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/5831102304049223893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/02/materia-de-capa-deste-mes-da-revista.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/5831102304049223893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/5831102304049223893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/02/materia-de-capa-deste-mes-da-revista.html' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/TVCIVfYi-sI/AAAAAAAAAN8/UlXW5GronCQ/s220/Imagem%2B001.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/S2gnzeanu3I/AAAAAAAAAHo/0TVdzZxljdA/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1064521315925788146.post-8225028479592114185</id><published>2010-01-31T12:28:00.001-08:00</published><updated>2010-01-31T12:34:05.277-08:00</updated><title type='text'>O tempo de todos os tempos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/S2XoYHSgL1I/AAAAAAAAAHg/voxIcT8lDjM/s1600-h/42-16183262.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="145" kt="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_BuTZ68tn7hM/S2XoYHSgL1I/AAAAAAAAAHg/voxIcT8lDjM/s200/42-16183262.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Sempre me fascinei pelo tempo. Só agora que finalizei o meu novo livro sobre o tema foi que me dei conta disso. Escrever facilita reviver algumas lembranças e dar novos significados a elas. Lembro-me de querer brincar de adivinhações, queria antever o futuro. Nunca consegui. Hoje, trabalhando com os corpos de pessoas mais velhas, aprendi que o futuro não nos pertence, como eu queria, mas o passado está escrito na carne. Ter o tempo no corpo pode ser positivo, porque assim não precisamos reaprender um gesto, ou mesmo uma ação cujo aprendizado foi tão difícil. Entretanto, também pode ter seu aspecto negativo, porque uma situação mal resolvida pode deixar marcas no corpo,&amp;nbsp;machucando a carne e sendo difícil alcançar um alívio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo está em toda a parte, seja o passado, presente e futuro. Ele nos pertence de uma maneira que ainda é um enigma. O mais importante&amp;nbsp;é&amp;nbsp;ser disciplinado vivendo no tempo presente. Não adianta arriscar uma aposta futura, só temos o que vivemos aqui e agora.&amp;nbsp;O resto é somente invenção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1064521315925788146-8225028479592114185?l=pedronotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedronotempo.blogspot.com/feeds/8225028479592114185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/01/o-tempo-de-todos-os-tempos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/8225028479592114185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1064521315925788146/posts/default/8225028479592114185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedronotempo.blogspot.com/2010/01/o-tempo-de-todos-os-tempos.html' title='O tempo de todos os tempos'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16934574394706496742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g
